Viver, e não ter a vergonha de ser… o que é! (por Sueli Rosa)

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Queria muito saber o que é essa tal da alegria. Uma fantasia. Supremacia. Muitas vezes tenho a sensação de estar feliz como nunca, mas de repente vem aquela impressão pesada de estar triste como ninguém. Fico pensando se, afinal, tudo não passa de ilusão. A felicidade não consigo pegar. A tristeza não dá pra agarrar. Mas basta uma notícia, um gesto, um olhar, um sorriso que alguma pode voltar.

Como imaginar que de uma hora para outra tanta coisa pode acontecer. Nossas vidas são repentes, instantaneamente passam segundos, minutos, horas, dias, semanas, meses, anos, décadas, séculos… Então, me questiono o que fazer para que a alegria seja infinita? Talvez, mudar o foco para coisas que enalteçam o ser humano. Aí você vai se informar e o que vê é guerra, tragédia, morte e briga ser manchete no horário nobre da televisão e nos outros meios de comunicação. Fica tão difícil!

Hoje, com a modernidade e principalmente com as novas tecnologias, muitas pessoas não param para se relacionar, de verdade. Teclar é fácil. Falar é luxo. Que tal enxergar quem está ao seu lado e dialogar. Comece com o fácil. Como você está? O que tem de novo? O que está fazendo?

Nunca realmente imaginei que essas coisas tão simples poderiam fazer tanta diferença. Percebi que estes ‘pequenas’ gestos do nosso cotidiano é que me deixam alegre. E um momento feliz é tudo! Como respirar a cada manhã, sentir a chuva, colorir a casa com flores naturais, ver o sol, olhar a lua mesmo pela janela do quarto, da casa, do hospital. Falar e conhecer pessoas, sentar a mesa para uma refeição com a sua família, amigos, uma mulher ou homem que você ama. E também porque não dizer àquelas pessoas que você admira pela sua beleza, inteligência, pela audácia que tem de viver todos os dias alegres mesmo não tendo muito dinheiro, ou até mesmo não tendo uma profissão, emprego e muita saúde.

Como essa pessoa consegue, mesmo assim, ser alegre? O que ela tem que eu não tenho? Talvez a sabedoria de se tocar que tudo passa. O riso. O choro. E até o final dos contos de fadas… ‘viveu feliz para sempre’. Eu diria e viveu alegre, agora!

* este texto foi escrito pela leitora e professora Sueli Rosa. 

Dany Fran

Dany Fran

Autora de "Dias Nublados", jornalista.

  • Irmãs de Palavra

    Muito bom pensar sobre essas coisas… Afinal, para que vivemos mesmo?