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Viva a dependência! Ou a independência?

Como uma moeda, a dependência-independência tem dois lados.

Se desatamos nós que nos submetem: viva a independência! Como uma relação amorosa que nos põe para baixo, nos tolhe, rouba nosso vigor e anos de nossas vidas. Se nos desenrolamos desta situação, ah, que coisa boa! Boa independência.

Se damos as mãos e entrelaçamos destinos: dependência que nos deixa grandes, melhores, mais fortes. Feito um lar, um lugar quente onde chegar. Nos sentimos acolhidos, queridos. Boa dependência.

Como quase tudo, ser dependente ou independe não é, por si, bom ou ruim. Reveja a situação. Analise com suas próprias regras. Tome suas decisões. E aja.

Um emprego desgastante. Dá para ser independente dele agora? Decida.

A casa dos pais. Acolhedora e confortável. Ficar para sempre? Repense.

Drogas. Expectativas alheias. Contas de crediários. O horário da novela. Elogios. Curtidas. O pão de cada dia. Você precisa mesmo do quê? Você deseja mesmo o quê?

“O que escutamos sobre a dependência? ‘Não é saudável’. ‘Não é seguro’. ‘Não bom’. E o que é, então’? A independência de poder depender do que você bem entender é inalienável! E te livra do peso de ter que ser assim ou assado. Você decide, você escolhe.  Às vezes, parece que ter necessidades, por acaso, é até uma ofensa, uma desonra, uma vergonha que fere os princípios da República Independente! É mesmo ruim depender de algumas coisas? Como abrir o trinco e ver livros fora do lugar, tropeçar em brinquedos, tomar café com as mesmas pessoas e ver o por do sol no trânsito… Porque precisamos, sim, dar as mãos a quem gostamos, ouvir quem acreditamos e falar com quem andamos por um único motivo: Não é independência ou morte! É vida! “

As IRMÃS DE PALAVRA são assim. Uma mutualidade (in)dependente. E que seja livre. E que faça bem. E que tenha espaço. E que dê passagem. E que estenda a mão. E que acolha sempre o coração… E sim, dependemos muito uma da outra, e dependemos muito de você, nosso mais querido leitor!! E VIVA A DEPENDÊNCIA! OU A INDEPENDÊNCIA? Ah, sei lá… veja você!

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Texto de Dany Fran e Kelly Shimohiro.

Fotos: Wellington Silva Rosa (Tatinho) e Sofia K. F. Shimohiro.

Kelly Shimohiro

Kelly Shimohiro

"Tudo é um ponto. E o ponto é você!" Autora de "O Estranho Contato".