BEM-VINDO

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BEM-VINDO

Irmãs doidas – pelas palavras! E pelas coisas que se inventam com elas. Publicamos nossos primeiros livros: Dias Nublados (Dany Fran), ficção inspirada em fatos reais; O Estranho Contato (Kelly Shimohiro), literatura fantástica. E seguimos com elas… as Palavras, sempre, toda hora, por toda parte! Porque o que vale, mesmo, são as histórias. As nossas, as suas, as do mundo todo.

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Dê uma pausa ao lobo mau

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ao lobo mau

Uma alcateia foge de caçadores (2017). Bebês salvos por loba fundam Roma (753 a.C.). Famintos pelas frutas, lobos-guará ficam embaixo de árvores e estão ameaçados de extinção no Brasil (2017). Lobos na pele de cordeiros, segundo dito popular. Lobos que não são lobos nem cordeiros ocupam a Assembleia Legislativa nacional (hoje). Em documentários, lendas, livros, notícias ou crônicas; vamos falar dos lobos.

Presentes no inconsciente popular como feras sanguinolentas e selvagens, os lobos podem ter muito a nos ensinar. Vamos “refletinar”. Lobos são selvagens, sim. E ainda bem! Não domesticados, mantêm os instintos à prova da deformação causada pelo excesso de domesticação (não abanam o rabo feito cachorrinhos adestrados, não abaixam a cabeça feito gente que aprende que a  subserviência é o caminho para existência). Lobos não se dobram às regras que pretendem torná-los aquilo que não são, distanciá-los de sua própria natureza selvagem. Mas sanguinolentos, não! Lobos atacam por dois motivos básicos à sobrevivência: segurança e alimentação. Não se agrupam em bandos saqueadores de patrimônio alheio, nem se ajuntam em facções de extermínio. Tampouco formam quadrilhas que matam à esmo ou se alinham à trupes cheias de preconceitos, que detonam em bullying todos que são diferentes. Lobos não são assim.

Ana Maria Machado, destaque em literatura infanto-juvenil, em “Procura-se Lobo” (2005) expandiu uma ideia que começou décadas atrás. Quando, certo dia flagrou seus filhos emocionados (e talvez um tanto assustados) assistindo um documentário em que caçadores corriam atrás de lobos, nunca mais abandonou a imagem dos lobos. Essa história ficou perambulando por sua cuca e muito tempo depois, inspirou uma ficção que emocionou filhos das Irmãs de Palavra. Crianças que chamam a atenção dos pais sobre a necessidade que alguns bichos têm de proteção. Contra outros ‘bichos’. Mas não se engane. A principal inversão aqui, não é de idade. Trata-se de quem tem medo de quem.

Clarissa Pinkola Estés, no aclamado “Mulheres que correm com os lobos” (1992), compara a mulher restituída de toda sua psiquê selvagem aos lobos. Pois ambos têm em comum: percepção aguçada, espírito brincalhão, devoção; são gregários, curiosos, resistentes, fortes, intuitivos, adaptáveis ao novo; providos de determinação feroz, extrema coragem, comprometimento com os filhotes; são parceiros e agrupadores. Não parece o melhor tipo de gente?

Os três porquinhos que nos perdoem, além de trabalhar ‘duro’, é preciso, sim, explorar a própria intuição. Dançar com o batuque do seu coração. Estar próximo de sua própria natureza. Que o homem tem se afastado de si mesmo e se tornado cada vez mais um espectro robotizado da figura humana, não é novidade. Que ele cindiu natureza e humanos, é fato sabido pelo mundo. Quando a literatura, séries e afins ressaltam características lupinas, talvez estejam chamando nossa atenção para um caminho: o resgate da nossa própria ‘natureza’, nossa humanidade. E quando homens e mulheres ficam distantes de quem naturalmente são, o consumismo impera, a distância nas relações se torna um tabu intransponível, doenças e males da “alma”(como depressão, pânico, apatia) são cada vez mais frequentes, a imaginação e criatividade ficam restritas e entediadas, o progresso do mundo estagna. Não somos virtuais. Não somos seres embotados e pragmáticos. Somos feito lobos, exuberantes e selvagens.

Ah, vamos falar dos ‘lobos’. Vamos, sim!

Texto Irmãs de Palavra

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Dê uma pausa e deixe assim, página em branco.

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e deixe assim, página em branco

Esforços cansam o planeta todo.

– ‘Estão loucas, Irmãs de Palavra?  

Loucas, sim. Bobas, não! E a gente repete: esforços cansam o planeta todo. Cansam todo mundo a sua volta. Cansam mentes criativas. Cansam pássaros novos, que perigam nem voar. Recolhidos e assustados, não têm espaço num céu superpovoado pelo mesmo chilreado.

Estamos falando de esforços cegos, repetitivos. Enfadonhos. Esforços idiotas. Que não abençoam o mundo com a alegria da novidade.

Pessoas em ziguezague  frenético poluem o clima com suas certezas e ideais cristalizados. Todos ultrapassados, copiados, decorados. Exército (re)produtor, consumidor, nunca inovador. Escreve-se em todas as páginas, planeja-se todas as horas, distrai-se todos os dias. Ausenta-se a vida (toda). Ocupa-se de hábitos e agendas ocupa-o.

– ‘Tá bonito o discurso! Mas pra onde eu vou, criar sem me esforçar, sem ziguezaguear?’

Faz ziguezague, se quiser. Esforce-se, o quanto precisar. E o mundo precisa! Mas feliz é a pausa! Ficar um pouco sem ação. Perder a mão. Esquecer o passo. Descansar o teclado e permitir a página em branco. Por um momento, só de vez em quando. O espaço vazio que ecoa – Vozes. Tantas que só no silêncio dialogam com o seu desejo. Pausa é um momento divino, que conecta em sinapses, pensamento, ação, desejo, sentimento, reflexão. E mostra, enfim, que o papel em branco, no intervalo de um instante, é sim criação. Uma janela aberta que deixa o mundo respirar. E acabar com a pobreza da vida em série. Em série. Em série. Em série.

‘… (silêncio)’

E hoje, página em branco, por favor!

texto Irmãs de Palavra

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Dê uma pausa e conecte-se!

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 e conecte-se!

Brasileiros já são quase os primeiros! EUA já eram. Estamos em segundo lugar no ranking de países que passam mais tempo ‘conectados’ aos apps. Baixando aplicativos. Perdemos apenas para Índia. É, deixamos o ‘tio Sam’ para trás, em terceiro posto. Pelo menos na pesquisa da App Annie, que analisa dados do Google Play.

E aí…

E aí que tudo bem se plugar aos aplicativos que facilitam sua rotina, que abrem fronteiras e expandem sua vida. Aliás, tudo MUITO bom até aí! Só não dá pra deixar à margem outras conexões. E o ponto disso, qual é?  Offline, uma vez ou outra. Isso, dê uma pausa e desligue o plug. Seu cérebro precisa de atenção. E da voz do irmão. E do som da rua. E da noite nua. E da conversa à toa. E das palavras todas, risadas soltas. E da parada crua. Do feijão e da oração. E do barulho do mundo. Tic-tac dos relógios em marcha. E dos pés descalços. E dos filhos em trânsito. E dos parentes distantes. Dos mortos e dos que vão vir. E das saudades, do choro e do silêncio. E das manchetes. Dos hits, dos fits, dos memes. E do contrário. E de todos os elementos, confusos. E dos fusos. Parafusos. Dos nomes, das perguntas, das respostas nunca obtidas. Incógnitas perdidas. E de poesia,  trama. O suspense do dia a dia. Dê uma pausa e conecte-se! Desligue o plug. Seu cérebro precisa de atenção. E de todas as mãos. Que juntas, formam uma só nação: você.

Offline ou online, as conexões nunca param, nunca terminam. Sabe aquele lance de pensar em alguém, pegar seu mobile e receber mensagem dessa pessoa quando começa escrever pra ela? Ficar atônita com o que aconteceu com a personagem principal no último capítulo e no mesmo dia vivenciar uma situação muito parecida, bem no meio da sua vida? Voltar a mexer em uma rede de contatos e do ‘além’ receber retorno de quem já não esperava mais? Coincidências para uns, sinergia para outros, milagres para poucos. Talvez não importe o nome que damos, o fato é que estamos sempre conectados, mesmo que não nos demos conta. Redes invisíveis atravessam você, basta ‘olhar’. Está aí o que talvez mais importe, você vê as conexões em volta de você?

 

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texto: Irmãs de Palavra

foto: André Shimohiro

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bienal 1

Dê uma pausa e movimente-se

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e movimente-se!

É claro que é importante parar. E decidir qual movimento você quer adotar ou criar. Esta é uma etapa da coisa toda.

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A outra, é o próprio movimento. É lançar-se  no mundo e se dedicar à uma causa, uma tarefa, um objetivo, um sonho, uma meta ou sei lá em que você possa se meter. Mas que seja um lugar em que a vida que existe em você se expanda por todos os lados (dentro também).

Sem aderir a um movimento, somos fitas soltas no mundo. E como fitas soltas, o vento nos leva de um lado para o outro. Aquele momento em que você fica sem saber pra onde, sem saber para quê. E não é isso o que se espera de uma vida, não é?

Às vezes, você, de cara, acerta o alvo; e o resultado te atinge na hora. Boa!  Mas não ligue se os reflexos forem mais lentos. Talvez você tenha que insistir. E tentar muitos movimentos ou caminhos diferentes até achar qual é o seu lugar preferido para se criar, todos os dias. Existem movimentos que continuam como uma onda te levando por um tempo sem fim. Como a Flip que tá rolando em Paraty – RJ. Esse ano as Irmãs de Palavra não vão (fisicamente, porque muita atividade é transmitida aqui pela web). Mas o movimento de ter participado de forma presencial desta Festa Literária no ano passado, não parou de nos influenciar. Tanto que depois dela, veio a Bienal de São Paulo, a Flim (Festa Literária de Maringá), Londrix (Festival Literário de Londrina) e saraus. Também tem os clubes AMIGOS DE PALAVRA (Londrina e Maringá), contatos com booktubers, escritores, leitores e todo esse universo ligado às histórias. É uma corrente que, literalmente, não tem fim.  Mas pode ter tantos recomeços! Essa semana, a campanha nacional ESQUEÇA UM LIVRO foi uma bomba de energia, que contagiou não apenas as Irmãs de Palavra, mas uma galera louca por livros. Uau pra todo esse movimento! Uau para as pausas que nos fazem acordar para qual movimento desejamos estar.

Relato Irmãs de Palavra

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DÊ UMA PAUSA, esqueça livros!

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E esqueça livros

Sabe aquele livro que salvou a sua vida em um dia nublado? Desapegue-se! Aquele outro que fez você se apaixonar e esquecer seus problemas por alguns minutos? Então, esqueça-o também! Ou o que fez você descobrir outros mundos? Dê essa chance para mais alguém!

Estamos ficando loucas? Loucas por esse engajamento!

Engajar é um verbo da língua portuguesa que se refere ao ato de participar de modo voluntário de uma atividade, trabalho, com intuito de apoiar. Etimologicamente engajar veio a partir do termo francês ‘engager’, que quer dizer ‘dar em garantia’, ‘empenhar’. Engajar-se não é adotar valores, objetivos e causas alheias. Engajar-se não é resultado de fórmulas, tampouco pode ser aprendido em tutoriais ou bancos universitários. Engajar-se depende menos de QI (Quociente de Inteligência) e mais de QE (Quociente de Esforço). Engajar-se é movimentar-se numa direção desbravada por você mesmo em comunhão com o mundo. É o santo graal de uma vida entusiasmada. E entusiasmada será intensa. E intensa será inspirada. E inspirada, uma vida reluz como se fosse milhares.

Logo, as Irmãs de Palavra emprestam esse termo para proclamar: engaje-se nessa ideia com vontade, ESQUEÇA LIVROS!!!

E abandone a solidão da sua história! Dia 25 de julho, terça-feira que vem deixe uma obra que adora, ou quantas quiser em algum lugar que possa ser encontrado por outra pessoa, com um bilhete, oferecendo essa história para  alguém. Isso não é fantástico?

A Campanha ESQUEÇA UM LIVRO foi criada pelo paulistano Felipe Brandão, que trabalha no mercado editorial e sempre ganhou muitos livros. Ele, que já conhecia o conceito criado nos EUA, resolveu abraçar a ideia por aqui. Criou uma página na internet e o projeto foi se multiplicando. 25 de julho de 2017 vai ser a segunda edição. E a primeira que as Irmãs de Palavra estarão engajadas. Então, não se assuste se encontrar pelas ruas de Maringá e Londrina livros esquecidos com um bilhetinho do tipo “Ei, você que achou este livro, agora ele é seu!”. Quem sabe algum deles não seja seu! Participe!

esqueça um livro

 

“Toda reação que você sonha ver no mundo espera sua ação”

Texto das Irmãs de Palavra.

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Dê uma pausa – não em sua EXPECTATIVA

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não em sua EXPECTATIVA

Dê uma pausa e abra um espaço. Não no seu dia. Na sua mente.

Vamos falar de expectativas. E nem venha com papo-furado, as Irmãs de Palavra querem uma coisa a mais. De você, e delas mesmas.

Expectativa frustra. Nem sempre. Às vezes só te enche de energia, de desejo, de vontade de viver.

Fuja de todas expectativas. Vai sair correndo do mundo? E vai pra onde?

Supere expectativas. De quem? Pra quê? O que você quer com isso?

 

“- Parabéns, você foi além das ‘nossas’ expectativas. 

Oi? Enquadre as de vocês e exibam em suas paredes, quero ultrapassar as minhas!”

 

Deixe todas as suas expectativas de lado. E viva no mar cinza dos desanimados, dos sem-vontade, dos entendiados?

Expectativa só atrapalha. Mesmo? Expectativa do nascimento de um filho, atrapalha quem?

Esteja sempre à frente das expectativas se quiser conquistar algo. Isso é possível? Claro que não! Como você pode adivinhar todas as expectativas do mundo? E supri-las? Nem mesmo todos os deuses do Olympo!

Expectativa gera ansiedade. E ansiedade é ruim? “Estou tão ansiosa para o nosso encontro!”  Quer coisa melhor que isso?!

Expectativa é esperar e esperar nunca é bom. Que tolice sem tamanho! Esperar prepara cérebro, espírito e corpo para algum acontecimento. Não é só bom, é necessário para o seu desenvolvimento.

Expectativa faz você projetar algo tão perfeito, que nada poderá superá-lo. Só se você ficar brincando de manipulador onipotente do universo. Grude as solas dos seus pé no mundo e tenha expectativas elevadas e boas. Não fechadas, amarradas e cheias de ilusão. Mas abertas para o novo, para a surpresa, para o melhor do outro, para seu talento mais genuíno.

E convenhamos, vamos parar de repetir as bobagens que falamos uns para os outros. Expectativa é ruim. Você tem que superar todas as expectativas! Você não tem nada, a não ser que seja importante pra você! Então escolha, consciente, prazerosamente, as expectativas que quer suprir. E faça disso um trampolim. Não um buraco fundo. ‘Nunca’ um buraco fundo.

Para não cair em uma bobagem atrás da outra.
De que tudo vira cópia. 
Onde você olha e amarra sua expectativa. Porque, e se soltar?  
Já se esqueceu de como foi descoberta a penicilina? Erros podem dar certo!
Quando degustar uma deliciosa bolachinha do tipo madeleine, a memória afetiva é sua.  Que diabos há em alimentar suas expectativas?
“A verdadeira viagem da ‘descoberta’ consiste não em buscar novas paisagens, mas em ter olhos novos”
(Marcel Proust)  
Texto: Irmãs de Palavra
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