BEM-VINDO

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BEM-VINDO

Nossas histórias já começaram cruzadas. Somos irmãs. De palavra. Kelly Shimohiro e Dany Fran. Apaixonadas por literatura. Publicamos nossos primeiros romances. ‘O Estranho Contato’ (Kelly Shimohiro), uma trilogia fantástica. E ‘Dias Nublados’ (Dany Fran), uma ficção inspirada em fatos reais. Agora, seguimos nos aventurando com as palavras. Afinal, do verbo toda a vida é criada. Venha com as Irmãs de Palavra!

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Quando você ainda não está pronto

“Katherine Johnson, Dorothy Vaughn e Mary Jackson não esperaram. A história delas foi resgatada no filme Estrelas Além do Tempo, EUA, 2016. Mulheres negras no cenário Americano da década de 60, não viveram no espaço ou no tempo ideal (e você vive?). Bem diferente disso, essas três mulheres estavam cercadas pela falta de oportunidade, pelo preconceito e pela humilhação. Um tempo sem chances. O mundo não estava pronto para elas e nem elas estavam prontas para lutarem por seus desejos. Mesmo assim fizeram. Não se desviaram. Puseram um pé diante do outro e continuaram. E realmente mudaram muitas coisas em torno delas por causa dessas atitudes-combinadas: coragem e ação. O mundo se move assim. São como habilidades mágicas, que fazem o impossível acontecer à luz do dia. São como mundos fantásticos criados em telas ou páginas, onde ao invés de dragões voadores, sonhos ganham asas e se realizam. Ousadia é nossa varinha mágica. É com ela que conjuramos os feitiços que podem transformar o mundo e, claro, a nós mesmos!” (Kelly Shimohiro)

 

– Está uma droga! Está uma droga! – Ela já quase não escreve mais e insiste na voz que repete. Ecoa. – Tudo uma droga!

– Quase todo mundo ouve essa voz, uma hora ou outra. Toda hora! – ele a rebate. – Mas muita gente continua. Escrevendo. E também ouvindo a voz dos personagens.

Esse diálogo do filme A Garota do Livro, poderia muito bem estar fora de um roteiro de ficção e dentro de uma conversa real entre duas pessoas. Uma, que tenta escrever e acha sua produção ruim e outra, que busca mostrar que continuar é o caminho para quem quer realizar. Quem não fantasia? Não se questiona? Não se ouve? Mas enquanto uns arrastam os dias, cada vez mais curtos, e se agarram aos fantasmas. Outros seguem, ainda que assombrados. E fazem. Refazem. Porque ao contrário do que se rumina por aí, a vida é longa. E, às vezes, pode ser reescrita.

A vó de uma amiga tomou gosto pela leitura após os 60 anos. Nyagonga Machul abraçou seus filhos em um acampamento da ONU no Sudão do Sul, após 3 anos de separação por causa da guerra civil que o país africano enfrenta. A minha mãe quis voltar a morar sozinha aos 73 anos após um tratamento de Guillan Barré. Minha irmã mais velha sonhava em cuidar de crianças e antes dos 30 anos salvava bebês em uma UTI Neonatal.

Putz, a vida pode ser longa em uma breve página. Plural.  Escrita. Uma palavra atrás da outra. Sendo uma droga, ou não! Quem está mesmo pronto pra isso?” (por Dany Fran)

Nós, IRMÃS DE PALAVRA não estamos prontas. Pra quê? Para nos autonominarmos como experts na escrita, na literatura, nas histórias. Será que um dia estaremos? E isso realmente importa? As IRMÃS DE PALAVRA continuam. Aprendendo, se reeditando, buscando, sonhando…  e, claro, escrevendo.

“Prolongue-se. Distribua-se. Reescreva-se. Edite-se. Transforme-se. Só não espere estar pronto para escrever sua história. Já não estamos no primeiro capítulo. Afinal, na real, o fantástico é ousar seguindo, ainda que, às vezes, sem ter sentido, mas sentindo. Uma batida atrás da outro. Sem parar! ” (IRMÃS DE PALAVRA)

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Por um bom romance

Um romance é alguma coisa do tipo:

  • INCONTROLÁVEL

“Pra quem acha que eu estou sendo o consolo. Saiba que está sendo meu melhor caminho e meu maior desejo. Eu quero você. Sempre quis. E vou continuar querendo. Feliz primeiro de todos os outros aniversários que passaremos juntos!” Ler aquilo foi tão inspirador quanto estava sendo passar meus dias nublados ao lado daquele homem. Coloquei  o CD que tinha acabado de ganhar com aquela dedicatória para tocar em seu carro e o beijei. Na entrada do bar, uma fila com vários rostos conhecidos. Ignoramos a todos. Paolo chegou bem perto do meu pescoço. Ficou quase insuportável não me jogar em cima dele bem ali.” (trecho do livro Dias Nublados)

 

  • PERIGOSA:

“O casamento mata.” (Garota Exemplar)

 

  • LIBERTADORA: 

“Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões é que se ama verdadeiramente.” (Clarice Lispector)

 

  • AZARADA:

“Tu me amavas… que direito tinhas então de me deixar?”(O Morro dos Ventos Uivantes)

 

  • HIPNOTIZANTE:

“Portanto, a tarefa primitiva do homem consiste em descobrir os nomes verdadeiros da mulher, não em usar indevidamente esse conhecimento para ganhar controle sobre ela, mas, sim, para captar e compreender a substância luminosa de que ela é feita, para deixar que ela o inunde, o surpreenda, o espante e até mesmo o assuste. Também para ficar com ela. Para entoar seus nomes para ela. Com isso os olhos dela brilharão. E os dele também.”(Clarissa Pinkola Éstes)

  • POLÊMICA:

““Lolita, luz da minha vida, labareda em minha carne. Minha alma, minha lama. Lo-li-ta: a ponta da língua descendo em três saltos pelo o céu da boca para tropeçar de leve, no terceiro, contra os dentes. Lo. Li.Ta.” (Vladimir Nabokov)

  • GOLPISTA:

“Precisa de quarenta minutos para me explicar que o que está acontecendo representa uma bênção e um infortúnio. Sou rica. Poderei comprar o que quiser. Poderei dar presentes. Mas atenção. Devo desconfiar. Porque, quando temos dinheiro, passamos a ser amadas de uma hora para outra. Desconhecidos apaixonam-se subitamente. Vão pedi-la em casamento. Enviar-lhe poemas. Cartas de amor.”(A lista dos meus desejos)

 

  • CLICHÊ:

“O Dia dos Namorados para mim é todo dia. Não tenho dias marcados para te amar noite e dia.”  (Carlos Drumomond de Andrade)

 

  • SOBRENATURAL:

“Um coração morto, gelado, podia bater de novo? Parecia que o meu podia.” (Crepúsculo)

 

  • QUASE UMA DROGA:

“O verdadeiro Amor como qualquer outra droga forte que cause dependência, não tem graça. Assim que a fase do encontro e descoberta se encerra, os beijos se tornam surrados e as carícias cansativas… exceto, é claro, para aqueles que compartilham os beijos, que dão e recebem as carícias enquanto cada som e cada cor do mundo parecem se aprofundar e brilhar em volta deles.
Como acontece com qualquer outra droga forte, o primeiro amor verdadeiro só é realmente interessante para aqueles que se tornam seus prisioneiros. E como acontece com qualquer outra droga forte que cause dependência, o primeiro amor verdadeiro é perigoso. Os que estão sob o domínio de uma droga forte – heroína, erva-do-diabo, verdadeiro amor – frequentemente se veem tentando manter um precário equilíbrio entre discrição e êxtase, enquanto avançam na corda bamba de suas vidas. Manter o equilíbrio numa corda bamba é difícil até mesmo no estado mais sóbrio; fazer isso num estado de delírio é praticamente impossível. A longo prazo, é completamente impossível.” (Stephen King)

 

  • NUTRITIVA:

“Dias de mel, dias de cebolas.”Provérbio árabe (Dias de Mel)

 

  • DUVIDOSA

“Olhos de ressaca? Vá, de ressaca. É o que me dá ideia daquela feição nova. Traziam não sei que fluido misterioso e enérgico, uma força que arrastava para dentro, como a vaga que se retira da praia, nos dias de ressaca. Para não ser arrastado, agarrei-me às outras partes vizinhas, às orelhas, aos braços, aos cabelos espalhados pelos ombros; mas tão depressa buscava as pupilas, a onda que saía delas vinha crescendo, cava e escura, ameaçando envolver-me, puxar-me e tragar-me”. (Bentinho sobre Capitu, Dom Casmurro, Machado de Assis)

Impossível é não querer experimentar alguma dessas sensações, assim como tantos personagens ficcionais: Amy Dunne, Izadora, Bentinho, Bela (e muitos outros). Um romance pode até não bater na sua porta, como fez Paolo (Dias Nublados); ou deixar você doente de ciúmes, assim como o Bentinho ( Dom Casmurro). Mas quem alguma vez, não sonhou com uma cena de romance?  Na literatura, ele amarra desde um trilher à uma trama fantástica, dos clássicos ao contemporâneos. Em nossa realidade, ele pode arrebatar seu coração.

 “Vem, noite! Vem, Romeu! tu, noite e dia, pois vais ficar nas asas desta noite mais branco do que neve sobre um corvo. Vem, gentil noite! vem, noite amorosa de escuras sobrancelhas! Restitui-me o meu Romeu, e quando, mais adiante, ele vier a morrer, em pedacinhos o corta, como estrelas bem pequenas, e ele a face do céu fará tão bela que apaixonado o mundo vai mostrar-se da morte, sem que o sol esplendoroso continue a cultuar”.

(William Shakeasper)

* texto: Irmãs de Palavra

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Personagem – chave da história

No mundo da ficção, buscamos imaginar a história como um todo: enredo, trama, conflitos, ambientação, núcleo principal, núcleos paralelos, cenário, etc… descrevendo cada detalhe de um jeito que a história ganhe vida e, com isso, que o leitor se emocione, se identifique ou se projete nela.

E não há elemento na construção de uma história boa que se compare à personagem. Tudo pode estar no lugar certo, feito de maneira quase perfeita, se a personagem não convencer, a história não funciona.

Se você pensar em como a vida acontece, vai perceber que é a mesma coisa. Quem interessa são sempre as pessoas. A atração principal é sempre você! O autor se debruça nas personagens e você se empenha em inventar uma vida que convença a si mesmo de que vale a pena.

” – Se eu quero e sei que é possível não dar….  não largo o osso até poder sentir algum sabor. Aposto que Amanda nem pega e não demora pra experimentar outro prato. Tanta persistência para aqueles aparelhos idiotas. Fitas. Arcos. Bolas. Cavalo. E nenhuma flexibilidade pra gente.”

“- Uma coisa é insistir no que te desafia, mas também te nutre. A ginástica posso agarrar, que ela vai me assumir. Não apenas com vontade, mas do jeito que eu sou. Agora, o Leo tá sempre sugando sua agenda cheia de holofotes e empresários engomadinhos e escapando da minha. Como é que vou persistir nessa relação?” (trechos de um diálogo ficcional)

Que tipo de pessoa é Leo, persuasivo e focado, que não é capaz de se dar conta da maleabilidade que a Amanda tem lhe cedido?

Que tipo de pessoa é Amanda, determinada e independente, acoada diante dos receios de avançar em um relacionamento com alguém por quem está completamente apaixonada?

Essas pessoas são personagens suficientemente humanas em suas qualidades e defeitos. Seres imaginários sutilmente criados com atributos físicos e comportamentais, passado e aspirações, temperamento e comportamento pra pegar na sua mão e te fazer encarar o conflito de uma trama,  que você vai seguir como se fosse sua. Porque vai ser, por algumas páginas, dias, realmente sua.

E como as personagens se parecem com a gente, todas elas têm:

Dados biográficos (data de nascimento, árvore genealógica, cidade natal, ocupação atual, histórico escolar, etc);

Perfil Psicológico (medos, defeitos, manias, traumas, conflitos internos, qualidades, idiossincrasias, etc);

Perfil Físico (idade, aparência, peso, altura, cor, etc);

Perfil Comportamental (jeito de olhar, maneira de falar, tiques, trejeitos, tom de voz, etc);

Conflito (obstáculo a ser superado, sonho a ser alcançado, objetivo para seguir – ou falta de objetivos, etc);

Preferências pessoais (comidas que gosta, músicas, cheiros, lugares, roupas que usa, cores… e tudo que não gosta também, que não suporta, etc)

Outras personagens em sua rede de contato (amigos, família, conhecidos, casos, acasos, etc);

Pensamentos (vai e vem mental, o tempo todo);

Sentimentos (tristeza, alegria, melancolia, tédio, entusiasmo, solidão, etc)

Também tem segredos, mentiras, crenças, lembranças, loucuras, vícios, doenças, dívidas, sonhos, pesadelos, insônia. Até unha encravada personagem tem.

As personagens têm tudo o que temos.

De qualquer maneira, em ficção ou na realidade, a personagem é a chave para se construir uma história (ou uma vida) que valha a pena. Bom investir!

Texto das Irmãs de Palavra

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Os mistérios da sua história…

“Pra quem já sabe, reinventa.

Pra quem ainda não descobriu, desvenda.”

 

Dos becos escuros nasceu o mundo. Das terras submersas sobreveio a humanidade. Do átomo invisível a matéria emergiu. Das perguntas sem respostas o cérebro se alimenta. Dos conflitos criamos histórias. Do real inventamos outras realidades.

A pausa, a festa, a vitória… o mistério desvendado é um raio sem sombras e sem herança. A resposta final é a morte, enquanto as perguntas que buscam solução são o plasma de tudo.

A potência de uma história (a sua história ou a de um livro) se expande no limite do abismo.

Toda escrita é a tentativa de solucionar algum mistério.

Para nós, Irmãs de Palavra, a escrita é um mistério. Que não precisa ter sentido, mas ser sentido.

Como uma corrida que quanto mais você corre, mais o caminho se bifurca, e mais você acelera. E você segue mesmo sem saber o que procura, porque quando bater os olhos vai descobrir, naquela página, naquela palavra que era aquela aventura que desbravaria uma nova busca. Porque…

“Um livro deve ser o machado que quebra o mar gelado em nós” (Franz Kafka)

“Só um sentido de invenção e uma necessidade intensa de criar levam o homem a revoltar-se a DESCOBRIR e a descobrir-se com lucidez” (Pablo Picasso)

texto: Kelly Shimohiro e Dany Fran

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Uma história dentro da outra

Ágatha Guiller (de O Estranho Contato) é uma garota desajustada. Qual a faísca da sua história? Qual é a sua grande questão? Encontrar um destino para si mesma. Claro! Só que não é bem assim… É e não é. Porque tem sempre uma fatia mais profunda da história. A história aparente, a meta evidente da personagem (citando termo do escritor nacional André Vianco) é a primeira desculpa, o motivo desencadeador do restante do enredo, que esconde a história sutil ou a meta submersa (dobradinha de Vianco). Para o leitor ingênuo, a história aparente é a flecha da trama, que deve ser perseguida, resolvida e puf, tá tudo pronto!

Só que não é assim. É e não é… É, poque é o gatilho da trama. Não é, porque esconde os “verdadeiros”  motivos, outros conflitos, o tombo em queda livre das personagens, os dedos feridos escondidos pelos sapatos lustrosos. Está aí a história dentro da outra. A raiz de uma que nutre a outra.

Os três amigos que se reúnem mais de uma década e meia depois de se separarem em Porto Alegre, em Meia Noite e Vinte de Daniel Galera, não estão na capital gaúcha apenas porque o quarto integrante da turma foi assassinado, nem para narrarem apenas os diferentes caminhos que cada um seguiu. Dentro dessa teia, outras amarras te agarram. O retrato de uma geração, também é pano de fundo pra discussão de gênero, movimento político e até idiossincrasias emocionais de trintões, quase quarentões.

Se no universo literário uma história emoldura outra(s), na realidade também é assim. O cabelo arrumado mascarando a necessidade de causar uma boa aparência. As boas notas em nome da pressão de uma família banalizada. O sucesso profissional meteórico camuflando as origens humildes. Isso citando exemplos clichês, sabendo que na real é muito mais complexo. Como a garota boazinha que está sempre prestando atenção nas necessidades das pessoas ao redor, mas sem ter consciência, tem a maior dificuldade em estabelecer uma fronteira entre o outro e si mesma (não é bondade, é dificuldade!). O talentoso profissional, uma eficiente fera ligada 24 horas que lota a agenda disponível para o trabalho para não sobrar tempo às frágeis horas solitárias de lazer. Sempre a história dentro da outra.

Sempre a história dentro da outra. A história que interessa. A história que conecta. A história que contextualiza. A história que causa tensão. A história que enche a vida de emoção. Nas páginas e fora dela. Como um enredo funcional para novas tramas.

E com você, qual a sua ‘outra história’?

“Há duas histórias: a história oficial, mentirosa, que se ensina e, depois, a história secreta, onde estão as verdadeiras causas dos fatos. Uma história envergonhada.” (As ilusões perdidas, de Honoré de Balzac)

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Texto de Dany Fran e Kelly Shimohiro

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Pagador de promessa

O tempo também é cruel. E não se refere (apenas) às marcas na tua cara. Tem a bondade da experiência, o valor da sua vivência… afinal, ele pode encurtar distâncias, mostrar o crescimento de seu(s) amor(es), somar saberes, amenizar dores, apaziguar mágoas, alimentar o perdão; mas ele passa, baby! Tão simples assim! Ainda que você tente se convencer do contrário, o tempo carrega consigo algo precioso. Absolutamente exclusivo, seu time. Now!

Talvez por isso, PAGAR SUAS PROMESSAS seja tão eficiente.

Na literatura, pagar promessa é uma técnica preciosa. Na primeira página, a vibe da história. Na apresentação da personagem, a tatuagem de sua meta. Nos parágrafos iniciais, a identificação da atmosfera da história. No começo da leitura, a mordida do leitor, a fisgada fatal de quem encontra o que procura (o tipo de história que ama). E depois, no desenrolar da trama, a promessa sendo paga. É drama: lágrimas. É romance: lovelovelove. É horror: sangue. É fantasia: absurdo realizado. É ficção científica: viagem no tempo-espaço. É terror: medo. É série: tragadas em capítulos.

Uma história tem muitas nuances, mas a promessa é a artéria principal, onde toda a vida é focada.

No dia a dia de cada um, pagar promessa é cumprir com o que você se predispõe a fazer, marcando a sua assinatura, o seu jeito peculiar de viver. Na literatura, ou na vida de qualquer um, pagar promessa exige consciência e delicadeza. Exige um trabalho de continuidade. Uma arte de alta costura, onde os pequenos e quase imperceptíveis detalhes estão todos dispostos em conexão, visando o todo da obra. O conjunto bem montado e coerente. Pagar promessa também cobra uma alta dose de persistência e comprometimento, que permite seu talento transpirar.

Porque promessa sendo paga dá aquela sensação exultante de poder confiar. Confiar na história que você queria ler – era sobre isso! Confiar na pessoa que disse e fez: gol! Confiar na música que gostaria de ouvir – e te fez dançar .

E claro, uma boa promessa guarda sempre algumas surpresas, que te fazem … Bem, aí, meu bem… a promessa é tua e a fé no que vai ‘escrever’ também!

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Texto: Kelly Shimohiro e Dany Fran

 

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