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Dê uma pausa – ‘MARAVILHOSA’ PAUSA

de uma pausa

‘MARAVILHOSA’ PAUSA

O mundo inteiro deu uma pausa pra ela.  MULHER MARAVILHA. E claro, nós também!

Dos quadrinhos para a telona, nascida da mitologia grega das Amazonas, ela agora impera nas salas de cinema do mundo todo (também nos posts pela internet afora). E vamos aos montes assisti-la e amá-la. Porque ela arrebata a ideia de uma mulher poderosa, instintiva,  guerreira, nascida para defender seu planeta e capaz de amar e deixar-se amar. Quem de nós não se vê nessa heroína?

Linda, porque a beleza atrai. Não um tipo de beleza fabricada, copiada, vendida e desfilada. Não. Uma beleza que começa nos olhos e entrega ali a força indistinta que carrega. Uma beleza que assume o corpo que possui e o utiliza da forma mais prazerosa, útil e corajosa que consegue. Uma beleza que espelha o mundo interior. Beleza que inspira outras mulheres a darem o melhor de si. Somos todas beleza que espanta o tédio e as convenções. Somos todas forças da natureza e viemos para sacudir nosso espaço, gerando mais graça, mais criatividade e mais vontade de viver.

Forte e corajosa,  porque bota fé no seu ideal. A Mulher Maravilha segue explorando seu destino, enfrentando difíceis decisões, sem perder a esperança de alcançar um mundo melhor. Ela quer ir à luta, mesmo que isto implique abandonar a segurança e as certezas do mundo que cresceu amando. Mesmo que isso signifique encontrar a incompreensão dos entes que cresceu amando.  Ela desafia a todos terem coragem de avançar na vida. Porque ela precisa lutar, ela precisa deixar que sua potência se espalhe pelo mundo. Ela não pode esconder seus talentos, sua magia, sua força, seu poder atrás do medo da morte, da derrota, do fracasso, do julgamento, do abandono e das perdas. Essa não é a decisão que toda mulher enfrenta? Que toda pessoa enfrenta? Esse não é o superpoder que cada mulher carrega pelo mundo afora? Destemidas, heroínas em suas lutas diárias, mudam o mundo, um pouquinho de cada vez.

Arrojada, ela balança as certezas do mundo. Porque não se dobra às convenções, introduz o novo à sua volta e desafia as pessoas a questionarem os velhos caminhos. Feminista, mostra a todos do que uma mulher é capaz. Essa é nossa luta. Diferentes, sim. Menos, nunca!

O que teria sido da Mulher Maravilha  se ela não tivesse saído do santuário mágico das Amazonas? Você já se fez essa pergunta? O que teria sido de você se não ousasse desafiar o mundo com seus sonhos? Que brilho seus olhos teriam? Que paixão suas palavras propagariam? Para uma vida extraordinária, o medo precisa ser encarado e vencido.

A Mulher Maravilha não hesita. Aliás, pra seguir esta inspiração, as amazonas da mitologia grega, ou as índias brasileiras icamiabas, provavelmente também não.  Lenda ou realidade, diz a história que ambas viviam isoladas, sem homens diariamente, lutavam com arco e flexo e iam fundo pra se tornarem grandes guerreiras. Até se mutilavam, retirando o seio para ficarem melhores arqueiras. Quem elas seriam se não lutassem tão destemidas? 

ESCOLHAS.

A história do mundo é recheada de mulheres que romperam a barreira do medo e arriscaram um mundo diferente para si mesmas. E depois, nos encheram de entusiasmo e vontade de fazermos a mesma coisa com nossas próprias vidas. Como Julia Child, famosa culinarista americana que depois dos 40 anos aprendeu a arte da culinária francesa e foi precursora dessa gastronomia nos Estados Unidos. Quem teria sido Julia se não fosse embora atrás do que lhe dava alegria? “Diante do silêncio bocejante. Fiquei decepcionada, mas não me deixei abater. Continuei a pesquisa. (…) Eles não compreendiam como eu poderia achar prazer em fazer todas aquelas compras, cozinhar e servir, tudo sozinha. Mas acontece que eu achava! E Paul me incentivou a não lhe dar ouvidos e a perseguir minha paixão”(Minha vida na França – Julia Child com Alex Purd´Homme).

Heroínas. Todas estamos em busca da nossa vez. A Mulher Maravilha fez isso com vigor em seu mundo mágico. Você também pode. Afinal, quem será você se não for atrás do que de fato vale a pena lutar? As coisas que a  fazem ‘dançar’ plena pelo mundo. Conjugue essa ideia! A Mulher Maravilha pode. Nós todas também.

texto: Irmãs de Palavra

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Dany Fran

Dany Fran

Autora de "Dias Nublados", jornalista.