capa_youtube_irmas

Irmãs de Palavra batem papo com ‘Leituraecia’

A histórias são vivas e continuam a crescer pelo olhar do leitor. As Irmãs de Palavra respeitam isso e reconhecem a força de quem gosta e estimula a leitura. Por isso bate-papos com blogueiros literários são encontros que revigoram nossa vontade de ‘viver’ histórias. Essa semana foi a vez da LeituraeCia (http://www.leituraecia.com.br). Obrigada turma, adoramos!  Agora, você pode nos conhecer um pouco mais através da palavra os blogueiros Leituraecia.

1 – Como vocês se conheceram?
Dany Fran – Nossas histórias já nasceram cruzadas. Somos irmãs de sangue, e coração. Crescemos em meio aos livros. Lembramos de nossa mãe, professora aposentada, nos dando coleções. E hoje esses livros são relidos pelos nossos filhos.
​2 – Vocês podem falar um pouquinho sobre o projeto Irmãs de Palavra?
 
Kelly Shimohiro – O IRMÃS DE PALAVRA não é um projeto, é um jeito da gente se fazer, a Dany Fran e eu. É tão bom, porque exalta nossos códigos genéticos comuns, o amor à literatura (a arte das histórias) e o amor nosso, de irmãs. Vamos escrevendo juntas, experimentando novos sabores da escrita, conhecendo outros contextos, ampliando a nós mesmas e preenchendo nossos dias com paixão. Podendo dar ao mundo, talvez o que tenhamos de melhor, a nossa escrita. Isso é demais, né?!

3 – De onde surgiu a ideia do projeto? 

 

Dany Fran – Escrever ficção surgiu de formas diferentes para nós. Ouvi Ignácio de Loyola Brandão dizer que o real é uma das maiores fontes da ficção. No meu caso, definitivamente é. Com 17 anos escolhi ser contadora de histórias entrando na faculdade de jornalismo. Depois de 5 anos atuando na imprensa, e adorando narrar histórias através das notícias, a morte da minha irmã mais velha em um acidente mudou todo o meu olhar. E foi na ficção que reencontrei a paixão para seguir contando

histórias. Continuo na imprensa, sou editora. Mas também, agora, pulso meus dias nas aventuras da literatura. A Kelly, devoradora de bibliotecas, foi atraída pelo universo do outro. Psicóloga, atuou na área, sempre com histórias na cabeça e talento para traduzi-las em palavras. Atualmente, dedica-se integralmente à produção literária. Bom para todos nós, leitores!! Uau!! E quando terminamos nossos primeiros livros nos olhamos e falamos… – Poxa, precisamos soltar isso no mundo. E aí resolvemos montar um hot site pra fazer um barulho. Hoje www.irmasdepalavra.com.br é um baita canal, escancarado para diversas produções literárias, nossas e de tantos novos colegas que curtem histórias como a gente!

4 – Qual foi o primeiro livro que cada uma de vocês leu e fez com que começassem a gostar do universo literário?
 
Kelly Shimohiro – O primeiro livro que me lembro é A Pequena Vendedora de Fósforos. Tenho este livro ainda, peguei para responder estas perguntas. Engraçado que me lembro da sensação que tinha quando o lia. Me vem a cozinha da casa velha, a varanda a seguir, o sol e a rede que ficava perto. Acho que tinha uns 7 anos (estava na primeira série) e lia só as letras que conhecia. O b – a – ba da alfabetização. Talvez tenha demorado meses para ler a história inteira. Mas amei. Amei esse poder da imaginação. De construir mundos… De lá para cá, nunca consegui ficar longe disso.
Dany Fran – Caçula, antes de aprender a ler acompanhava minhas irmãs lendo e, claro, na memória tenho forte a lembrança de ‘ler’ mesmo antes de ser alfabetizada. A coleção baby, meu livro predileto, A hora do lanche, quantas vezes virei as páginas daquele livro acreditando ‘ler’, narrando a história do garotinho que tomava o banho, comia, e sonhava com uma garotinha brincando na praia. Cedo, a partir dos seis, sete anos, vieram os clássicos de Chapeuzinho Vermelho à João e Maria. Histórias que muito tempo depois renovei o repertório com versões dos Irmãos Grimm. Prova de como a leitura é viva, é movimento!
5 – O que vocês acham de blogueiros fanáticos por livros?
Dany Fran – Uau pra todos vocês, que amam as histórias e chacoalham o universo literário. Porque é isso que vocês fazem. Garimpando, sacudindo, mostrando e plugando autores, obras e produções literárias. Vamos juntos, parceiros!
Kelly Shimohiro – Os blogueiros são gente importante, porque estão propagando a literatura. Falando disso. Mostrando o prazer de ler. Chegando em muita gente. Discutindo histórias, autores, tendências literárias. Ouvindo leitores. Um espaço para cada um expressar à respeito. Acho isso além de fundamental, um serviço social.
 
6 – Quando começaram a escrever, já faziam planos de seguir carreira?
Kelly Shimohiro – Quando escrevi O Estranho Contato queria que ele chegasse às pessoas. Queria dividir a paixão que a história tem pra mim. Acho que isto é carreira de escritor, né? Espalhar no mundo, o mundo que carrega em si. Então, sim.
Dany Fran – Eu já contava histórias através das notícias quando comecei a perambular pela ficção, com Dias Nublados. Desde o início escrever essa história já tinha um curso… que não cabia apenas a mim!
7 – Além de escrever, quais as outras atividades de vocês?
Kelly Shimohiro – Viver!! Como profissão, escrever.
Dany Fran – Contar história, sempre. Pra despertar. A jornalista. A escritora. A mãe. Mulher. Viva. Todo dia!
8 – Musica de fundo é indispensável?
Kelly Shimohiro – Música é um jeito de focar só na história. E apagar as luzes de todo o resto.
Dany Fran – O som quase sempre vibra com ritmo das cenas. O fone fica rondando meu notebook. Mas, também curto o silêncio da madrugada. Do pulo no escuro.
 
9 – É notívago ou só cria à luz do dia?
Kelly Shimohiro – Pode ser em qualquer horário, desde que consiga deixar o mundo todo desfocado. Para mim não tem horário. Só o mergulho.
Dany Fran – o relógio não é regra. Só que ultimamente tenho conseguido escrever mais à noite.
10 – O que é mais difícil: a primeira ou a ultima frase? 
Kelly Shimohiro – Todas!! Rsss. A primeira é o fundamento. É a célula-mãe da história. Acho que é mais difícil. O final, meio acontece por si mesmo, a história se criando.
Dany Fran – Hum… isto de escrever é pulsante. Já tive mais dificuldade no ‘start’. Já tive história que pra fechar foi complicado. Então, deixo pulsar. E vivo, cada frase!
11 – Quem foi seu primeiro leitor? Vocês mesmas? gato/cachorro? Amigos? Família? Ou juntou todos em uma avant-premiere?
Kelly Shimohiro – O escritor é o primeiro leitor, como diz Stephen King. Se a história te impressiona, te causa paixão ou terror, ou tristeza, ou medo… já é um termômetro. Mas não só. Precisa ir para o mundo. Para o lugar dela. Minha irmã, Dany Fran, foi então a minha primeira leitora no mundo. Nem tinha pensado nisso antes, mais uma das IRMÃS DE PALAVRA. Boa.
Dany Fran – Muito bom é, de fato, pensar nisto. Porque minha irmã, Kelly, também foi minha primeira leitora de Dias Nublados. Já começava a história das Irmãs de Palavra mesmo antes de nos darmos conta. Uma troca. Partilha. Isto é fabuloso!

12 – De onde vieram seus personagens? São inspirados em pessoas reais?
Dany Fran – Meu primeiro romance é uma história inspirada em fatos reais. Essa trama tem personagens baseados em gente real. Mas o grande barato da ficção é que o ‘andar’ da história vai criando e dando vida a personagens fabulosamente fantásticos.
Kelly Shimohiro – As inspirações para personagens vem de todo lugar. De coisas que li, pessoas que conheci e talvez conviva ainda hoje, filmes, sonhos, gente que ouço falando na rua, pedaços de mim dispersos por aí.
13 – O que é mais chato na vida de um escritor?
Kelly Shimohiro – Talvez começar a batalha por leitores. Porque é isso que estou vivendo. Não sei se é chato, mas é difícil. É um teste de até onde você aguenta. Vamos lá!
Dany Fran – ah… vamos sim! Chato é quando a história borbulha na sua cabeça e você não pode ‘desplugar’ tudo ao seu redor para deixá-la queimar, escrevendo. Mas a vida não é justa, é movimento. Portanto, seguimos…
14 – O que é mais legal na vida de um escritor?
Dany Fran – reinventar. As histórias. Si próprio. E todos os seus sentidos que te conectam aos tantos universos. Seus e dos leitores!
Kelly Shimohiro – Criar mundos. Colocar a mente avante. Potencializar sua imaginação. Aprofundar-se em si mesmo. E quando alguém encontra a sua história e a constrói com você, quando a lê, e gosta disso, é demais!!
15 – Qual de seus personagens/obras é o favorito?
Dany Fran – Estou vidrada nas possibilidades abertas por Dias Nublados. Agora, personagens favoritos… deixo pro leitor, escolher o seu!
Kelly Shimohiro – Minha obra favorita é o livro que escrevi O ESTRANHO CONTATO. Quando escrever outros, não sei o que direi!! Rss – E personagem favorito. Tenho três filhos, o que eu diria? Amo a todos!!
16 – Curiosidades sobre os livros; 
Kelly Shimohiro – Estamos sempre em contato, mesmo que você não perceba!

17 – Vocês já tem algum novo trabalho em mente?
Kelly Shimohiro -Acho que a mente das IRMÃS DE PALAVRA é um caldo fervendo. Tanta coisa pra acontecer… A vida é mesmo um espanto. E precisamos contar histórias sobre isso, eu acho.
Dany Fran – Muitas palavras. Uma com a outra. Vividas e, claro, escritas. Vida longa para os enredos das Irmãs. De palavra! E… mais livros por aí! Aguardem!
Sinopses dos livros:
O Estranho Contato – A História de uma Paixão entre Mundos 

“Depois desse encontro, sua vida nunca mais será a mesma.
Agatha Guiller é uma garota de 19 anos entediada com a vida. Mas, com a chegada de um parente desconhecido e distante, vê tudo virar de cabela para baixo. Tudo fica ainda mais confuso, e até um pouco perigoso, quando ela passa a enfrentar a morte e a dor e começa a compreender os segredos que conectam todos os seres.
Para ela, nada importa mais do que Tom. Ela está apaixonada e fascinada pelo mundo dele. Em nome dessa paixão está disposta a qualquer coisa, mesmo que isso signifique abandonar todo o resto para sempre.” 

 
 Dias Nublados

“Saudades? Tampouco serve. Nem mesmo pra resumir. Mas quer saber? A vida não foi mesmo feita para ser um resumo.
Às 8h55, de uma segunda-feira de Carnaval, Izadora Morgan Luchetta viajava por uma rodovia estadual do Paraná. Artista plástica, seguia com a certeza de retornar a Florença, onde faria, em breve, uma exposição. Mas, naquela mesma hora, em outra estrada, um caminhão perde o freio no instante em que a irmã mais velha de Izadora e dois amigos passavam, indo para a praia. Eles nunca mais viram o mar. E Izadora não voltou para a Itália.
Um minuto e a vida que tinham deixa de existir. Izadora encontra um quarto vazio e uma casa às escuras. A cada dia, retomar a inspiração parece mais surreal. Até que Paolo bate à sua porta. E a paixão, quase secreta, vira tudo de cabeça para baixo, novamente.”
Se interessou pelos livros? Eles podem ser encontrados nas livrarias ou no sitewww.irmasdepalavra.com.br
No site também tem mais informações sobre as garotas e outros texto
Dany Fran

Dany Fran

Autora de "Dias Nublados", jornalista.