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Pra crescer e não esquecer

O problema não é, definitivamente, tornar-se um adulto. Mas crescer e esquecer, do essencial! De que quando somos cativados corremos risco de chorar! De que ainda que sua rosa desidrate, perca todas as suas pétalas, morra; ela continua única pra você! De que partir em busca de respostas pode ser o caminho mais curto para voltar ao que te é precioso!  De que o medo não é rastro de fracasso, mas um impulso pra sua conquista!

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Foi em uma sala de cinema, no meio da semana, depois de uma maratona de trabalho, textos, livro, balé e judô, que no rabicho da noite assistindo com meus filhos uma nova versão do clássico de Antoine de Saint Exupéry, O Pequeno Príncipe; que eu relembrei como o desconhecido ao coração pode ser um aliado poderoso. A garotinha perdida entre os planos da mãe workarolic para um futuro promissor conseguiu acordar sonhos fantásticos graças ao tempo ‘perdido’ brincando com um velho que ainda se lembrava do poder das histórias! E eu, ali, espectadora, consegui despertar ainda mais sentidos dos momentos em que o medo de perder tirou-me o chão. E foi ‘gastando’ tempo ouvindo meu coração que eu consegui seguir.

20150910_185433 (1)Há 4 anos meu filho Pedro, na época, com apenas 3 meses teve um suposto tumor nas axilas que ameaçou nossos sorrisos. Foi aí que eu comecei a história ‘Cartas para meu Pequeno Príncipe’ e ‘Cartas para minha rainha’. Foram as palavras o bálsamo que me manteve em pé. E assim as cartas continuam sendo escritas, narrando os melhores momentos que meus filhos vão relembrar, já crescidos!

Há 10 anos um caminhão na estrada parou por muito tempo meu coração ainda pulsando. Ele levou minha irmã mais velha. Novamente, as palavras! Acordando e renascendo os meus sentidos. Foi aí que eu escrevi meu primeiro romance.  

Eu não espero, quando crescidos meus filhos, que vocês se lembrem do essencial, como o Pequeno Príncipe grande da telona. Porque eu desejo que vocês nunca se esqueçam do que hoje não vemos, mas sentimos, com todo o nosso coração!!!

 

Depois do ‘FIM’, a história não acaba se ela nos ‘cativou’!

20150902_205441A ‘mãe’ pergunta, saindo da sala de cinema: Que parte vocês mais gostaram?

– Eu gostei mais quando o Pequeno Príncipe ficou brincando com a raposa. (Pedro – 4 ano)

– Eu adorei a parte que o Pequeno Príncipe grande se lembrou de tudo! Já pensou se isto não acontecesse, mãe?!  (Valentina – 7 anos)

E, você, já pensou?

Dany Fran

Dany Fran

Autora de "Dias Nublados", jornalista.