bienal 1

Dê uma pausa – não em sua EXPECTATIVA

de uma pausa

não em sua EXPECTATIVA

Dê uma pausa e abra um espaço. Não no seu dia. Na sua mente.

Vamos falar de expectativas. E nem venha com papo-furado, as Irmãs de Palavra querem uma coisa a mais. De você, e delas mesmas.

Expectativa frustra. Nem sempre. Às vezes só te enche de energia, de desejo, de vontade de viver.

Fuja de todas expectativas. Vai sair correndo do mundo? E vai pra onde?

Supere expectativas. De quem? Pra quê? O que você quer com isso?

 

“- Parabéns, você foi além das ‘nossas’ expectativas. 

Oi? Enquadre as de vocês e exibam em suas paredes, quero ultrapassar as minhas!”

 

Deixe todas as suas expectativas de lado. E viva no mar cinza dos desanimados, dos sem-vontade, dos entendiados?

Expectativa só atrapalha. Mesmo? Expectativa do nascimento de um filho, atrapalha quem?

Esteja sempre à frente das expectativas se quiser conquistar algo. Isso é possível? Claro que não! Como você pode adivinhar todas as expectativas do mundo? E supri-las? Nem mesmo todos os deuses do Olympo!

Expectativa gera ansiedade. E ansiedade é ruim? “Estou tão ansiosa para o nosso encontro!”  Quer coisa melhor que isso?!

Expectativa é esperar e esperar nunca é bom. Que tolice sem tamanho! Esperar prepara cérebro, espírito e corpo para algum acontecimento. Não é só bom, é necessário para o seu desenvolvimento.

Expectativa faz você projetar algo tão perfeito, que nada poderá superá-lo. Só se você ficar brincando de manipulador onipotente do universo. Grude as solas dos seus pé no mundo e tenha expectativas elevadas e boas. Não fechadas, amarradas e cheias de ilusão. Mas abertas para o novo, para a surpresa, para o melhor do outro, para seu talento mais genuíno.

E convenhamos, vamos parar de repetir as bobagens que falamos uns para os outros. Expectativa é ruim. Você tem que superar todas as expectativas! Você não tem nada, a não ser que seja importante pra você! Então escolha, consciente, prazerosamente, as expectativas que quer suprir. E faça disso um trampolim. Não um buraco fundo. ‘Nunca’ um buraco fundo.

Para não cair em uma bobagem atrás da outra.
De que tudo vira cópia. 
Onde você olha e amarra sua expectativa. Porque, e se soltar?  
Já se esqueceu de como foi descoberta a penicilina? Erros podem dar certo!
Quando degustar uma deliciosa bolachinha do tipo madeleine, a memória afetiva é sua.  Que diabos há em alimentar suas expectativas?
“A verdadeira viagem da ‘descoberta’ consiste não em buscar novas paisagens, mas em ter olhos novos”
(Marcel Proust)  
Texto: Irmãs de Palavra
expectativaexpectativa 2
Dany Fran

Dany Fran

Autora de "Dias Nublados", jornalista.