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O fim da história

O FIM DA HISTÓRIA

O autor se entrega à história. Alimenta diariamente as personagens, com a emoção que é preciso para se ter uma vida. O autor viaja por distâncias imensas até alcançar um outro mundo, o mundo das histórias. Foge de tudo, bate a porta para o movimento do dia a dia e se mete em um universo paralelo, o universo das histórias. Então, o autor costura uma nova realidade – ponto a ponto – letra por letra – até que a história se assuma como um destino. E depois, ele se debruça vasculhando os cantos escuros da história, medindo o tom que a história pede, escolhendo o fio preciso que a história necessita. E revisa todas as linhas. Conversa com cada personagem. Descarta os floreios, as explicações, os acessórios abusivos que sujam a história. Se concentra na trama e busca a intensidade que cada sentença deve conter. E por fim, desdobra tudo, apaga, pincela, deleta, corrige. Acerta o sal, a música e a magia da história. Pronto: a história está viva. E então: “Ponto final, acabou a história”. 

O fim é uma daquelas pausas necessárias para a vida se renovar. E o autor renascer em outro enredo. E o leitor descobrir outras vozes. E cada um de nós encerrar capítulos, deixando para trás o que precisa morrer. Esse é o fim da história.

 

TALVEZ UMA BOBAGEM… MAS TAMBÉM SOMOS BOBAGENS, COMO UM MOSAICO DE ‘FINS’.

A ideia de que há outra forma de continuar, permite o começo de um fim. Se você pudesse acabar com alguma história, agora, qual seria? O fim de um ano em crise. O fim de uma mentira particular. O fim de uma amor acabado.Ou apenas o fim de um final (que já foi feliz?).Já pensou de quantos fins somos feitos? Talvez, por ora, você não mais amaldiçoe (tanto) o (seu) próximo FIM. Talvez o fim seja a chave que você precisava…

Texto de Dany Fran e Kelly Shimohiro

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Kelly Shimohiro

Kelly Shimohiro

"Tudo é um ponto. E o ponto é você!" Autora de "O Estranho Contato".