BEM-VINDO

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BEM-VINDO

Irmãs doidas – pelas palavras! E pelas coisas que se inventam com elas. Publicamos nossos primeiros livros: Dias Nublados (Dany Fran), ficção inspirada em fatos reais; O Estranho Contato (Kelly Shimohiro), literatura fantástica. E seguimos com elas… as Palavras, sempre, toda hora, por toda parte! Porque o que vale, mesmo, são as histórias. As nossas, as suas, as do mundo todo.

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Dê uma pausa – a história hoje é um assunto de família

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A história hoje é um assunto de família

 

“Era uma vez duas irmãs, que se chamavam Irmãs de Palavra. Não, não, eram três. Uma morreu. Sobraram duas. Apareceu outra. Ficaram as quatro. E as Irmãs de Palavra viviam felizes para sempre na casa da família. Na verdade os pais se separaram. E moravam mesmo num apartamento: as Irmãs de Palavra e a mãe. Bem, uma das irmãs tinha se casado. E tinha filhos, um depois do outro e do outro. Morava longe. Depois as Irmãs de Palavra se mudaram. Pra mais longe. E mais uma vez se juntaram. A outra irmã se casou e começou a ter bebês. Mas antes disso, bem antes, teve outro bebê, que veio da Itália. O pai da mãe. As Irmãs de Palavra nem conheceram o bebê italianinho, que ficou velho e morreu antes de ser o avó delas. Mesmo assim, deixou pras Irmãs, o nome e o sangue. Mas a nona nunca cansava de viver e enchia as Irmãs de coisas de vó. Tinha também a outra avó, a mãe do pai, que morreu só agora. Quase que foi ontem, mas foi segunda-feira. Também dava pras Irmãs, as tais coisas de vó. Essa avó teve um marido, o outro avô, que nunca se viam, mas que também deixou pra elas, o nome e o sangue. E vieram os primos, antes e depois delas, tios, tias, a gentarada toda. O pai. A mãe (essa está sempre perto delas). E as famílias dos maridos. Que chegaram com pai, mãe, irmãos, netos, e tudo foi se espalhando. Não parou mais de vir gente. Sem falar dos amigos. Família de DNA escolhido. Amigos de Palavra, família encantada. E a família não parava mais de juntar gente. No fim de um dia qualquer, as Irmãs de Palavra sorriram uma pra outra. E entenderam de uma vez por todas, que cada uma era uma multidão, mesmo sendo assim, pessoas sozinhas. E que a dupla que formavam, guardava na palma da mão, uma porção generosa de um milhão de corações”.

Somos gratas por cada quinhão que nos faz gente. Tanta gente. Irmãs pelo mundo. Somos gratas por Annibal Fernandes Villela. Um homem que viveu num tempo longínquo, distante de nós, mas que chegou tão perto. Em palavras bonitas e bem arranjadas. Escritas por Marisa Villela (jornalista, publicitária e professora universitária), sob o título Annibal, uma biografia (Ed. Kan, 2017). O livro mais parece a realidade seguindo passos da ficção. Paixões insanas, sonhos juvenis, a vida nas manchetes de ‘O Ibitinguense’ meio a embates políticos e cotidianos. A história de vida deste homem, farmacêutico, jornalista, de espírito aventureiro e audacioso, nos fez olhar com mais atenção e curiosidade para nossa história e resgatar o valor dela própria. Tal como ela é. E também de toda gente envolta que a torna possível. Porque uma pessoa sozinha, carrega as sombras de milhares. De antes e depois. O resto é história (e nós adoramos!).

Ah, a foto é da casa de infância da mãe das Irmãs de Palavra. Que hoje abriga outra família, cheia de gente, cheia de história.

Texto das Irmãs de Palavra

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Dê uma pausa – a história hoje é sobre expressividade e força. A sua força.

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A história hoje é sobre expressividade e força. A sua força.

No quadro da parede. Na almofada da poltrona. No descanso da taça. No livro em cima da mesa. Frida Kahlo. Só alguém cheio de vitalidade e expressão, poderia, mesmo depois de mais de meio século longe daqui, estar por nossos cantos mais queridos, ainda nos inspirando. Talvez não seja pelas pinturas. Somente. Ou pelas cores. Simplesmente. Nem mesmo, apenas, pelas palavras transgressoras. Toda intensidade de Frida Kahlo continua rasgando ideias prontas, empacotadas, amarradinhas, bonitinhas e ordinárias. A historiadora de arte Heyden Herrera nos apresenta em ‘Frida – a biografia’ (Globo, 2011), a original e por que não, espetacular, vida ‘real’ dessa pintora mexicana.

“Não sou surrealista. Não pinto sonhos. Pinto minha realidade”

Avessa a rótulos, Frida não se rendia à pomposidade de estar na moda ou no grupo proeminente. Na verdade, detestava colecionadores de arte. Ela só queria tudo que fosse de verdade. Gostava da arte mundana, da rua, chamava de arte pura. Detestava aquela-gente-chata-intelectualizada-cheia-de-teorias-mas-que-nunca-fazia-realmente-nada! Nada que arrepiasse o corpo. Ou  pelo menos entusiasmasse.

Poliomielite. Acidentada. 35 cirurgias. A perna de pau viu beleza na desgraceira toda de sua saúde que minguava a cada dia.  Amou descontroladamente. Todos. Talvez mais Diego Rivieira. Mulheres. Homens. Amou a si mesmo. A vida. O mundo inteiro. “Ninguém nunca vai saber como eu amo Diego. Diego. Início. Diego. Construtor. Diego. Meu bebê. Diego. Meu namorado. Diego. Pintor. Diego. Meu amante. Diego. “Meu Marido”. Diego. Meu amigo. Diego. Minha mãe. Diego. Universo. Diversidade na unidade. Por que eu o chamo de meu Diego? Ele nunca foi nem nunca será meu. Ele pertence a si mesmo. “

Atravessou 3 mortes. Suportou o insuportável. “A pintura tem preenchido a minha vida. Perdi 3 crianças e uma série de coisas que poderiam ter preenchido esta vida miserável. A pintura substituiu tudo”. “Onde não puderes amar não te demores”.

Morreu cedo. Viveu muito! Aos 47 anos, na madrugada de 13 de julho de 1954 foi encontrada morta. Em seu diário, últimas palavras. “Espero alegre a minha partida e espero não retornar nunca mais”. É, para que mesmo novos ‘pés, pra quem tem asas’!

Só não podemos andar por aí com a camiseta estampada de Frida Kahlo e esquecer de viver a própria vida. Do seu jeito mesmo. Porque a sua vida não é sua até que você a preencha com olhos sagazes e cheios de vontade, com coragem  de simplesmente dizer a que veio. A sua vida não é sua até que você vença os padrões, corte cordões, jogue fora os exemplos e siga um caminho inventado por si mesmo. Frida Kahlo não deve ser idolatrada, maculada ou adorada. Ela é uma trovoada que pode acordar você da lenga-lenga de uma vida dissimulada. Para pessoas assim, dissimuladas, boazinhas e empapadas, ela tinha uma boa frase: “Para resumir, uma pura e total porcalhada”.  

E para acabar com nosso papo de hoje, vamos de conselho Frida Kahlo (numa das cartas que enviava a amigos) “um pouco de diversão, não podemos abandonar esse mundo sem nos divertimos um pouco nele”. O resto é história (é nós adoramos!).

Texto Irmãs de Palavra

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Dê uma pausa – a história hoje não é uma história, é uma carta

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A história hoje não é uma história, é uma carta.

Londrina&Maringá, 05 de abril de 2018.

Vamos direto ao que interessa, precisamos conversar! Tanta coisa acontecendo e deixamos sempre pra depois, oras! Vamos acabar com isso de uma vez por todas! As pessoas não são pra depois. Não você. Nós queríamos fazer melhor, te convidar para uma taça de vinho, talvez. Poderíamos jogar conversa fora e falar sobre tudo que está engasgado entre nós. Você poderia me contar sobre o seu dia, o que vem dando errado, palpitar sobre a prisão do Lula, sobre a rejeição do habeas corpus do ex-presidente pelo Supremo Tribunal Federal, dizer porque está com tanto medo de mudar de emprego, tão inseguro quanto ao futuro. Poderíamos nos irritar juntos, talvez rir das bobeiras que nos fazem sofrer. Iríamos escutar com atenção todas as suas queixas: falta de tempo, falta de atenção, falta de tempo, falta de dinheiro, falta de tempo, falta de liberdade, falta de tempo. A gente podia xingar a internet que nunca funciona, o político que nunca funciona. Reclamar do valor da gasolina, do trânsito sem noção. Poderíamos falar mal da violência e dos preços abusivos. Poderíamos fofocar juntos, sobre sapatos, futebol, o tremor na Bolívia chacoalhando a gente aqui no Paraná, a celebridade que casou/separou/achou um novo grande amor da sua vida (até quando?). Se você quisesse, poderíamos andar pela cidade conversando. Assim prestaríamos um pouco de atenção nas ruas, nos prédios, nas esquinas enquanto discutiríamos sobre sexo, sobre a lua, por que não, sobre astrologia. Iríamos falar sobre as estrelas, sobre o fim do mundo. Pararíamos num bar desconhecido, tomaríamos um café, ou uma ‘champa’ juntos. Você ia gostar, e nós iríamos adorar. Poderíamos te contar nossos planos, as coisas boas que veem acontecendo. Talvez deixássemos o filho esperando além da hora ou o cachorro desesperado arranhando a porta do apartamento. Mas nós não nos importaríamos, estaríamos juntos e alegres. Rindo às gargalhadas. Nesse momento, não iríamos querer saber mais de nada! Seria uma boa conversa essa nossa.

Por isso quisemos escrever para você. Porque precisamos conversar. Não só nos informar. Nós precisamos conversar. Não só trabalhar. Nós precisamos conversar. Não só acumular. Nós precisamos conversar. Não só julgar. Nós precisamos conversar. Não só correr. Nós precisamos conversar. Não só se isolar. Nós precisamos conversar. Não só vencer. Nós precisamos conversar. Não só esperar. Nós precisamos conversar. Não só fazer-de-conta-que-temos-um-milhão-de-seguidores. Nós precisamos conversar.

E sabe, a carta pode ser um bom ‘lugar’ para isso. Não se recorda? Não tem problema. Lembra de jeitos diferentes de escrever cartas? Não tem problema. Porque cartas são palavras com destinatário certo, e não modelos corretos. Vencem distâncias e compartilham laços de afetos. Clarice Lispector, no auge de sua produção literária, perambulando o mundo ao lado de seu marido diplomata, correspondeu centenas de vezes com suas duas irmãs, também escritoras, Elisa e Tãnia.  Cartas que aconchegaram terras estranhas e descreveram o amor de irmãs, viraram um livro. Mas ‘Minhas Queridas’ (Ed. Rocco, 2007) não apenas aproximou as três irmãs Lispector, mas também as Irmãs de Palavra. Quando uma ganhou sua primogênita, em 2008, ainda no hospital, a outra se aproximou com essas cartas. Foi amor selado. No endereço exato. Porque como diria Clarice “não existem lugares, existem pessoas”.

Por falar neles, a mensagem também pode ser um bom ‘lugar’. Tem o e-mail, o whatsApp. Podemos telefonar ou aparecer de repente e ter o melhor de todos encontros. Porque de tudo que existe no mundo, o que mais precisamos é conversar. O resto é história (e nós adoramos!).

Beijos,

Irmãs de Palavra

cartas

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Dê uma pausa – a história de hoje é sobre girafas

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a história de hoje é sobre girafas

Mais precisamente sobre o pescoço das girafas. Pescoços gigantes. Dois metros e meio só de pescoço, 270 quilos de puro pescoço, 20 anos de muito pescoço. 20 minutos apenas de sono diário. Na verdade, vamos falar do pescoço humano. Bem menor. Quase ínfimo se comparado. Esse pescocinho que no final da vida – quando já se está velho, gasto e murcho – é mesmo um horror!

Humor é o que não falta à escritora, roteirista e diretora de cinema, Nora Ephron, no livro ‘Meu pescoço é um horror’ (2007). Pra começar: esquece essa ladainha de que envelhecer é só bom. Existem os percalços e você deve prestar MUITA atenção. Tudo bem, avançamos a geração das mulheres de cinquenta com rostinho de quarenta. Hoje, muitas de sessenta estão com tudo em cima, exceto por um gigante detalhe. O pescoço! Maldito delator. Por isso, não duvide de Nora quando ela revela o que tem valor nessa vida. Não deixem de cuidar também de seu ‘pescoço’. E com ele, cuide de tudo que fica meio escondido. Seus desejos secretos, seus sonhos mirabolantes, seu amor pela vida, os pensamentos diários, as amizades mais íntimas. Tudo também envelhece com você. Mas, no final, não precisa ficar um horror, como o seu pescoço inegavelmente irá ficar.

As verdades do caminho. A tecnologia é uma merda. Na hora H, pode falhar. Faça back-up de seus arquivos. Os filhos vão embora. A carreira por mais bem-sucedida, vai ter grandes ou pequenos erros. Não existem segredos. Anote tudo. Aos quarenta e pouco terá saudade do corpo que achou ruim aos trinta e poucos.  Se você tem vinte aninhos, vá de biquíni à padaria (ou de sunga). Não se arrependa depois. Como pode esperar tanto tempo pra ler aquele livro que faz você avançar as quatro paredes do quotidiano? Os amores, os apartamentos, os cachorros, trate tudo com esmero. Tudo é você. Suas férias, a taça de vinho diária. As idas ao cabeleireiro, não desmereça esse tempo nem duvide do poder de uma tesoura eficiente. Seu pescoço vai dobrar-se e marcar-se a cada fracasso seu. A vida que você carrega vai minguar-se – gota a gota – toda vez que você não se importar mais, toda vez que você esquecer de sorrir, toda vez que você desistir de si mesmo, toda vez que você não se reinventar.

“Que falta de imaginação me fizeram esquecer que a vida era cheia de outras possibilidades, inclusive a de tornar a me apaixonar?”

Tudo é ‘história’. Menos essa de você cuidar melhor do seu ‘pescoço’. Palavras da Nora Ephron. Uma gigante. Pra falar a verdade, as Irmãs de Palavra discordam um pouquinho. Você até pode dar um jeito no pescoço horroroso e usar uma echarpe ou uma camisetinha de gola rule, só não se esqueça que a alegria-maluca-da-vida não pode murchar quando você envelhecer. O resto é mesmo história (e nós adoramos!).

Texto das Irmãs de Palavra

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Dê uma pausa – Temos uma história (boa) pra você.

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Temos uma história (boa) pra você.

A coisa toda não funciona do jeito que imaginamos. Não é linear, nem segue um roteiro universal. Para uma história ser ‘boa’, você precisa de mais. Muito mais! Não adianta ter informação ou conhecimento de sobra (isso é efeito colateral, é quase sem querer que aprendemos lendo, apurando, ouvindo, fuçando ‘boas’ histórias). Também não importa se o autor se serviu dessa ou daquela técnica narrativa (você, leitor, no calor da história, não quer nem saber de técnica). O uso correto das trezentas mil regras gramaticais, mesmo que bem-vindo, ainda não é a chave que separa uma história ‘boa’ daquela que te dá vontade de perder o livro e nunca mais encontrar. O assunto pode até ser importante, mas também não é a tal cereja do bolo. A preocupação estilista… está bem, é vascular num texto, mas não garante que a história seja boa. É que uma história de ficção (baseada ou não em fatos reais) é viva! E como tudo que é vivo, precisa surpreender, arrebatar. E isso não marca hora! Não segue uma linha cronológica do tipo, nascer, crescer, amadurecer e morrer.

Palavras bem amarradas numa história dançam na sua cabeça e te provocam, te fazem rir, ficar “pé da vida”, ter ódio mortal, um pavor petrificante, ficar arrasado, morrer de dó, se sentir esmagado, com uma tristeza sem fim, louco de tesão, com uma vontade insana de conhecer o mundo inteiro, de ter uma família, de nunca mais namorar ninguém parecido com aquele personagem idiota, com terror delirante de sair na rua ou apagar a luz do abajur e encontrar o psicopata do livro, com desejo de vingança, perder a cabeça, sonhar acordada ou, deliciosamente, confabular estratégias para terminar logo sua agenda e voltar desesperada às páginas. Agora, palavras inodoras, insonsas, polidas, cheias de explicaçõezinhas, educadinhas, um amontoado de linhas bem organizadinhas e didáticas até criam mensagens com sentidos, mas não dão conta de narrar uma ‘boa’ história.

Queremos muito mais do que significados ordenados e esteticamente bem diagramados. Queremos brilho radiante, ideias subversivas, rebeldes, inovadoras, queremos confusão! Precisamos sentir o sangue escorrer, ouvir a casa gemer, dar de cara com fantasmas, gargalhar e nos apaixonar. Queremos lágrimas, sim senhor! História ‘boa’ tem fome, é uma queda livre da mente. Emoção, leitor, emoção, por favor! E não precisa esperar. Quando a história é BOA, de repente é tarde demais. Ela abocanhou você, arrancou seu coração, não há mais o que fazer. Temos que ir até o fim. Essa história ganhou você! E a vida, bem… também é pra ser assim.

texto das Irmãs de Palavra

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Dê uma pausa – nós temos uma história de irmandade pra você

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Nós temos uma história de IRMANDADE pra você.

O substantivo feminino irmandade, define mais do que está no dicionário: relação de parentesco entre irmãos. Ele fala das mãos que se dão, dos objetivos que se encontram, de talentos páreos, paixões compartilhadas, ajuda mútua, e disputa que estimula. Etimologicamente, a palavra irmandade surgiu a partir do latim germanitāte. E vem se moldando como uma comunhão, confraria que desenvolve os pares. Talvez seja um bom jeito de enfrentar o mundo – juntos. Feito uma rede de apoio. Você, com certeza, exibe suas associações, suas lutas em comum na vida. Pode ser entre amigos, conhecidos, sócios, família, casal ou entre irmãos de fato.  Em algum momento, a irmandade acontece e espanta a solidão que nos ronda (continuamos unos, mas não tão sozinhos).

Clarice Lispector trocava mais do que cartas (Minhas Queridas) com as irmãs. Elas compartilhavam a vida em palavras (e sentimentos e sensações e declarações e conselhos e, claro, segredos…). Selton e Dalton Mello cresceram juntos em casa e o no set. Partilham a arte da vida nos palcos e nas telas. Simone e Simaria comungam histórias cantando. Juntas. Não é curioso como a irmandade ultrapassa o DNA? Os exemplos não acabam nunca mais: Stranger Things é obra de quatros mãos nervosas no teclado, dos irmãos roteiristas Duffer; os Gêmeos, dupla de irmãos grafiteiros do Brasil, exporta o talento para o mundo; os irmãos Grimm povoam milhões de mentes com seus contos de fadas; as irmãs Moriarty abraçam o romance e espalham suas histórias; Paula e Bruna Vieira são as irmãs responsáveis pela franquia Café du Centre (dez lojas no Brasil e agora em Londres); Kelly e Dany Fran- Irmãs de Palavra;  e a lista seria interminável. Irmandade é uma aliança sem fim.

É uma química produtiva, essa de unir-se ao outro. Consanguíneos ou não. E, no final da história, se estivermos realmente dispostos a desenrolar o novelo do mundo, descobriremos a verdade: tudo é irmão de tudo. Como uma imensa e complicada teia que conecta todos. A dupla. O trio, o quarteto, a família, o grupo,  a comunidade, a sociedade,  os amigos e inimigos, a fauna, a flora, os rios, os mares, os ares, a terra, o mundo, o cosmo, o universo. Tudo. Tudo é irmão de tudo.

Texto das Irmãs de Palavra

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