Frustração, pra quê? Assopra! por Maria Danielle Mendes

JANELA DA FRUSTRAu00C7u00C3O

Abre. Fecha. Abre. Fecha. Fecha. Abre. Fecha. Abre.

O que fazer com esta ‘bendita’ frustração? Deixar ‘ela’ me corroer? Lentamente. Vorazmente. Ou jogar janela abaixo?

Pequena. Média. Gigante. Qual o tamanho, real, da minha frustração?

Previsível ou surpreendente? Eu acreditava que isso poderia dar certo ou enganei a mim mesma?!

Erro. Fracasso. Ou, simplesmente, uma tentativa. Um plano que, desta vez, não deu certo!

Não importa! Decepção. Desilusão. Desgosto. Tomam conta de cada segundo e apertam os ponteiros. Vale a pena sofrer tanto?

O martírio pode ter fim.

Abre. Abre.

Abre. Abre.

E aí, o que, de fato, fazer com a frustração?

Jogar janela abaixo!

Parou! Parece que não foi suficiente. No fim da longa escada, de repente, o reencontro.

Quando vi estava novamente, cara a cara, com ‘ela’. Apenas um disfarce. No fundo, dentro de mim ‘ela’ continuava torturando todos os meus pensamentos.

Subo a escada, mais uma vez. Sinto medo. Mas mesmo quase bloqueada pelos meus temores tenho vontade de escapar.

O que, realmente, fazer com a frustração? 

Abre. Abre.

Abre. Assopra.

Agora, acho que sim.

Escancaro minha janela. Respiro fundo. Tomo fôlego. E puxo o pouco ar que ainda existe em mim para o grande sopro.

Ufa! Finalmente ‘ela’ se foi…

O que fazer com a frustração?

Assopra. Assopra.

Assopra. Assopra. irmãs de palavra

 

* texto escrito pela leitora e jornalista Maria Danielle Mendes.

Dany Fran

Dany Fran

Autora de "Dias Nublados", jornalista.

  • Kelly Shimohiro

    Assopra, Assopra… E continua. Acreditando é que se pode seguir. Em frente. Pra você ser quem realmente é.