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Palavras amigas da FLIP

 

Alguns encontros são como vitaminas – potentes, revigorantes. Alimentos criativos. Despertadores.

As Irmãs de Palavra esbarraram em muita gente legal na Flip 2016.  Ana Cecília Porto Silva é um bom nome desses. Vive no mundo das palavras, como as Irmãs de Palavra. Publicou seus primeiros livros, como as Irmãs de Palavra. Estava ali, na Flip, vestindo-se de literatura, com as Irmãs de Palavra. Boa nossa conversa!

ana cecília - flipAna Cecília Porto Silva publicou, em 2014, ‘Nina a borboleta que tinha medo de voar’ e ‘O menino de dente mole’. Em 2015, publicou um livro de memórias ‘Lembranças de uma infância feliz’. Além de participações em antologias de poesias. Depois de Paraty, nos presenteou com algumas de suas poesias. Nosso próximo encontro, quem sabe, na Bienal de São Paulo. Onde Ana estará contando a história da Nina. E as Irmãs de palavra da Ágatha e da Izadora!

E pra você, leitor querido, um pouco da Ana. Porque somos feitos assim, um pouco de cada coisa, um pouco de cada pessoa. E se encontros são despertadores, palavras são como pó mágico, podem transformar tudo. Podem transformar VOCÊ!

“Sempre gostei de escrever, fazer redações na escola não era problema para mim. Mas nunca pensei em escrever um livro. Isto aconteceu recentemente quando mostrei uma história infantil que tinha no computador a um amigo e ele me perguntou porque eu não publicava. E eu disse: nem sei como fazer isto. Mas mostrei a uma professora de pós-graduação e ela me apresentou a uma aluna que havia publicado um romance e assim nasceu o meu infantil. Quando criança, meu pai contava muitas histórias que ele mesmo inventava e eu ficava encantada. Minha mãe é professora e comprou a coleção do Monteiro Lobato e assim comecei a me Interessar pelo mundo infantil, mas sempre lendo, nunca pensando em escrever”. (depoimento de Ana Cecília Porto Silva de como começou a escrever profissionalmente)

QUE CULPA EU TENHO

Que culpa eu tenho se sou emoção latente

Se sou sentimento que sai pelas mãos em versos

Se caminho no limiar das lágrimas por qualquer emoção que encontre

Se sou exagerada como se olhasse a vida por uma lupa

Se uma música me faz chorar

E uma frase toca meu coração

Se tenho afeto pelas almas que me cativam

Que culpa eu tenho se não sou como as pessoas que acordam, saem para trabalhar, voltam para casa e vão dormir sem notar o céu estrelado

Se só sei enfrentar a realidade com a alma sonhadora

E nem sempre sou compreendida

Fico à mercê da vida feita de dias corridos e noites silenciosas

Não ligo

Me aceito

Se acertar abro um sorriso

Se errar peço perdão

Fico feliz com meus acertos

Peso meus erros para aprender o que puder

E agradeço

Assim sou

Assim vou

Vivendo poesia

 

O FIM É O COMEÇO

Quando o fim é o começo

Quando o começo é o fim

Sigo a estrada das flores

Estão sorrindo para mim

Inspiro-me com o dia

Que começa de manhã

Aprendo também com a noite

Que prepara o amanhã

Venham dores! Venham flores!

Não importa o que há de vir

O que importa é o recomeço

Que virá depois do fim

Finalizo mais um dia

Que há bem pouco iniciei

E termino esta poesia

Que pelo fim comecei

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Dany Fran

Dany Fran

Autora de "Dias Nublados", jornalista.