BEM-VINDO

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BEM-VINDO

Nossas histórias já começaram cruzadas. Somos irmãs. De palavra. Kelly Shimohiro e Dany Fran. Apaixonadas por literatura. Publicamos nossos primeiros romances. ‘O Estranho Contato’ (Kelly Shimohiro), uma trilogia fantástica. E ‘Dias Nublados’ (Dany Fran), uma ficção inspirada em fatos reais. Agora, seguimos nos aventurando com as palavras. Afinal, do verbo toda a vida é criada. Venha com as Irmãs de Palavra!

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E os autores brasileiros?

Entre o fascínio criativo da literatura inglesa, de William Shakespeare à J.K Rowling; ou os clássicos franceses, como  Antonie de Saint-Exupéry, Balzac e Simone de Beauvoir; ou trillers, terror, ficção e fantasias americanos,  Neil Gaiman, Edgar Allan Poe, Hemingway, Jhon Green, Anne Rice, Stephanie Meyer, Paula Hawkins; ou as interessantes e profundas histórias indianas, Thirty Umrigar, Jhumpa Lahiri; entre todos eles e muitos outros estrangeiros estão os livros “mais vendido” das principais livrarias. Uma pluralidade de gêneros. Para todos os tipos imagináveis de leitores. Dos clássicos aos contemporâneos. Sim, uma baita diversidade!  Mas, a pergunta que não cala: e os autores nacionais contemporâneos? Quantos autores brasileiros você encontra na comissão de frente da vitrine da sua livraria predileta? 

O Brasil segue no ranço de sua colonização: a supervalorização do que é de fora em detrimento da produção nacional. Mas até quando? A literatura não escapa dessa navalha preconceituosa e injusta. Somos filhos da nossa história. Mas também autores da mesma. E se existem mãos capazes de mudar esse destino, são as nossas. Mais que palavras, são as nossas ações que podem ampliar esta questão, transformando este rumo medíocre.

Não é deixar de admitir e enxergar a competência alheia. Mas também ‘ler’ e reconhecer o nosso produto. Nossa cultura. História. Livros. Autores. A criatividade brasileira. O nosso potencial. O Brasil produz uma ampla literatura. Nosso leitor precisa conhecê-la, degustá-la, criticá-la, expandi-la. Temos clássicos, como Machado de Assis. Autores fantásticos, como André Vianco e Eduardo Sporh. Cronistas, como Martha Medeiros e Guilherme Fiuza. Poetas, como Karen Debértolis. Ficcionistas profundos, como Eliane Brum. Autores de trillers, como Cláudia Lemes. Autores infantis, como Ana Maria Machado e Ana Cecília Porto Silva. Autores infantojuvenis, como Thalita Rebouças e Raphael Dracon. Romancistas históricos, como Mary Del Priori. Contistas, como André Sant’Anna. E muitos – MUITOS – outros (e outras, como as Irmãs de Palavra, claro!).

O Brasil é rico. Literalmente rico. Somos criativos em potencial. Nossas histórias também. A ação do leitor é o vírus necessário para espalhar a literatura nacional pelo Brasil e pelo mundo. Nossa cultura é feita de centenas de anos, mas é sempre refeita no dia a dia que construímos. Se queremos mudar as coisas, precisamos mudar a nós mesmos e os nossos hábitos. Comece por você. As Irmãs de Palavra já começaram e aí vai uma lista de 7 livros nacionais. Boa pedida para as férias de fim de ano que estão chegando aí!

Cova 312 – Daniela Arbex – Como um romance, conta a história real de morte e tortura de um jovem militante político brasileiro e como as Forças Armadas forjaram seu suicídio e sumiram com seu corpo. Mistério, poesia e uma revelação bombástica pode mudar um capítulo da história do Brasil.

Meia-noite e vinte – Daniel Galera – Lançamento de 2016. O livro é o retrato de uma juventude que  cresceu em meio ao início da internet. A morte de um amigo em comum reaproxima, em Porto Alegre, reaproxima Aurora, uma pesquisadora, Antero, artista que virou publicitário e Emiliano, jornalista. E chacoalha a órbita e o rumo das histórias de cada um deles.

Boa noite a todos – Edney Silvestre – Jornalista e escritor, Silvestre comanda um programa literário na TV e é um ficcionista contemporâneo que retrata a brasilidade. Nesta obra ele retrata a vida de Maggie, uma mulher marcada pelo destino dos expatriados, que tem que enfrentar a perda da memória e o pouco que lhe resta de identidade.

Como o diabo gosta – Ernani Ssó – Escritor gaúcho, maravilhoso contador de histórias (também tem títulos infantis muito, muito bons). Este livro conta a vida do narrador – uma sucessão de aventuras tragicômicas – Camilo Severo, 28 anos. Um escritor, que mistura realidade e ficção, oferecendo ao leitor bons momentos de diversão e reflexão sobre nosso próprio mundo.

O Trovador – Rodrigo Garcia Lopes. Escritor londrinense. Romance policial escrito nos moldes de grandes narradores como Conan Doyle, criador de Sherlock Holmes, O Trovador nos leva à Londrina dos anos 1930, no início de sua exploração cafeeira e madeireira. É na paisagem dos trópicos que o tradutor Adam Blake e lorde Lovat, presidente da companhia de terras britânica Parana Plantations, buscarão a chave dos mistérios que se escondem nas entrelinhas de uma canção medieval.

A viagem da lagarta –  Literatura infantil, da autora Maria Helena de Moura Aires – O livro mostra as andanças da lagarta Penélope, que sai de seu ninho entre as folhas de um pé de coqueiro, procurando um lugar seguro e quentinho para que possa se transformar em uma linda borboleta.

Os Sete – André Vianco. Autor paulista. Este é o livro de estréia de André Vianco (depois vieram muitos outros títulos). Conta a história de sete vampiros brasileiros. Ficção, terror e tudo aqui no Brasil. Muito bom!

Para o leitor brasileiro mudar sua apetite por autores nacionais, ele precisa conhecê-los. As Irmãs de Palavra abraçam essa ideia. Abrace você também!

Texto de Dany Fran e Kelly Shimohiro

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‘Agora’ é que são elas!

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Pra vestir uma calça, encher uma mesa, nutrir uma casa, alimentar uma carreira, acender uma família ou um lar particular, exige-se mais do que força ou vontade. É preciso uma constante busca. A busca por um jeito próprio de se expressar, estar, dizer e se formular. No tempo. No mundo.

Já parou pra pensar que assim como ‘ela’ um dia não votava e não exercia cargos públicos, também não se publicava? As primeiras mulheres, dentro e fora do Brasil, que se lançaram na aventura da escrita rasgaram títulos como ‘monstros rebeldes’ e fugiram de terrenos seguros pelo preço de legitimar e compartilhar através de suas palavras, as preocupações e angústias do seu tempo. Porque quando se escreve é isso que se abre, caminhos por onde não se anda mais só.

Desde Maria Firmina dos Reis e Narcisa Amália, nunca mais paramos. Desde antes delas, na verdade. (Muito antes). Mas o mérito dessas escritoras precisa ser reconhecido. O romance Úrsula (de Maria Firmina) é tido como o primeiro livro de autoria feminina no Brasil. Já Narcisa Amália é considerada a primeira poetisa brasileira.

E então, o país virou terra fértil para as palavras das mulheres. O abolicionismo, as injustiças sociais, a profissão, a sexualidade. Cada tema ganhou mais que o olhar, mas também a alma feminina. Júlia Lopes de Almeida.  Lisboa dos Guimarães Peixoto Bastos. Raquel de Queiroz. Cecília Meireles. Lígia Fagundes Telles. Márcia Tiburi. Ana Cristina do Reis. Talita Rebouças. Karen Debértolis. Craolina Maria de Jesus. Conceição Evaristo. Ana Miranda. Carolina Munhoz. Mel Duarte. Hilda Hilst. Cláudia Sobreira Lemes. Maria Angélica Constantino. Anita Costa Prado. Adélia Prado. Mary del Priore. Helena Kolody. Alice Ruiz. Lígia A. Sharank Araújo. Daniela Arbex. Martha Medeiros. Adriana Falcão. Paula Pimenta. Maria Helena de Moura Arias. Camila Kaihatsu. Vera Lúcia de Oliveira. Letícia Wierzchowski. E as Irmãs de Palavra (claro!). E tantas, e tantas e tantas!

Todas em marcha. Em suas palavras, o grito  sobre a vida e sobre si mesmas. Oferecendo descobertas. Partilhando dores. Lapidando criatividade. Denunciando violência. Incitando lutas. Reivindicando espaços. Relatando amores. Despertando paixões. Escancarando mazelas, mas também as belezas do dia a dia. E assim, cavando novos postos em seu tempo, influenciam gerações e modificam culturas. Um danado de um legado! Só que no meio disso tudo tem outro poder, tão ou mais assombroso quanto mudar a história dos outros. Ao descortinarmos novas visões com as próprias palavras, nós, mulheres, desmascaramos mais que uma única possibilidade de seguir, desenformamos a nossa própria ‘forma’!

Agora é que são elas! Escritoras do Brasil, virilizando esta ação.

  • texto: Kelly Shimohiro e Dany Fran

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A morte nas histórias

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De um amigo pra outro

De todos os clichês, tem um que as Irmãs de Palavra não conseguem escapar: “Livro é seu melhor amigo”.

É com um amigo (livro) que a gente ama logo de cara, que fazemos uma farra.
Um amigo (livro), às vezes,  te faz chorar.
Aquele amigo (livro) franco que te diz as “verdades” que você preferia evitar.
O amigo (livro) antenado que fala de um monte de assuntos com você.
Amigo (livro) companheiro para as horas vazias e tediosas.
Um amigo (livro) do tipo fantástico, que leva você para outros mundos e te faz sonhar.
O amigo (livro) cruel, que te deixa com raiva, com nojo, com ódio.
Amigo (livro) palhaço, que te faz gargalhar, rir até não querer mais.
Aquele amigo (livro) complexo que dá um nó na sua cuca, até você enxergar além, muito além.
O amigo (livro) mestre, cheio de coisas que você precisa aprender.
Amigo (livro) esquisito, que você nunca consegue entender.
Existe o amigo (livro) misterioso que te provoca calafrios.
Tem amigo (livro) que te assusta e ainda assim te faz não querer fugir.
A gente sempre tem aquele amigo (livro) poético, que faz rima, e deixa a vida cheia de graça.
A gente também sempre tem aquele amigo (livro) aventureiro, que tira você da mesmice onde se meteu.
Tem amigo (livro) de tudo quanto é jeito. Não importa. Cada pessoa se dá melhor com um tipo (ou vários). O que importa mesmo, é que amigo (livro) te ajuda a viver. Ah, isso ajuda mesmo!”
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“Com ele tenho o tempo que sempre me faltou.

É comum despertar meu riso, mais genuíno. 

Quando não me mata te um terror que eu não quero escapar. 

Já o abandonei. Devorei. Em um gole só. Seco. Como eu gosto!

Já economizei gota à gota. Pra não vê-lo acabar.

Mas aí vem outro. Me apaixono de novo. Acumulo memórias. Na proporção que renovo histórias.” (Dany Fran)

“Com ele – o livro – abro minha mente para mundos que eu não conhecia. E vivo, tantas outras vidas…” (Kelly Shimohiro)

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A chave é sempre você

A escolha é SUA. O ponto de virada quem dá é VOCÊ. Sorrir ou gargalhar, se ajustar ou ousar, agradar ou se divertir, viver ou morrer. A chave é sempre VOCÊ.

“Às vezes é como se tantas vidas se emparedassem em uma só existência. Linhas frenéticas. Ou caligrafia mansa. Nunca mais histórias param de nascer, e morrer. E assim, juntas, (sobre)vivem. Às vezes, página em branco. Parece que em longos anos, ou dias, até horas; perdura um hiato entre o que se acende e  o que se sonha com a mente. Quem me dera, nessa vida ou na outra, não perder o frio na barriga febril das mãos cavando outra palavra. Um novo desfecho. Uma outra página. Quem me dera, continuar nessa mesma página, aqui perto do desejo bombando esse pulso que conecta nosso coração. Ainda que eles não saibam. Mas sentem!” (Dany Fran)

“Ligue sua tomada interna. Deixe a rajada dos seus olhos aparecer. Prossiga. Tome fôlego entre uma gargalhada e outra. Salte… Resista. Ouça a voz de dentro. Repouse. Mostre as garras. Insista… Permita. Faça barulho com as batidas do coração. É a vida. É o amor. É você.” (Kelly Shimohiro)

“As cores são você. As flores são você. O protagonista da história é você. Tá esperando o quê?” (Irmãs de Palavra)

“Quando um sonho ganha asas, não há o que fazer. Só voar.” (Irmãs de Palavra)

“Seu destino não é uma promessa. São horas de trabalho duro e um pouco de sorte. O futuro é isso!” (Kelly Shimohiro)

“Porque não precisa ter sentido, mas ser sentido.” (Dany Fran)

“De todas as formas possíveis, exprima-se. Esprema-se. Expresse-se. Sem pressa. Sua prece.” (Irmãs de Palavra)

 

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Sobre gêneros, literários – by Irmãs de Palavra

sonho 1 vale“Chegou.

Abriu sorrisos.

Acendeu desejos.

Alimentou os ossos.

E partiu.

Ficando pra sempre!”

 

sonho 3 valeO sonho da casa própria. Carteira assinada. Bodas de ouro. Férias na Disney. Não eram seus. Ainda que empacotados. Perfeitamente emplastificados, ocupassem todos os dias de sua agenda. Até que uma noite (alguns) foram ‘quebrados’. Mais uma vez, não por ele. Perdido e fodido, sonhou. Pela primeira vez.

 

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O privilégio do ‘não saber’

O que há de errado…
Com as cucas que não têm respostas pras suas perguntas?
Com as pestanas que veem ‘confuso’ o que surge diante de sua fuça?
Com os pés velozes que não estão apressados?
Com as mãos firmes que não seguram tudo?
Com a boca aberta que não se enche de qualquer palavra?
Com as pernas postas, que não têm ideia pra onde ir?
Que diabos há de errado em saber que não dá pra ‘sabê’ tudo, pô?

 

 

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