Fazer sentido – a tormenta da vida.

A tormenta toda da vida, além de crises como esta que o Brasil vive agora, é a nossa busca pelo sentido das coisas. Queremos fazer algum sentido. E sofremos horrores, quando achamos que nada ao nosso redor faz sentido. Nem nós mesmos.

Tentamos trabalhar para que o nosso dia a dia tenha algum sentido, que sejamos úteis e reconhecidos por isto. Que nossa família (ou nossa não família) nos embale no sentido de nossos sacrifícios e amor por ela. Que nossos amigos nos revele o sentido da nossa presença. Que encontremos um propósito para nossa existência ter sentido. Que o gira-gira do mundo faça sentido.

E isso faz uma bagunça danada dentro da gente. Desbravamos e nos embrenhamos nas mais loucas aventuras na busca por um sentido. Ou tentamos, em vão, repetir a vida alheia, iludidos pelo sentido que esta parece ter. Não importa como, não importa aonde, tijolo por tijolo, queremos ser uma obra que faça sentido.

“É estúpida, é uma afirmação muito estúpida para falar a verdade. Porque dizer, na idade que tinha – seja qual fosse a minha idade – qual o sentido da minha vida? Você não sabe qual é o sentido da tua vida até o momento em que já está com ela completa.   (Grace Paley – escritora americana)

Então, se a sua vida ainda não está completa (ou seja, não chegou ao fim) para que se preocupar com o sentido dela? Ao invés disso, poderíamos nos preocupar com o tipo de vida que levamos. Que tipo de pessoa estamos escolhendo ser.  Alguém que repete o sermão alheio ou uma pessoa que tenta descobrir as próprias respostas? Que tipo de pessoa você é? 

Vera Mantero, artista portuguesa, esteve em Londrina (Filo 2015), apresentando o espetáculo Os Serrenhos do Caldeirão. Entre outras provocações, Vera Mantero nos mostra que existem povos que fazem um sentido absolutamente diferente que o nosso. Que talvez para você, esse povo não faça sentido nenhum. E qual é mesmo o problema disso?

O problema é buscar seu próprio sentido ou a sua maneira de viver, sendo xerox ou sombra dos outros. O problema é tentar enquadrar a vida do outro no que você elegeu como o melhor. E resolver isso, só você pode fazer. Vamos lá!

As IRMÃS DE PALAVRA  têm a alegria de apresentar aqui Ulisses Tavares, que, como ele mesmo se apresenta em seu site  ulissestavares.com.br/  : ainda não publicou em bulas de remédios e em chinês. Por enquanto. Comemora 52 anos de militância com a palavra escrita, falada, desenhada, encenada, cantada, televisionada e filmada. Mais de 112 livros publicados em todos os gêneros e assuntos. Mais de 20 milhões de exemplares vendidos. Não fosse brasileiro, estaria rico. Mas é rico de imaginação e planos. Budista, ativo ecologista e defensor dos animais. Professor, publicitário, marketeiro, jornalista, dramaturgo, compositor, roteirista, ator e sempre poeta. Este inusitado autor, que parece não seguir protocolos para construir seu próprio sentido, nos presenteou gentilmente com algumas obras. E queremos deixar registrado aqui nosso agradecimento e nossos aplausos para quem busca uma vida à sua maneira. VIVA A ISSO!! FAÇA ISSO!

“Nada sei sobre a vidinha do pernilongo que mato indiferente na parede. Mas desconfio que era a única que ele tinha”.  – Ulisses Tavares

” Só um palpite, dando tudo errado, grite”.  – Ulisses Tavares

“Poesia é o que importa. O resto é propaganda”. – Ulisses Tavares

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Kelly Shimohiro

Kelly Shimohiro

"Tudo é um ponto. E o ponto é você!" Autora de "O Estranho Contato".