BEM-VINDO

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BEM-VINDO

Irmãs doidas – pelas palavras! E pelas coisas que se inventam com elas. Publicamos nossos primeiros livros: Dias Nublados (Dany Fran), ficção inspirada em fatos reais; O Estranho Contato (Kelly Shimohiro), literatura fantástica. E seguimos com elas… as Palavras, sempre, toda hora, por toda parte! Porque o que vale, mesmo, são as histórias. As nossas, as suas, as do mundo todo.

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DÊ UMA PAUSA e leia uma história #nóstambém

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e leia uma história #nóstambém

Nós também estamos nessa. Estamos, sim! Unidas, combatentes, somando as vozes que quebram silêncios, que dizem NÃO. Abuso não pode ser mascarado como paquera, nem legitimado como tentativa insistente de sedução. Lutar contra ele não leva à uma sociedade puritana, é só de respeito que estamos falando. Não é sobre moralismo imposto, nem hipocrisia anti-libertária. Nem sobre Hollywood e estrelas de cinema. É sobre você, sobre nós, sobre todos. Sobre conviver sem invadir. Sobre galanteio sem coagir. Sobre contrapor, sem agredir. Sobre prazer, intimidade; não sobre constrangimento e violência.

Uma mordaça coletiva não pode ser assistida. O susto com uma mão onde não lhe foi permitido. E, muitas vezes, culpar-se sem razão: Por que eu abri a boca? Por que vesti aquela roupa? Porque a gente pode pensar bem diferente. Pode vestir diferente. Pode, inclusive, distorcer tudo e levar as palavras para os significados que acharmos mais convenientes. Sempre é possível mascarar uma situação. Sempre é possível sufocar o discurso alheio ou até a própria mente.

Mas #nóstambém significa que sabemos a diferença entre querer e ser forçado, entre poder escolher e ser abusado. Não vamos discutir regras morais, preferimos falar de ética nos comportamentos. Ética é uma palavra de origem grega, éthos, que pode ser traduzida por propriedade do caráter. E pode ser agrupada a tantas outras palavras, como respeito, alegria, dignidade, liberdade, consciência, irmandade, convivência, etc, etc, etc. Mas NUNCA poderemos colocar lado a lado ÉTICA e ABUSO. #nóstambém é só um título pra dizer que as Irmãs de Palavra dizem NÃO a atos abusivos, palavras abusivas, convivência abusiva, moralidade abusiva, ordinária, que diminui essa coisa linda que é você poder ser quem quiser, interagir com liberdade e escrever sua história como bem entender. E abuso não é isso não!

Texto das Irmãs de Palavra

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Dê uma pausa e leia uma história de comemoração

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e leia uma história dos três anos das Irmãs de Palavra

Uma criança de 3 anos precisa de oportunidades para explorar, brincar e aprender a cuidar de si. Vai errar, fazer birra; mas também conseguir se trocar sozinha. Um “inventador” de histórias precisa ter fome de histórias e coragem de ser criativo. Vai errar, vai ter páginas em branco; mas também horas diárias de dedos nervosos no teclado.  Hoje é nosso aniversário – três anos dessa irmandade –  e olha só o que acreditamos sobre aniversários: Aniversário não precisa ser comemorado. (mentira) Aniversário é só um dia como outro qualquer. (bobagem) Aniversário é um ritual sem sentido. (que asneira!) Aniversário é dia de sair dançando e se alegrando e comemorando e acreditando nos sonhos e juntando os amigos. É dia de mostrar os dentes numa gargalhada bem doida, de abrir o melhor espumante, de usar o perfume que você mais gosta, de ir ao restaurante que você é louca por ele. Dia de bolo. Dia de festejar a vida (oras bolas, isso é tudo!!). É dia de fazer pedido,  de (re)direcionar os rumos, de fincar mais os pés no mundo e agradecer. As Irmãs de Palavra dizem obrigada à paixão pelas palavras, que virou sonho de escrever e que nos fez nascer. Agradecem também nossos leitores (os “chuchus” do nosso coração), os blogueiros literários (parceiros amados), os AMIGOS DE PALAVRA (família dos nossos clubes, nos tornamos um bando nesses três anos). Agradecemos a Deus, a grande imaginação. A festa hoje é só pra contar que queremos mais, não apenas oportunidades, mas muito mais histórias. É pra isso que chegamos até aqui.

Feliz Aniversário!!

Texto das Irmãs de Palavra

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Dê uma pausa e leia uma história sobre agendas

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e leia uma história sobre agendas

Uma amiga especial das Irmãs de Palavra – Nina/Aline Alvarenga Batistuti, disse que SIM, devemos nos levar a sério. Nós demos uma parada quando lemos o post dela. É comum dizerem que o legal é você não se levar tão a sério, ser menos obsessivo consigo próprio, dar espaço para o “tudo bem, não deu certo, vamos pra outra, não era para ser”. O problema parece justamente esse: preocupação, estresse, pouca diversão, corrida frenética nas 24 horas diárias, trabalhotrabalhotrabalho, mania de perfeição, cobrança militar consigo próprio.

Mas não era sobre  isso que Nina falava. Não era sobre aquela seriedade inflexível que impede o espaço do riso e da diversão. Opa, às vezes a gente pode confundir as bolas todas. Era sobre definir-se como prioridade, sobre concentrar-se no que precisa para realizar-se no mundo, moldar suas horas nas coisas que você sabe que tem que fazer para ser você mesmo. Só se levando a sério!

Aí outra amiga especial das Irmãs de Palavra, Lígia Guimarães, posta, entre tanto blábláblá por aí de que trocar o calendário é só uma ladainha, só mais uma data…, que ela é daquelas que vira o ano e apaga tudo, renova o fôlego! SIM, nós também renovamos  ‘a agenda’ e levamos isso tudo a sério. Até porque…

Não adianta fazer check list de brincadeirinha e deixar na gaveta.

Não adianta amontoar ‘querer’ sem organizar a prática.

Não adianta dar de ombros e achar que a vida é assim mesmo.

Não adianta se acovardar frente as horas de solidão que terá que enfrentar para conseguir o que quer.

Não adiante se esconder atrás da realidade oposta ao sonho. Quase sempre é cavar o caminho mesmo.

Não adianta maldizer as diferenças, sem confrontá-las na sua rotina.

Não adianta acumular páginas lotadas e abertas, sem se debruçar e executar o projeto tão desejado.

Não adianta bancar o legalzão e concordar com todos à sua volta e virar a pessoa que eles querem que você seja.

Tem uma hora que deixar pra depois é um passo muito mal dado. Estamos só começando, esse é o primeiro DÊ UMA PAUSA de 2018, temos muito tempo agora. Agende-se! (e claro, não vamos confundir as bolas todas, a gente não quer só comida, a gente quer comer e quer fazer amor)

Texto das Irmãs de Palavra

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Dê uma pausa e leia uma história de gratidão

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e leia uma história de gratidão

A proposta mesmo é uma pausa. A última do ano. A derradeira, exclusiva, preciosa pausa. Você pode encontrar um espaço perfeito para isso. Se estiver à beira mar, é cenário de romance. Se, como nós, não estiver com o pé na areia, não tem problema. Toma um fôlego e espanta qualquer ruído que tenha visitado sua mente agora.  Vamos editar a história do nosso ano (toda boa história prima por uma edição exaustiva, essa é a magia da escrita). Antes de ticar qualquer desejo para 2018, precisamos falar das conquistas de 2017. Criar um espaço para que possamos apreciá-las e perceber o resultado delas em nossas vidas. Histórias amadureceram. Filhos também. Uma viagem fantástica. Terra da magia encantou nossa diversão. Corações gratos pela recuperação da mãe. Duas mentes quentes ferveram em dedos nervosos por palavras. Clubes de leitura mais afinados. Novos mundos descobertos, pessoas inusitadas brilharam. A série ‘LER É’ surgiu para ficar. Outros books trabalhados. Em movimento. Café preto nas xícaras, iluminando longos momentos de escrita. Horas diárias abraçadas. Risadas animadas. Prateleiras cheias. Sede de leituras que nunca acaba. Esse é um caminho sem fim. Muitas horas de trabalho. A parceria das Irmãs de Palavra alongada, revitalizada e fortificada. Sim, estamos mais afinadas. Agradecemos a isso. Tivemos muitas conquistas. Nós aprendemos muito. E vamos avançar!

Existe um ditado latino que diz que os pais devem ser o vento nas costas dos filhos, para colocá-los para frente. As conquistas também têm esse poder sobre a gente. Precisamos enxergá-las e vivê-las para que elas nos impulsione.

Ainda na edição, muita coisa deve ser cortada. Falhas no enredo, sacrifícios irrelevantes (que não deram em nada, só embaraçaram a trama); partes confusas da história, conflitantes, redundantes; equívocos no enredo. As Irmãs de Palavra se debruçaram nesta tarefa. Enxugamos tempo, abrimos espaço para mais criatividade e ousadia. Enxergamos quem somos e o que queremos. Só com franqueza e honestidade se detecta partes ruins da história e depois, ‘bota-fora’ nelas! Precisa de coragem nessa hora. Quem quer mudança, tem que mudar-se. Parece óbvio! Mas na real, não é.

Agora, que olhamos para as nossas conquistas, remexemos em nossos erros e confusões, estamos prontas para 2018!! Metas, agendas, planos revigorados e revisados, escavados, autenticados (mas isso fica para um outro post). Por enquanto, basta agradecer os pés que chegaram até aqui. Eles caminharão com mais precisão, mais força e graça. Afinal, estamos (cada um de nós) escrevendo nossa própria história.

… um novo ano para BRILHAR a vontade das Irmãs de Palavra de contar histórias que criem um cenário mais vivo para todos que nos leem…

FELIZ 2018!

E, claro, obrigada você!

Texto das Irmãs de Palavra

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Dê uma pausa e leia uma história de presente

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e leia uma história de presente!

Eles ganharam tanta coisa! Mas que mal teria em desejar ainda mais?
Renata olhava a pilha de caixas de presente crescendo e os risos que dava derretiam Paulo. Ele não se importava se era mais uma sanduicheira, igual a que tinham ganhado ontem. Se animava em lucrar mais uma gargalhada eufórica da noiva.
Véspera de Natal. ‘Quem casa em uma data dessa?’ Renata e Paulo!
O que incomodava Paulo era ler a manchete na tela do celular:  ‘A volta do mapa da fome? Brasil tem 7 milhões de pobres sem assistência social’. 
Falta comida. Sobra sanduicheira.
Um sombrio ruído atravessou suas ideias. É claro que eles estavam gratos pelas caixas que se espalhavam no novo lar. Mas ali, naquele momento, Paulo ficou feliz por outro motivo. Não sentia fome de afeto. Talvez fosse sorte, talvez uma benção.
Renata flagrou o sorriso do noivo. Era o presente que mais desejava ganhar, sempre.
O grande dia chegou. E lá foram os dois marchando para o sim. Renata vê a amiga da Austrália, que não viria para o casamento, acenando entusiasmada. Que surpresa feliz! A pequena capela estava repleta de amigos e parentes. E quase sem notar, esse foi o primeiro Natal de Renata e Paulo.  Porque, enfim, os dois viveram a magia das pessoas-presentes.

Obs.: A palavra “natal” (originária do latim) significa “relativo ao nascimento”. O Natal é uma festividade para o nascimento de Jesus Cristo, segundo tradições da igreja católica. Na verdade, a festa do Natal realiza-se em 25 de dezembro como tentativa de substituir uma festa pagã – Saturnália, buscando a aceitação do cristianismo. Por evidências históricas, sabe-se também que Jesus não nasceu nesta data. Há milhões de pessoas ao redor do mundo que não consideram Jesus como salvador da humanidade. Mas dos sete bilhões de homens e mulheres que habitam este planeta, talvez nenhum possa negar o ensinamento atribuído a Jesus: “Ame o seu irmão como a si mesmo” E como as Irmãs de Palavra insistem: tudo é irmão de tudo. Assim, não pode ser tão difícil o amor se espalhar por aí.  Feliz Natal!!

Texto: Irmãs de Palavra

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Dê uma pausa e leia – uma história de férias

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e leia – uma história de férias

 

Rosana respira afobada, faz o check list em voz alta: mala um (a vermelha, enorme, sua mala), mala dois e mala três: tudo certo! Filho um, ok. Filho dois também. Confere mais uma vez documentos e cartões. Perder tempo, nem pensar. O avião, muito menos. Suspira aliviada, então parte para o aeroporto. Está em cima da hora!

O zumzumzum do saguão é familiar. Pai, irmãos, sua avó, tias e primos. Todos juntos no mesmo metro quadrado mais animado do aeroporto. Malas despachadas e passagens ticadas.  Rosana sorri, talvez possa mesmo relaxar.

Voo lotado. Overbooking. Um passageiro a mais. Num lapso de generosidade translocada, Rosana cede seu assento. A família protesta, os filhos acenam receosos. Mas Rosana pode esperar o próximo voo. Afinal, daqui a pouco estarão juntos em uma semana só de lazer. Que luxo!

Sozinha, Rosana folheia revistas, toma um café e passeia irritada com a movimentação barulhenta do aeroporto. Entra na pequena livraria. Jura que a sala está menor. Vê que a loja ao lado foi ampliada. Tabacaria. Cheia. Lembra da agitação familiar, da sua rotina. Vagarosamente se desloca até o painel de voo que indica embarque liberado. Segue até o portão indicado, enquanto imagina a mala vermelha enorme voando e levando dentro dela o notebook e todos os arquivos de memorandos que precisa terminar nas férias. Pensa nos filhos e em suas necessidades sempre urgentes, nas conversas fervorosas da família. Para um instante. E volta a caminhar apressadamente. Mete a chave na ignição e dá partida. No trajeto para casa, manda uma mensagem no whatsApp do irmão mais velho: “Surgiu uma urgência no trabalho. Não poderei sair nos próximos dias. Me desculpe, tive que adiar as férias. Por favor, cuide das crianças para mim e enjoy!”. Rosana chega em casa e tranca a porta. Depois de tantos anos, férias.

Texto: Irmãs de Palavra

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