BEM-VINDO

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BEM-VINDO

Irmãs doidas – pelas palavras! E pelas coisas que se inventam com elas. Publicamos nossos primeiros livros: Dias Nublados (Dany Fran), ficção inspirada em fatos reais; O Estranho Contato (Kelly Shimohiro), literatura fantástica. E seguimos com elas… as Palavras, sempre, toda hora, por toda parte! Porque o que vale, mesmo, são as histórias. As nossas, as suas, as do mundo todo.

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O ‘breve’ de toda história

de uma pausa

 ‘Brevidade’

Não se trata aqui daquele biscoitinho de polvilho, que lembra os deliciosos quitutes das vovós (hoje dos chefs). E que neste inverno pode ir tão bem com uma caneca fumegando com sua bebida quentinha predileta. Trata-se, sim, do que provavelmente você está imaginando: o tempo. E toda sua velocidade, sua relatividade. Ok. Já sabemos de como os fatos podem mudar de uma hora pra outra, com uma rapidez assombrosa. E de como é vigoroso valorizar a própria história, agora. Mas, nunca (nunca mesmo) é demais relembrar. Porque, muitas vezes, relembrando é que aprendemos de verdade.
(*ah.. qualquer semelhança a fatos reais da ficção abaixo pode (ou não!) ser mera coincidência)

“- Já posso aumentar?
– Opa! Tá tranquilo – respondeu ao médico que subiu a velocidade da esteira e o fez se sentir o atleta que um dia já quis ser.

Dias. Voaram sem ele perceber.
– Cara, você tá com o coração de um garoto! Tá cuidando bem dele, hein? – garantiu brincando o cardiologista que, em seguida, franziu a testa. – Mas se eu fosse você procuraria um endocrinologia pra ver direito sua tireoide. – e fechando a cara, o que faz as marcas da sua testa ficarem ainda mais salientes, continua direto. – No ultrassom apareceram alguns nódulos. Melhor ver isso.

Semanas. Passaram mais lentas.
– Então, doutor, o cardiologista me mandou aqui …
BLÁBLÁBLÁ. Palavras nervosas. Frases confusas. Até o silêncio claustrofóbico.
Ele que não sentia nada. Saiu de um exame de rotina e foi parar na sala de ressonância pra fazer uma punção em nódulos maiores do que o padrão. Logo ‘ele’ que corria do trabalho pra escola das crianças. Da academia pra sacada com a mulher. Do futebol pra casa de amigos. De repente, estava em uma sala branca com agulhas enfiadas no seu pescoço. E elas poderiam furar tudo. Tudo mesmo! Inclusive sua rotina. Que, agora, lhe parecia um sonho.

1 Mês. Estranhamente arrastado.
O resultado. Laudo pronto. Mas ele não vai buscar. Sua mulher já está na porta do laboratório. Um instante e o barulho das crianças no carro, sem o menor contato com essa história, vai embora. Ela suspira. Olha pra cima e entre os galhos cortando o azul enxerga que poderia ficar escuro e mudo, pra sempre.
Não ficou. Essa história teve um final feliz. Por enquanto. No papel, a palavra benigno.”        

Em certas circunstâncias, a vida estende uma brevidade calorosa à você. Como uma oportunidade daquelas que ninguém pode deixar escapar! Um bilhete premiado. Dias e dias das melhores chances para usarmos nossa força na potência máxima. Porque podemos não ser os culpados pela nossa brevidade, mas somos responsáveis por tudo o que botamos dentro dela. Ah, isso somos!

Texto: Irmãs de Palavra

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Dê uma pausa – por escolha e não obrigação, de todo o coração

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por escolha e não obrigação, de todo o coração

Sete minutos. Mobile e dedos nervosos. Email conferido. Vários sem respostas, ainda. Elevador chega. Retoque no batom. Uma piscada no whats. Centenas de bolinhas verdes. Suspiro. A porta abre. Mais digitais. Manchetes atualizadas. Ideia para publicar um texto. Depois. Agora, bolsas de escolas. Guardadas. Portas fechadas. Partida. Interrompida. Por uma carta. Acomodada no lugar do controle remoto. Descontrole. Letra cursiva. Surpresa. O relógio atrasa. Mais sete minutos. Por amor.

Por amor, a gente fica! Porque ele chega para a mulher que lê a declaração do marido. Para o pai arrebentado pelas saudades do filho que não tem mais. Para quem fez as pazes com o espelho e gosta do que vê, acompanhado ou não. Chega até para quem não mais crê naquilo que vê. Ou lê.

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O amor é um clichê. Não, AMOR é um clássico. Daqueles que atravessam eras e, claro, qualquer data, sem deixar de te arrebatar. Por quê? Porque, como um elixir, ele inspira quem está acompanhado, quem está sozinho, uma multidão toda. É sempre o amor que resgata quem está com a vida despedaçada, ou acende ainda mais quem já está radiante. Ele anda colado com nossas escolhas.

Não precisa ser dramático como as tragédias shakespeareanas, nem do outro mundo, ‘a la’ Tom e Ágatha de O Estranho Contato. Tampouco insaciável, não é mesmo Madame Bovary?

É preciso ser SEU. O primeiro amor. O nome dele? Amor próprio. Herói da sua história. Quando está ferido, vira bicho e ataca todos que cruzarem seu caminho. Se vive magoado, é criança pirracenta e pede sempre mais – só mais um pouquinho, não para ainda, nunca está satisfeito o pirralho enjoadinho. Se não confia muito em si mesmo, o amor próprio insiste com o outro e implora elogios. Se é carente, faz-se de ofendido, veste o uniforme de injustiçado e cobra do mundo o que só pode ser oferecido, nunca requerido. Mas se o amor próprio cresce ‘direitinho’ e sabe pescar da vida as coisas que precisa, se consegue resistir aos vendavais e furacões que chegam com a pretensão de destruí-lo, se de vez em quando encontra boa companhia, se sabe ficar sozinho e aprecia a própria carinha, ah, então o Amor Próprio se espalha pela terra, pelo ar, pelo mar e toca tudo que existe, simplesmente porque sabe amar-se. E sabendo amar-se, pode amar tudo que tenha uma mísera gotinha de amor também.

Texto: Irmãs de Palavra

 

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bienal 2

Dê uma pausa – ‘MARAVILHOSA’ PAUSA

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‘MARAVILHOSA’ PAUSA

O mundo inteiro deu uma pausa pra ela.  MULHER MARAVILHA. E claro, nós também!

Dos quadrinhos para a telona, nascida da mitologia grega das Amazonas, ela agora impera nas salas de cinema do mundo todo (também nos posts pela internet afora). E vamos aos montes assisti-la e amá-la. Porque ela arrebata a ideia de uma mulher poderosa, instintiva,  guerreira, nascida para defender seu planeta e capaz de amar e deixar-se amar. Quem de nós não se vê nessa heroína?

Linda, porque a beleza atrai. Não um tipo de beleza fabricada, copiada, vendida e desfilada. Não. Uma beleza que começa nos olhos e entrega ali a força indistinta que carrega. Uma beleza que assume o corpo que possui e o utiliza da forma mais prazerosa, útil e corajosa que consegue. Uma beleza que espelha o mundo interior. Beleza que inspira outras mulheres a darem o melhor de si. Somos todas beleza que espanta o tédio e as convenções. Somos todas forças da natureza e viemos para sacudir nosso espaço, gerando mais graça, mais criatividade e mais vontade de viver.

Forte e corajosa,  porque bota fé no seu ideal. A Mulher Maravilha segue explorando seu destino, enfrentando difíceis decisões, sem perder a esperança de alcançar um mundo melhor. Ela quer ir à luta, mesmo que isto implique abandonar a segurança e as certezas do mundo que cresceu amando. Mesmo que isso signifique encontrar a incompreensão dos entes que cresceu amando.  Ela desafia a todos terem coragem de avançar na vida. Porque ela precisa lutar, ela precisa deixar que sua potência se espalhe pelo mundo. Ela não pode esconder seus talentos, sua magia, sua força, seu poder atrás do medo da morte, da derrota, do fracasso, do julgamento, do abandono e das perdas. Essa não é a decisão que toda mulher enfrenta? Que toda pessoa enfrenta? Esse não é o superpoder que cada mulher carrega pelo mundo afora? Destemidas, heroínas em suas lutas diárias, mudam o mundo, um pouquinho de cada vez.

Arrojada, ela balança as certezas do mundo. Porque não se dobra às convenções, introduz o novo à sua volta e desafia as pessoas a questionarem os velhos caminhos. Feminista, mostra a todos do que uma mulher é capaz. Essa é nossa luta. Diferentes, sim. Menos, nunca!

O que teria sido da Mulher Maravilha  se ela não tivesse saído do santuário mágico das Amazonas? Você já se fez essa pergunta? O que teria sido de você se não ousasse desafiar o mundo com seus sonhos? Que brilho seus olhos teriam? Que paixão suas palavras propagariam? Para uma vida extraordinária, o medo precisa ser encarado e vencido.

A Mulher Maravilha não hesita. Aliás, pra seguir esta inspiração, as amazonas da mitologia grega, ou as índias brasileiras icamiabas, provavelmente também não.  Lenda ou realidade, diz a história que ambas viviam isoladas, sem homens diariamente, lutavam com arco e flexo e iam fundo pra se tornarem grandes guerreiras. Até se mutilavam, retirando o seio para ficarem melhores arqueiras. Quem elas seriam se não lutassem tão destemidas? 

ESCOLHAS.

A história do mundo é recheada de mulheres que romperam a barreira do medo e arriscaram um mundo diferente para si mesmas. E depois, nos encheram de entusiasmo e vontade de fazermos a mesma coisa com nossas próprias vidas. Como Julia Child, famosa culinarista americana que depois dos 40 anos aprendeu a arte da culinária francesa e foi precursora dessa gastronomia nos Estados Unidos. Quem teria sido Julia se não fosse embora atrás do que lhe dava alegria? “Diante do silêncio bocejante. Fiquei decepcionada, mas não me deixei abater. Continuei a pesquisa. (…) Eles não compreendiam como eu poderia achar prazer em fazer todas aquelas compras, cozinhar e servir, tudo sozinha. Mas acontece que eu achava! E Paul me incentivou a não lhe dar ouvidos e a perseguir minha paixão”(Minha vida na França – Julia Child com Alex Purd´Homme).

Heroínas. Todas estamos em busca da nossa vez. A Mulher Maravilha fez isso com vigor em seu mundo mágico. Você também pode. Afinal, quem será você se não for atrás do que de fato vale a pena lutar? As coisas que a  fazem ‘dançar’ plena pelo mundo. Conjugue essa ideia! A Mulher Maravilha pode. Nós todas também.

texto: Irmãs de Palavra

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bienal 2

Dê uma pausa

de uma pausa

Dê uma pausa. Pra acelerar, ou descansar. Você sabe qual a sua necessidade. Sabe? Aliás, você sabe quem é mesmo você?

Campos da ciência que cuidam das propriedades nutricionais de cada alimento afirmam, de maneiras diferentes, que “Você é o que você come”.

A mitologia transpassa a ideia de que Você é de onde vem, você é a sua origem”.

Fé é a partícula criadora dos milagres da sua vida, segundo a religião. Nesse sentido, “Você é o que você acredita”.

Para a antropologia “Você também é vertebrado, mamífero, capaz de linguagem articulada, com entidade moral e social”. Opa, ‘moral’!

Existe um conselho ‘moral’ ainda em uso: “Diga com quem andas, que direi quem tú és”. Aqui, “Você é as pessoas com quem convive”.

No universo virtual, a wikipédia define “Você como um animal de ordem dos primatas, pertencente à espécie Homo sapiens”.

A turma da economia pensa que “Você é o que você investe e o que você poupa”.

Esportistas diriam “Você é o exercício que pratica”. 

Teorias místicas voltadas à energia como campo de criação da matéria proclamam que Você é a energia que capta e que emana”.

A história da filosofia não segue uma única diretriz, obviamente. Mas, existe uma semente que germina nessa ciência: o pensamento e a capacidade de expandi-lo. “Você é o que você pensa de si e do mundo”.

A voz da literatura bem pode contar que “Você é o que você lê”.

Se você for da indústria da moda, “Você é o que você veste”.  Se for um dentista, “Você é o seu sorriso”. Se for arquiteto, “Você é o seu projeto” Será? E todo o resto, de você? Afinal, quem é mesmo você? As pessoas ao seu redor, a falta de comida no mundo, a violência que estanca a liberdade de escolha, todos os livros que leu, as pessoas que perdeu, todas as invenções malucas da humanidade, o descaso das políticas públicas, as xícaras de café que toma, as horas de estudo, os amigos dos amigos, os olhares que atravessam sua vista, quem veio antes e quem ainda virá, seu saldo bancário, o tempo que espera na fila, as estrelas e os buracos negros, as boas risadas, taças de vinho, os longos abraços, os frios apertos de mãos, os pensamentos, a ansiedade, o choro, a buzinada. Você é o doce que devora e a música que canta. Você é as pessoas com quem esbarra, as que odeia e as que ama. Você é o tiro no escuro, o vírus imortal, as chagas do mundo. Você é os personagens que cria, todos eles. Você é um pedaço da terra e os gases do efeito estufa. Você é o medo que sente e a raiva que provoca. O sonho que imagina e a rotina que cria. As datas que não comemora, os brindes não feitos. A agenda que lota e a corrida perdida. Você é as letras do alfabeto, os pontos, as vírgulas e os verbos. Conjugados ou só concordados. Cada escolha diária, cada decisão adiada. O triunfo, o cansaço e o último lugar. O mar, você é o sal do mundo. As células espalhadas na rua. Tudo que respira. Você é as palavras que diz, as mentiras que conta, as ideias que acredita, as ofensas e o elogios. Você é a vida que avança. Você é a festa mais doida do planeta. Você é tudo que existe. A história da humanidade inteira, condensada e escrita numa única palavra: você.

Você não é só você. Você é o mundo e o mundo é você.

Fora de órbita? Conjugue essa ideia: REPAGINE-SE! 

Texto: Irmãs de Palavra

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Entre muros, cortes e costuras

Apertando as mãos de Juan, antes mesmo de dizer prazer em conhecê-lo, Katherine flagra aqueles bonitos olhos puxados encarando o muro que os acompanha. Ela nunca tinha reparado direito naquele concreto. Era apenas sua Lima ‘mais protegida’, ‘menos feia’. Juan Diego, acostumado a observar todos os dias aqueles tijolos do outro lado de Lima, não disfarça a surpresa em não ver diferença de um cimento pro outro.

Katherine e Juan Diego são personagens ficcionais inspirados em uma história real que eu conheci essa semana. Mas na Venezuela de hoje pode existir muitos Juans e um bando de Katherine, todos espalhados ao redor do inacreditável muro construído com recursos particulares dos próprios moradores (do bairro de quem tem grana, é claro!). Para separar, segregar, diferenciar, isolar, ‘guardar’ pobres e ricos. De quem? Do quê? Perplexa com o surrealismo da realidade, a gente fica ainda mais embasbacada quando se dá conta que também tem Katherines e Juans nos rondando. Pior, nos personificando. Porque o ridículo para o muro do Peru também serve para as cercas que erguemos ao redor do nosso umbigo, cegando nosso pensamento.

y valeOs romances também são feitos para a gente pensar. Autor. Personagem(ns). Leitores. Caminhando por um ponto central, um eixo vermelho como diria Márcia Tiburi. Teorização e ação internas acompanhando a narrativa. Por isso é tão parecida com a vida. Sempre é  uma ficção! Temas, protagonistas, aventuras que percorrem a experiência do autor. Sua consciência cortando o mundo, olhando pra imaginação, construindo um real. Uma alternativa possível.

Um recorte da vida em tantas páginas. Literatura é um bom lugar pra você guardar suas dores e encantamentos. Não porque é seguro. Mas porque é um lugar construído sem muros. Remendado por múltiplos olhares. É corte. E costura. Não é mesmo Karen Debértolis? Mulher das Palavras.

Aristóteles bem roteirizou a arte da imitação pra se criar uma realidade, quem sabe a sua realidade ‘fantástica’. A palavra é meu corte-costura. Meu muro abaixo, abrindo caminhos. E qual é o seu? Já parou pra ‘olhar’?

Texto: Dany Fran

Fotos by Valentina Favoreto Rosa (Calhes de Maringá e Biblioteca Muncipal Pioneiro Manoel Pereira Camacho Filho)

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Senso de admirar, ou não

Cultos místicos falam do maravilhamento infantil como um estágio esplêndido a ser alcançado: a mente iluminada. Olhar o mundo com olhos de criança. Curiosos, famintos, espantados. Uma espécie de nirvana da consciência.
A literatura usa o termo “sense of wonder” principalmente para determinados gêneros, como ficção científica, fantasia, terror. Referindo-se ao ENCANTAMENTO que algumas histórias provocam no leitor, criando um clima de sedução. Uma espécie de magia, que gruda o leitor nas páginas.
A ideologia capitalista vende a sensação de maravilhamento como objeto de consumo. Neste sentido, você alcança a epifania desejada comprando, comprando, comprando. E assim, vendem carros mais caros, casas maiores, computadores mais potentes. Cada vez mais, mais, mais. Drogas prometem o “sense of wonder”. Sexo maluco convida ao “sense of wonder”. Mentes perturbadas e doentes buscam o “sense of wonder” em crimes, abusos e outras atrocidades. Esportes radicais exageram na adrenalina, sedentos pelo “sense of wonder”. Rejuvenescimento eterno oferece o “sense of wonder”.
Porque é como uma necessidade primitiva nossa. Um instinto inconsciente e voraz. Queremos sempre ser o herói da história, podendo então, gozar dos poucos – mas fabulosos – instantes de glória.
Depois, o que será que sobra?
Essa épica glória não precisa (e cá entre nós, nem pode) restringir-se ao momento espetacular que esperamos ‘vidas’ pra chegar. Mas ganha fôlego, é arrebatada por um momento ímpar, que nos tira do trilho, grita e bate na cara do nosso cotidiano porque é tudo, menos ele! E como admirar esse instante, essa ‘coisa grande’ que desejamos e até praguejamos, é plural! Pra sinhá de Graciliano Ramos, em Vidas Secas, o sonho ‘grande’ era uma cama. Estranho pra você que é ‘de berço’ ? A cadela Baleia morreria de admiração por um ‘grande’ osso! Ok, ela é um bicho! Mas, vamos lá… em pleno sertão ela é, pelo menos, um animal danado de humanizado! E você, humano? O que diria do Papa Francisco, entre tantos problemas e necessidades pra se preocupar, criar uma lavanderia do Papa! Pequeno? Sabão e roupa limpa para os sem tetos!  Grandioso! Talvez não pra você com sua própria máquina cinco passos do seu nariz. Mas pra quem vive na rua, ao redor do Vaticano, o papa Francisco resgatou o gosto de estar entre ‘pares’, limpo! Putz, que baita ‘sense of wonder’!
Isabelle, personagem de O Rouxinol, de Kristin Hannah; arrisca, com furor, seus passos destemidos pela França sitiada pelos nazistas, para proteger desconhecidos e vencer  não apenas as misérias da maldita segunda Guerra Mundial. Mas a maldição de sua vulnerabilidade ao abandono. Acabar com sua suposta invisibilidade, isso sim, seria alcançar algo esplêndido. Nem que isso signifique se afastar, de vez, de quem ama. Já para sua irmã, Vianne, menos intempestiva e mais medrosa, o encantamento admirável é, ainda que aterrorizada, enfrentar a fome e qualquer outra escuridão da guerra, até mesmo colaborar com invasores nazistas, para proteger e continuar perto de quem ama.
As irmãs, você e nós. Todos com seu próprio, distinto, ‘sense of wonder’. E com eles, heróis ou não, quem ‘diabos’ estamos nos tornando? Famintos de quê? Espantados com o quê? Curiosos pra quê?
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