BEM-VINDO

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BEM-VINDO

Irmãs doidas – pelas palavras! E pelas coisas que se inventam com elas. Publicamos nossos primeiros livros: Dias Nublados (Dany Fran), ficção inspirada em fatos reais; O Estranho Contato (Kelly Shimohiro), literatura fantástica. E seguimos com elas… as Palavras, sempre, toda hora, por toda parte! Porque o que vale, mesmo, são as histórias. As nossas, as suas, as do mundo todo.

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Dê uma pausa – a história hoje é um grande prazer

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A história hoje é um grande prazer

“Quinta-feira, dez da noite. A água quente do chuveiro lava tudo o que fizemos durante o dia sem muita convicção. Não temos um motivo especial para brindar, mas nos servimos de vinho mesmo assim. No aparador, um vaso vermelho. Vazio. Amanhã traremos flores. Nós mesmas faremos isso. Flores sem cartão, dadas a si, por si mesma.  Calçamos nossos velhos chinelos. Amor antigo. Com eles, seguimos confortáveis. Rimos, nos lembrando do scarpin novinho em folha, ainda na caixa. Com ele, seguimos mais bonitas. Alegres, foi paixão à primeira vista. Talvez um livro ou um filme antigo, não decidimos ainda, só precisamos disso, uma trégua da marcha do dia a dia. Até que sentimos o aroma da cebola caramelando na cozinha. Hoje, alguém cozinha para nós. Pensando melhor, temos bons motivos para comemorar. E vamos brindar! Perdoem nossos pequenos prazeres, mas as Irmãs de Palavra merecem. E você, mais do que ninguém, também devia experimentar.”

Os prazeres da vida. Pequenos, tímidos, aqueles que quase passam despercebidos. Grandes, exuberantes, aqueles que quase arrasam com você. É disso que fala o livro ‘Perdoem Nossos Pequenos Prazeres’, de Sandra Russo (jornalista, escritora e editora argentina). E já começa assim, chamando as mulheres para um conversa entre amigas, deixando os homens um pouco de lado. Os filhos, o trabalho, as lutas, as amarguras, as contas, gavetas desarrumadas, dietas; tantos combates – todos de lado. Daqui a pouco teremos tudo de volta! Mas só por um momento, precisamos de uma pausa. DÊ UMA PAUSA. As mulheres merecem prazer. Bem, na verdade, todos merecem prazer. Crianças, homens, adolescentes, velhos. O mundo todo. Não importa muito quem seja você, seu sexo, idade, RG, nacionalidade; você sempre pode dar um trago de prazer no seu dia.

Sandra Russo fala especialmente dos prazeres femininos. Talvez porque nós, mulheres, nos coloquemos tanto no último lugar da fila: primeiro a família, o trabalho, os amigos, os pratos lavados e guardados, depois, só depois… daí o dia acabou. Quem sabe amanhã. Quem sabe Sandra Russo queira chamar a atenção das mulheres para um detalhe importante: só quem dá prazer a si mesmo é que pode oferecer ao outro o prazer verdadeiro. Ou Sandra Russo seja uma mulher cansada de tantas lutas alheias, e agora tenha tido um insight:  não se pode desperdiçar o tiquinho de prazer que o dia te dá, é gota de ouro. Sandra Russo pode ainda ser uma feminista e queira defender a bandeira do prazer feminino. Talvez não seja nada disso. Sandra Russo só tenha escolhido uma, entre tantas pautas importantes. De qualquer forma, agora é quinta-feira, meio do dia. E o que você já fez que te deu prazer, hoje? Mordeu um pão crocante? Rolou na cama com alguém? Deu uma gargalhada? Mergulhou de cabeça em algum romance? Tomou seu banho quente? Terminou um trabalho importante? Tem um happy hour divertido pela frente? Não importa qual seja o prazer, ele tem que servir pra você e pra mais ninguém. O que interessa é que ele tenha espaço na sua rotina entre as obrigações e os horários marcados e remarcados. Porque o prazer é o escudo que nos defende de uma vida desperdiçada e chata. Deus nos livre! Pensando bem, não nos perdoem por nossos pequenos prazeres. Vamos aplaudi-los! O resto é história (e nós adoramos!).

Texto das Irmãs de Palavra

prazer

 

 

 

 

 

 

 

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Dê uma pausa – hoje a história é filha da MÃE!

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A história hoje é ‘filha da MÃE’!

Algum dia nos disseram que se cria filho pro mundo. Bobagem, se cria filho porque sim… Amor não se explica e nem se aplica. Existe. Fim.

Algum dia suas horas de sono são todas picotadas, sua agenda fica lotada e o tempo, bem, o tempo não tem importância. O nome desses dias é dedicação. Ponto. É assim ou não?

Algum dia suas festanças mudam para o meio da tarde, e a adrenalina vai parar no parquinho da esquina. Você ri das palavras que o filho soletra errado. Quem ia imaginar que sua alegria podia vir daí? Quem?

Algum dia seu filho cresce e você logo volta a ficar sozinha. Tudo bem, mãe. Ainda bem, mãe.

Algum dia os cabelos penteados, ingressos comprados, as mochilas pesadas e cadernos encapados ficam todos para trás. Algum dia a importância disso vira coragem nos olhos do filho, vira audácia quando seu filho reage e não se submete, vira amor quando seu filho se lança feliz na vida dele.

Algum dia sentiremos saudades das tardes com cheiro de bolo e filmes bobos na TV, das marcas de crescimento que rabiscamos na parede, das bolas espalhadas, dos laços perdidos, de tê-los bem pertinho. Saudades de mãe. Tudo bem. Estamos bem.

Algum dia seu filho entra pela porta tão adulto, tão bonito, tão cheio de ideias, tão diferente. Nesse dia, todos os outros farão sentido.

Algum dia uma das Irmãs de Palavra comprou o livro Algum dia (Alison Mcghee e Peter. H. Reynods, 2007), despretensiosamente para a filha do meio. E esse livro tão delicado e bonito, foi passando por toda família. Algum dia virou até leitura de mãe para os filhos. Porque algum dia desses, a gente precisa parar tudo que estiver fazendo pra dizer: Mãe, obrigada por todos os seus dias. Algum dia fomos felizes. E esse dia, só pode ser hoje! O resto é história (e a gente adora)!

texto das mães, Irmãs de Palavra

mãe

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Dê uma pausa – a história ‘hoje’ não é de hoje

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A história hoje é antiga.

Era uma vez uma garota que morreu de frio. A família não fez o que devia, cuidar da sua cria. A cidade não ofereceu o que podia, assistência pra quem pouco tinha. O mundo não deu o que prometeu, uma vida de alegria. E no fim, a garota que morreu não viveu como merecia: acabou petrificada em sonhos que nunca dariam em nada. Essa história não é de hoje, a de se perder em sonhos que nunca dão em nada. Em amores que não dão em nada. Em empregos que não dão em nada.

A pequena vendedora de fósforos é um conto antigo, escrito por Hans Christian Andersen. As Irmãs de Palavra gostavam de ler quando pequenas. Era o livro predileto da coleção de capa preta com gravura em alto relevo, vendida por livreiro, de porta em porta. A garotinha loira com lenço na cabeça, com o tempo, não se apagou da memória das Irmãs de Palavra. Mesmo sendo tão triste, nós ficávamos encantadas com a saga da pobre menininha solitária,  que no final, encontrava alívio na morte, levada pelos braços da avó tão amada, que havia morrido muito tempo atrás. Estávamos enganadas, nós, as Irmãs de Palavra. Nenhuma garota precisa encontrar alívio na morte. É a vida que deve dar conta disso. É a própria garota que precisa juntar suas tralhas e lutar. Vender os fósforos, ao invés de queima-los. Explorar todos os seus recursos, criar novos! Dar tudo de si. Bater em milhões de portas, até uma abrir. Defender-se. Saber buscar ajuda nas fontes de vida, e não nas da morte.

Você não pode se penalizar com um prédio ocupado que desabou e apagou vidas, e simplesmente continuar desviando seu olhar das ruas cheias de gente, de famílias que não têm onde morar. Você não pode querer outra história se ainda continua escrevendo com as mesmas palavras. Você não pode procurar amor aonde há descaso. Não pode fazer seu talento florescer aonde há cobiça e inveja. Não pode esperar amizade aonde há egoísmo e maldade. Não pode apostar todas suas fichas em fantasias. Não pode encolher-se diante da grandeza do mundo. Você tem que insistir, tomar fôlego e prosseguir.

A pequena vendedora de fósforos era só uma criança. E crianças precisam ser protegidas. São almas desvairadas, não estão preparadas para enfrentar a dureza da vida. Mas nós não somos mais crianças. Se a casa do vizinho é tão grande e tão quentinha, não importa, beije o solo da sua. Se o trabalho do outro é brilhante, ótimo, mas faça o seu. Se alguém lhe ofende, não rumine, abra a boca depois de abrir a cuca. Se algum garoto idiota tirou sarro do seu sapato, mande-o caçar sapo! Se sua mãe e seu pai falharam, vá cuidar da sua própria vida. Se algum morto vier lhe oferecer ajuda, diga que não, agora não, ainda não.

A vida não é um mar de rosas. Porque mar é feito de água salgada, profunda, com poder de cura. Mas que também pode te levar para longe tão longe tão longe, e você pode se perder. A vida não é mesmo um mar de rosas, é um mar de água salgada. E tem coisa mais bonita que o mar? O resto é história (e nós adoramos!)

Texto Irmãs de Palavra

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Dê uma pausa – a história hoje tá salgada

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A história hoje tá salgada.

Ninguém resiste a um salgadinho ou outro. Pode confessar, vai! Até quem tira um dia para o ‘no carbo‘, ou vive de olho na dieta, tem uma hora que acaba se rendendo aos famosos petiscos: os salgadinhos. Temos os básicos: coxinha, risoles, bolinho de milho, pastel de vento; os intermediários: empadas, pizza frita, tortas de todo tipo; e, por fim, os gourment: quirches, canapés, folhados, até o finger food. Mas temos também, SEBASTIÃO SALGADO. Que num só click capta e tempera tudo: o básico da vida, as estações intermediárias e a mais fina sensibilidade para a natureza e para o humano. Olhar em trânsito, que não apenas informa, mas descortina a imensidão numa só imagem. “Mas será que estar informado basta? Será que estamos condenados a ser meros espectadores? Será que temos como interferir no curso dos acontecimento?” (Sebastião Salgado, Êxodo, 1999)

Mineiro, graduado em economia, com doutorado em Paris, Sebastião Salgado transformou um hobby, a fotografia, em uma arma letal para a apatia diante da realidade social e a beleza natural. Não apenas de sua cidade, seu estado e país. Mas do mundo! Ele criou uma linguagem própria, as famosas fotografias em preto e branco, que investigam a luta do homem e da natureza pela vida. Em livros mais antigos – e tão atuais – como ‘Outras Américas’, ‘Terra’ ou ‘Êxodo’, ele estampa  as fragilidades humanas, aparentemente tão distantes, de camponeses,  refugiados, exilados ou sem terras. A desgastada migração humana. Em ‘Gênesis’ (2011), último grande projeto do fotógrafo, as imagens capturam porções de terras ‘intocadas’, pedaços limpos de nossos corações. “Ver e mostrar a riqueza deste planeta, a personalidade, dignidade de muitas paisagens e pessoas.”

Um lado sombrio, cruel e triste. O reverso, cheio de luz e possibilidades. Você. Nós. A Terra. O mundo todo. Somos todos capazes do pior. Somos todos dotados do melhor. A desconfiança, a matança, a inveja, traições em diferentes focos. A chance, o riso, o rio, a bonança, a cor, dar as mãos para amar o planeta, o outro e a si mesmo. Você escolhe a que dar vazão. Você responde sim ou não. Preto no branco. Uma nova vida ou apenas aquele velho e desgastado bordão: Não tem mais jeito, não tem mais jeito. Pra política, para o Brasil, para seus sonhos, para o amor, para a literatura nacional, a educação, o efeito estufa ou qualquer outro tipo de miséria humana. Sebastião Salgado escolheu o amor à Terra, em cada imagem que bota no mundo. Preto no branco. Você e nós, bem, escolhemos o quê?

De qualquer jeito, sempre haverá todo tipo de salgadinho. Os básicos, os intermediários, os mais elaborados e, ainda, aqueles que já não servem mais, estão estragados. Você escolhe. Preto no branco. O resto é história (e nós adoramos!).

Texto das Irmãs de Palavra

 

 

 

 

sebastião salgado

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Dê uma pausa – a história hoje é um assunto de família

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A história hoje é um assunto de família

 

“Era uma vez duas irmãs, que se chamavam Irmãs de Palavra. Não, não, eram três. Uma morreu. Sobraram duas. Apareceu outra. Ficaram as quatro. E as Irmãs de Palavra viviam felizes para sempre na casa da família. Na verdade os pais se separaram. E moravam mesmo num apartamento: as Irmãs de Palavra e a mãe. Bem, uma das irmãs tinha se casado. E tinha filhos, um depois do outro e do outro. Morava longe. Depois as Irmãs de Palavra se mudaram. Pra mais longe. E mais uma vez se juntaram. A outra irmã se casou e começou a ter bebês. Mas antes disso, bem antes, teve outro bebê, que veio da Itália. O pai da mãe. As Irmãs de Palavra nem conheceram o bebê italianinho, que ficou velho e morreu antes de ser o avó delas. Mesmo assim, deixou pras Irmãs, o nome e o sangue. Mas a nona nunca cansava de viver e enchia as Irmãs de coisas de vó. Tinha também a outra avó, a mãe do pai, que morreu só agora. Quase que foi ontem, mas foi segunda-feira. Também dava pras Irmãs, as tais coisas de vó. Essa avó teve um marido, o outro avô, que nunca se viam, mas que também deixou pra elas, o nome e o sangue. E vieram os primos, antes e depois delas, tios, tias, a gentarada toda. O pai. A mãe (essa está sempre perto delas). E as famílias dos maridos. Que chegaram com pai, mãe, irmãos, netos, e tudo foi se espalhando. Não parou mais de vir gente. Sem falar dos amigos. Família de DNA escolhido. Amigos de Palavra, família encantada. E a família não parava mais de juntar gente. No fim de um dia qualquer, as Irmãs de Palavra sorriram uma pra outra. E entenderam de uma vez por todas, que cada uma era uma multidão, mesmo sendo assim, pessoas sozinhas. E que a dupla que formavam, guardava na palma da mão, uma porção generosa de um milhão de corações”.

Somos gratas por cada quinhão que nos faz gente. Tanta gente. Irmãs pelo mundo. Somos gratas por Annibal Fernandes Villela. Um homem que viveu num tempo longínquo, distante de nós, mas que chegou tão perto. Em palavras bonitas e bem arranjadas. Escritas por Marisa Villela (jornalista, publicitária e professora universitária), sob o título Annibal, uma biografia (Ed. Kan, 2017). O livro mais parece a realidade seguindo passos da ficção. Paixões insanas, sonhos juvenis, a vida nas manchetes de ‘O Ibitinguense’ meio a embates políticos e cotidianos. A história de vida deste homem, farmacêutico, jornalista, de espírito aventureiro e audacioso, nos fez olhar com mais atenção e curiosidade para nossa história e resgatar o valor dela própria. Tal como ela é. E também de toda gente envolta que a torna possível. Porque uma pessoa sozinha, carrega as sombras de milhares. De antes e depois. O resto é história (e nós adoramos!).

Ah, a foto é da casa de infância da mãe das Irmãs de Palavra. Que hoje abriga outra família, cheia de gente, cheia de história.

Texto das Irmãs de Palavra

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Dê uma pausa – a história hoje é sobre expressividade e força. A sua força.

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A história hoje é sobre expressividade e força. A sua força.

No quadro da parede. Na almofada da poltrona. No descanso da taça. No livro em cima da mesa. Frida Kahlo. Só alguém cheio de vitalidade e expressão, poderia, mesmo depois de mais de meio século longe daqui, estar por nossos cantos mais queridos, ainda nos inspirando. Talvez não seja pelas pinturas. Somente. Ou pelas cores. Simplesmente. Nem mesmo, apenas, pelas palavras transgressoras. Toda intensidade de Frida Kahlo continua rasgando ideias prontas, empacotadas, amarradinhas, bonitinhas e ordinárias. A historiadora de arte Heyden Herrera nos apresenta em ‘Frida – a biografia’ (Globo, 2011), a original e por que não, espetacular, vida ‘real’ dessa pintora mexicana.

“Não sou surrealista. Não pinto sonhos. Pinto minha realidade”

Avessa a rótulos, Frida não se rendia à pomposidade de estar na moda ou no grupo proeminente. Na verdade, detestava colecionadores de arte. Ela só queria tudo que fosse de verdade. Gostava da arte mundana, da rua, chamava de arte pura. Detestava aquela-gente-chata-intelectualizada-cheia-de-teorias-mas-que-nunca-fazia-realmente-nada! Nada que arrepiasse o corpo. Ou  pelo menos entusiasmasse.

Poliomielite. Acidentada. 35 cirurgias. A perna de pau viu beleza na desgraceira toda de sua saúde que minguava a cada dia.  Amou descontroladamente. Todos. Talvez mais Diego Rivieira. Mulheres. Homens. Amou a si mesmo. A vida. O mundo inteiro. “Ninguém nunca vai saber como eu amo Diego. Diego. Início. Diego. Construtor. Diego. Meu bebê. Diego. Meu namorado. Diego. Pintor. Diego. Meu amante. Diego. “Meu Marido”. Diego. Meu amigo. Diego. Minha mãe. Diego. Universo. Diversidade na unidade. Por que eu o chamo de meu Diego? Ele nunca foi nem nunca será meu. Ele pertence a si mesmo. “

Atravessou 3 mortes. Suportou o insuportável. “A pintura tem preenchido a minha vida. Perdi 3 crianças e uma série de coisas que poderiam ter preenchido esta vida miserável. A pintura substituiu tudo”. “Onde não puderes amar não te demores”.

Morreu cedo. Viveu muito! Aos 47 anos, na madrugada de 13 de julho de 1954 foi encontrada morta. Em seu diário, últimas palavras. “Espero alegre a minha partida e espero não retornar nunca mais”. É, para que mesmo novos ‘pés, pra quem tem asas’!

Só não podemos andar por aí com a camiseta estampada de Frida Kahlo e esquecer de viver a própria vida. Do seu jeito mesmo. Porque a sua vida não é sua até que você a preencha com olhos sagazes e cheios de vontade, com coragem  de simplesmente dizer a que veio. A sua vida não é sua até que você vença os padrões, corte cordões, jogue fora os exemplos e siga um caminho inventado por si mesmo. Frida Kahlo não deve ser idolatrada, maculada ou adorada. Ela é uma trovoada que pode acordar você da lenga-lenga de uma vida dissimulada. Para pessoas assim, dissimuladas, boazinhas e empapadas, ela tinha uma boa frase: “Para resumir, uma pura e total porcalhada”.  

E para acabar com nosso papo de hoje, vamos de conselho Frida Kahlo (numa das cartas que enviava a amigos) “um pouco de diversão, não podemos abandonar esse mundo sem nos divertimos um pouco nele”. O resto é história (é nós adoramos!).

Texto Irmãs de Palavra

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