harry potter e as irmãs de palavra

Dê uma pausa, afinal por que precisamos de fantasia?

de uma pausaAfinal, por que precisamos de fantasia?

“Estou sonhando ou isso tudo é verdade?” – pergunta Harry Potter.

“Se está na sua cabeça, por que não seria real?!”

Neste diálogo entre Harry e Dumbledore, em Relíquias da Morte – parte 2, J. K. Rolling abre um caminho para destinos mais ‘fabulosos’. Mas que destinos seriam esses? Bem, por falar neles, Amelie Poulain já tentou nos dizer, com silêncio e pequenos gestos, sobre os prazeres fantásticos da imaginação no seu cotidiano. Ah… e em se tratando de imaginar, visionários também já nos deram pistas dos riscos de sonhar. O que dizer de uma nova diversão que começou tudo com um rato e mudou o entretenimento do mundo inteiro? Goste ou não, queira ou não, desde a criação de Mickey Mouse (1928), o ilustrador – editor e empresário Walt Disney transformou a animação infantil e aguçou a magia dos já bem crescidinhos, inspirando rotinas mais divertidas. Não apenas com o frenesi dos parques da Disney Word, mas também com o encantamento da magia que seu próprio riso pode provocar. E espalhar.

Sim, as experiências movem nossa história. E as Irmãs de Palavra deram uma pausa pela terra da fantasia. Pode ser fácil ficar contente quando se perambula pelo colorido ‘perfeito’ da Disney. Para quem é fã de Harry Potter, como nós duas, é uma delícia curtir os simuladores dos parques da Universal, inspirados no universo dos bruxos criados por J. K. Rowlling (que mente criativa tem essa autora!). Ver o show de fogos e luzes no famoso castelo da Cinderela é meio mágico, sim. Porque o que fica não apenas na sua cabeça, mas em seu coração, é capaz de tornar os seus passos mais fantásticos.

E fantasia faz isso. Sua mente cria um mundo que existe apenas na sua imaginação. E a fantasia vira criatividade quando você inventa algo transformador da realidade. Um abridor de latas. O estudo das partículas quânticas. Uma receita “fantastic”. O computador. Espaçonaves. A história de um romance. Prateleiras eficientes. O elevador. Uma semente resistente a doenças. Pontes. O colorido diário. Precisa fantasiar para transpor a realidade conhecida. Precisa fantasiar para extrapolar!

É claro que existe o lado sombrio da fantasia. Pense em Bentinho, famoso personagem de Machado de Assis do clássico Dom Casmurro (1900). Até hoje ninguém sabe se Capitu traiu ou não traiu. Talvez fosse só uma fantasia dele. Que destruiu o amor, destruiu a felicidade e acabou com um mundo de possibilidades.

Fantasia é útil, please! Mas pode ser o veneno amargo que sua mente injeta no mundo ao seu redor. Paranoia, obsessão, psicoses, pânico, medos, prostração, neuroses, complexos, dramas cotidianos infundados, projeções, delírios e perda de tempo imaginando o que o outro vai achar, o que o outro está fazendo.

Basta imaginar e sua mente começa a criar. As Irmãs de Palavra escrevem. É – principalmente – o que nós fazemos com nossa fantasia. E você, faz o quê?

  • texto Irmãs de Palavra

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Dany Fran

Dany Fran

Autora de "Dias Nublados", jornalista.