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DÊ UMA PAUSA – Precisamos de Paz e Tolerância, acima de qualquer coisa.

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Precisamos de paz e tolerância, acima de qualquer coisa.

Domingo, 11 de julho de 1943 : “Querida Kitty, deixe-me dizer que estou fazendo ao máximo para ser útil, amável e gentil, e para fazer todo o possível na tentativa de transformar a chuva de censuras numa simples garoa. Não é fácil tentar se comportar como um modelo de criança com pessoas que a gente não suporta.”

Terça-feira, 8 de fevereiro de 1944 : “Não posso contar como me sinto. Num minuto desejo paz e silêncio, e no outro quero um pouco de diversão. Nós nos esquecemos de como se ri – falo de rir tanto a ponto de não conseguir parar. Hoje de manhã dei risinhos, você sabe, do tipo que dávamos na escola.”

Sábado, 25 de março : ” ‘Um dia vazio, mesmo claro e puro. Como qualquer noite, é escuro’. (escrevi isso há algumas semanas, e não acho que seja mais verdade, mas incluí porque meus poemas são poucos e espaçados)”

Terça-feira, 13 de junho de 1944 : “Será que me tornei tão encantada pela natureza porque estou trancada há tanto tempo? (…) uma das muitas perguntas que me incomodam é porque as mulheres eram vistas, e ainda são, como inferiores aos homens. (…) Acredito que, no correr, do próximo século, a ideia de que é dever da mulher ter filhos mudará e abrirá caminho para o respeito e a admiração a todas as mulheres, que carregam seus fardos sem reclamar e sem um monte de palavras pomposas!”

(trechos do Diário de Anne Frank)

Por trás da história, há sempre outra história. Em qualquer tempo, a tolerância existe porque resiste. Poder conversar, falar e ouvir, expressar o que pensa, mostrar o que sente é um ato político. Uma necessidade primária. A grande necessidade. Aquela que sustenta todas as outras. Universal e atemporal. A necessidade de ser LIVRE.

Como muitas adolescentes, Anne Frank (que era alemã e judia) descobriu cedo como sofre quem não tem essa necessidade atendida. Quem é impedido, por sua nacionalidade, religião, descendência, cor ou gênero; de exercer o mais humano de todos os direitos: viver em liberdade na sociedade. Anne, por causa da perseguição nazista, teve que se esconder com sua família e outras pessoas, em um cômodo secreto de um edifício comercial no centro de Amsterdã. Aos 13 anos começou a escrever em seu diário. Foi com ele, ou melhor, com sua amiga imaginária, Kitty (para quem ela contava tudo o que ocupava o seu coração) que encontrou um instrumento de liberdade para vivenciar suas histórias: a escrita. Nas primeiras páginas, ocupações de escola, coisas sobre amigos. Mas isso em meses mudou. Tempos de guerra. O diário ganhou relatos de sobrevivência de quem resistiu o silêncio e a opressão no Anexo Secreto.

O final da história desta talentosa garota, o mundo todo conhece. Morreu de tifo em um campo de concentração, poucos dias antes de ser decretado o fim da Segunda Guerra Mundial. Alguns anos depois, seu pai, Otto Frank (o único sobrevivente da família) editou e publicou o diário da filha: O diário de Anne Frank. Livro que já vendeu mais de 30 milhões de cópias.

É triste. É muito triste. Perseguições de todo tipo. Diferenças pela cor, pelo sexo. A crença absurda e medíocre de que uns sejam melhores que outros. Anne Frank é uma figura imortalizada por deixar ao mundo uma grande mensagem: Precisamos de Paz e Tolerância, acima de qualquer coisa.

O edifício onde a família Frank e outros judeus viveram escondidos é um museu, o museu Anne Frank. As Irmãs de Palavra estiveram recentemente lá. Milhares de pessoas, vindas dos mais diferentes países, visitam o local e se compadecem com a história dessa garotinha. Que toda essa empatia nos sirva não só para lamentações, mas – principalmente – para sermos no mundo a mensagem viva de Anne Frank: PRECISAMOS DE PAZ E TOLERÂNCIA, ACIMA DE QUALQUER COISA. O resto é história (e nós adoramos!).

texto Irmãs de Palavra

museu anne frank

 

 

 

 

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Dê uma pausa, é Paris, Shakespeare, livraria, tudo junto!

 

de-uma-pausa-300x153é Paris, Shakespeare, livraria, tudo junto!

 

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Não, não estamos na Inglaterra.

“Há mais perigo em seus olhos do que em vinte espadas”. (William Shakespeare)

O que você vê é um canto épico (para os amantes literários), em homenagem ao poeta, ator e dramaturgo inglês. Essa é uma livraria famosa em Paris, fica numa ruazinha charmosa, bem pertinho da Notre Dame – a “Shakespeare and Company”. As Irmãs de Palavra não podiam deixar de ir! Cheia de livros e de gente envenenada por um amor que não mata. Cria histórias! Logo de cara, quando você ultrapassa o verde da porta, um colorido pastel de obras por todas as paredes, que sobem e descem num frenesi sem fim – de livros (livros e mais livros e mais livros). A poltrona larga de veludo é um convite para você chegar. Mas aí, ao lado, uma pequena e apertada escadaria de madeira te invoca à subir e encontrar ainda mais livros e, por fim, a réplica do quarto de Shakespeare, com sua cama e todo um cenário fascinante. Foi nesta ‘livraria mágica de Paris’ que as Irmãs de Palavra deixaram mais do que marcas (para falar a verdade, deixamos nossos marcadores!), esquecemos o cansaço de um dia todo ziguezagueando pela ‘cidade luz’ e seguimos com olhar revigorado.

Feito o romance “A livraria mágica de Paris” (Nina Georgi, 2013 – publicado no Brasil pela editora Record em 2016), a “Shakespeare and Company”, quer revelar ao mundo uma verdade universal: o poder dos livros. Mais precisamente, o poder das histórias. Na obra em questão, que lemos no clube do livro AMIGOS DE PALAVRA de Maringá, um livreiro amalucado, navega num barco-livraria pelo rio Sena até desembocar no mar, oferecendo histórias como se prescreve remédios, afim de curar as pessoas. Isto é, dependendo de qual mal você sofre, terá que ler um determinado livro para se livrar da doença (mal de amor, um belo e esperançoso romance, por exemplo). Essa é uma metáfora preciosa – e talvez a grande responsável pelo sucesso do livro – histórias têm poder de cura. Curam o tédio, a ignorância, a prepotência, a falta de criatividade e de ânimo. Depois de uma leitura incrível, você pode até ficar mais corajoso, mais amoroso, mais romântico. Pode inclusive se tornar um amante mais vigoroso. Lendo um livro cheio de aventuras, você quer sair por aí e conhecer novos mundos. Quer desafios. Ou pode ter vontade de aprender uma outra língua, fazer um curso, comprar uma moto ou uma casa na Toscana – que maravilha! É assim que os livros curam, as histórias pulam das páginas e tomam sua cabeça, fazendo um reboliço barulhento. Aí, quando você volta para o seu dia a dia, ah, já não é mais o mesmo! Quer mais beijos, mais conversas regadas a vinhos e risadas, quer andar a cavalo, esquiar, quer um salário melhor, quer justiça, quer dar sua opinião. Quer dar vazão. Porque no fundo, todo mundo é um personagem inesquecível. E os livros vão sempre te lembrar disso. O resto é história (e nós adoramos!).

Texto das Irmãs de Palavra

“– Os livros podem fazer muitas coisas, mas não tudo. Às coisas mais importantes a gente deve viver”. (Nina Geoefi). 


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DÊ UMA PAUSA, mande tudo à merda e vá para Paris

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mande tudo à merda e vá para Paris!

Sim, é isso mesmo que você acabou de ler, tudo à merda. As restrições de uma vida adulta correta, direita e limpinha – à merda. Traumas infantis, desajustes, rejeições, tapeações – à merda. Papéis sociais impostos goela abaixo por tantos séculos – à merda. Obediência cega, julgamentos alheios – à merda. Desejo por agradar sempre, ser aceito, admirado, ter certeza, dar a última palavra – à merda. Todos os ‘deverias’ (os que você direciona a si mesmo e às outras pessoas) – à merda. Porque nada disso cria uma história pessoal emocionante. E é só essa a nossa tarefa: que a nossa história desperte e ilumine a nós mesmos e ao mundo ao nosso redor. Inspire vidas!

E pra começo de conversa, sua história tem que ter estrutura, vocabulário, argumentação, caracterização, enredo, tudo diferente do que já foi feito (não temos mais paciência para plágios) – você pode mandar tudo à merda e inventar sua própria assinatura – coragem! Quem sabe uma vida com estilo francês (menos jornada de trabalho, mais atenção à saúde e aos prazeres, mais leitura e muitas caminhadas) te inspire! Dizemos ‘inspire’ porque, na real, a jornada do herói (sua jornada) tem mesmo que seguir os seus desafios e não os dos personagens de ‘outros livros’ – à merda com a necessidade de fazer tudo igual, seguir o velho caminho. A (sua) vida merece um desfecho surpreendente. Só que pra isso, mon cher, não tem jeito; você precisa enfrentar seus medos e todas as ânsias que lhe colocaram num prato à mesa e você, bobinha, engoliu, porque se deixou ser levada a essa vidinha que está, agora, querendo mandar à merda. Que bom! E o final dessa história, bem, não se preocupe, o final é o último dos capítulos (e geralmente ele se resolve sozinho).

Preocupar-se menos com o que se espera da nossa história e deixar-se em paz com o presente é um desafio. Desafio que o filósofo francês e especialista em meditação, Fabrice Midal, nos faz com o seu livro ‘A arte francesa de mandar tudo à merda – chega de bobagens e viva a sua vida’ (Planeta, 2018). Sabe… Você está exatamente aonde se colocou. Então se pergunte: Você está vivendo uma grande aventura, agora? O que te faz perder tempo (de verdade)? Qual é o seu tempo? Por que se autocriticar, compreender tudo o tempo todo? Qual a sua maneira de abraçar a vida, de ser no mundo? Midal, com suas reflexões, em um texto leve capaz de rasgar risos e franzir sua testa, nos puxa para o grande salto que é viver mais amistoso conosco mesmo. Até a medicação ele descomplica. Frouxos do controle sufocante, do saber absoluto. E enlaçados a intuição e a criatividade. Para, então, deixar-nos em paz!

Se deixe em paz e vá para Paris, peça um vinho rose da Provence, uma bela salada com froisgras e admire o movimento parisiense através de uma cadeira de um bistrô na Boulevard Saint German, porque as garotas de Palavra são rivegouche girls. Se coloque na faixa da abundância, se coloque aonde quer estar e diga adeus aquele velho ‘eu’ e se reconstrua. É… Vá mesmo para Paris! Não deve ter melhor lugar no mundo do que a cidade Luz pra se reinventar. Já reparou que pensadores, artistas, músicos, escritores e a própria moda, todos tomam fôlego quando passam por essa cidade? Pura provocação. Total à merda com o mundo retrógrado.

Vá à merda toda essa cafonice de determinismo genético, ancestral e de gênero. Vá, seja feliz, ouvimos dizer que Paris é uma Festa! Aqui também pode ser. Afinal, escrever a sua própria história e querer que seja um sucesso, bem, precisa de muita ousadia e sonhos próprios aqui ou lá (em Paris). O resto é história (e nós adoramos!)

Direto de Paris, bem aqui, Irmãs de Palavra e Amiga de Palavra … (texto a seis mãos só pra VOCÊ).

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Dê uma pausa, você pode criar mundos.

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Você pode criar mundos.

Tenho tanta alma quanto você!“, escreveu, séculos atrás, Charlotte Brontë. Lembrar de nossa humanidade (e fazê-la aparecer ainda mais) é uma das coisas que os livros fazem por nós. A Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batata (filme de 2018) apaixona o espectador  quando mostra o poder dos livros. E você só pode ter um livro em mãos, se antes o autor fizer o trabalho dele. Então é sobre eles que vamos falar, os escritores. Conversas entre Escritores – as entrevistas da Believer ( Edição Vendela Vida, Arte&Letra, 2009) é uma obra que partilha histórias de quem nos oferece histórias. As Irmãs de Palavra compraram este livro no metrô de São Paulo, pelo preço exorbitante de R$2,00 (sim, acredite! bastou enfiar o dinheiro na máquina). Íamos nos encontrar justamente com um escritor, que editou nossos primeiros romances. Coincidências à parte, este livro nos fez parar tudo por um tempo. Como, cada autor, cria sua história? Às vezes, nos esquecemos do trabalho duro e árduo que é escrever. Enloquente e solitário. O escritor não é um médico, metido em plantões e que salva vidas. Ele não é um professor,  que ensina todos os que, um dia, serão os profissionais espalhando-se pelo mundo. Ele não é um político, chefe de estado, presidente, nem um monarca. Ele não é um padeiro, um executivo, um maquiador, um pastor, um produtor rural, um blogueiro, um jogador de futebol, um cientista, um entregador de pizza ou um dentista. Ele não é nada disso. Ele é apenas um contador de histórias. Que, humildemente, favorece a imaginação de seus leitores. E, talvez, nada no mundo seja tão ousado e transformador quanto uma pessoa criativa. Os livros podem fazer isso por você.  Sim, você tem o poder de criar mundos, se quiser. O resto é história (e nós adoramos!).

“O romance é realmente um dos poucos lugares no mundo onde dois estranhos podem se encontrar em uma intimidade absoluta”. (Paul Auster) “Para mim escrever é como respirar”. (Haruki Murakami)  O estilo de um escritor, se essa é a palavra – tom, assinatura, o que seja – é o motivo para lê-l0“. (Tom Stoppard) Se eu puder causar no leitor o mesmo sentimento que esse escritor causou em mim, então serei bem-sucedido. E essa é, provavelmente, a maior influência“. (Ian Mcewan) “Uma das coisas que sempre tentamos fazer na condição de escritores: ajudar as pessoas a entender a humanidade dos outros, a importância de outras vidas. Não acho que temos responsabilidades especiais como escritores. Tudo o que você pode fazer é tentar humanizar as imaginações das pessoas. Eu não conheço  nenhuma forma melhor de fazer isso, a não ser continuar a escrever.” (Tobias Wolff)

texto Irmãs de Palavras

irmãs de palavra - escritores

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devaneio

Dê uma pausa, as Irmãs de Palavra viram uma bruxa!

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As Irmãs de Palavra viram uma bruxa!

 

Que bruxas existem, todos nós estamos cansados de saber. Queimávamos elas vivas ou as enforcávamos, por isso, agora elas andam disfarçadas. Essas mulheres estranhas, inusitadas, que botam medo porque sabem de coisas que a maioria das pessoas nunca ouviu falar, têm atitudes que quase todo mundo nunca teria a coragem. Você já viu uma de verdade? Assim, ao vivo, bem de pertinho? Já conversou com alguma? As Irmãs de Palavra, sim! E foi este fim de semana na FLIP (Festa Literária Internacional de Paraty, que aconteceu de 25 à 29 de julho). Estamos falando da escritora russa Liudmila Petruchévskaia. De vestido preto esvoaçante e chapéu glamoroso (preto também), Liudmila hipnotizou uma plateia embasbacada pelo seu vigor contagiante. Um assombro de mulher! Não apenas pelo vigor de, aos 80 anos, cruzar o mundo chacoalhando a literatura, ou aos 69  descobrir em si novos talentos, começando a cantar em francês e alemão. Nem somente por botar fé na escuta atenta e na mente coletiva para, a partir daí, contar suas histórias. “Eu só escuto, as histórias já existem”, diz ela. Tampouco por sua fala divertida e ao mesmo tempo seca e direta, revelando uma alma audaciosa e cheia de vida. Liudmila, que um dia foi uma criança solta e selvagem que sofreu com o regime socialista da União Soviética, não se apoia em dramas para comover o leitor. Não faz da dor seu amuleto. Não se importa em responder aos padrões. Não se vangloria de qualquer tipo de estrelismo. “Meu sucesso? Não tem nada a ver comigo”. Por isso mesmo, é uma presença literária fenomenal e cativante. Invade a mente do leitor com magia e mistério. Quebra paradigmas e falsos conceitos do pragmatismo esnobe literário. Ela inspira que você tire suas próprias máscaras e se jogue na vida. Essa foi nossa experiência na Flip com Liudmila. Um contato de outro mundo, com certeza que sim. Mas tudo começou antes, em maio deste ano no Clube de Palavra AMIGOS DE PALAVRA de Londrina, quando lemos seu livro “Era uma vez uma mulher que tentou matar o bebê da vizinha”. O único título da autora traduzido no Brasil, pela Companhia das Letras, 2018 – originalmente publicado em 2013. É um livro de contos que mesclam o terror, o cômico, o sombrio e o grotesco. Que nosso grupo leu por acaso, por indicação da mãe de uma de nossas amigas de palavra, Marina Elisa Castro (fofa e selvagem como só ela consegue ser). Nosso grupo se espantou com o título e depois, se entusiasmou com a leitura. Parecia que estávamos numa roda antiga, escutando velhas história assombradas. Está aí o poder de uma boa história: encantar para tocar. A magia de Liudmila está nos elementos místicos e alegóricos de sua escrita, também no subconsciente dark que se revela a cada linha. Encontramos ressonância na escuridão que nos rodeia. Autora antes censurada, hoje premida, mais conhecida ainda por suas peças de teatro. Nós, Irmãs de Palavra, junto com uma turma do Clube do Livro AMIGOS DE PALAVRA de Maringá, assistimos Liudmila, que de pé respondeu às perguntas e depois cantou. A vontade que nos deu foi de descobrir  que tipo de magia nós escondemos dentro da gente. Toda a gente. Vai que somos todas bruxas (e bruxos). O resto é história (e nós adoramos!).

texto das Irmãs de Palavra

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neil gaiman

DÊ UMA PAUSA PARA OS ERROS FANTÁSTICOS, COMETA OS SEUS!


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para os erros fantásticos. Cometa os seus!

“Faça boa arte. Tudo bem, você não tem ideia do que é. Vá e faça. (…) Eu aprendi a escrever, escrevendo”. (Neil Gaiman)

E, de repente, quem nunca se formou no nível superior, estava discursando para graduandos de uma universidade de arte. Surreal? Não, só um fato controverso (ou dialético, como dizia Hegel). É que em 2012, o autor de histórias fantásticas, Neil Gaiman, fez um discurso empolgado na University of the Arts, na Filadélfia. Tema: carreira. Ou melhor, como ser brilhante na profissão que você mesmo escolheu. Afinal, centenas de recém-formados estavam prestes a se jogarem no mercado de trabalho. E aí? E agora? Pra onde ir, meu Deus? Você também se sente assim? Nem que seja uma vez ou outra, mesmo que não seja recém-formado? O discurso virou livro: “Erros Fantásticos – o discurso: ‘Faça boa arte’!” (Ed. Intrínseca, 2013, Neil Gaiman e imagens de Chip Kidd). Nas poucas páginas escritas, você pode se inspirar para dar conta de uma missão, digamos que importante da sua vida: dar certo! Mas o que é isso pra você? Bem, para as Irmãs de Palavra tem muito a ver com as ideias deste pequeno, e aparentemente inofensivo, livro de Neil Gaiman. Ele, escritor de destaque no mundo da literatura fantástica, nunca fez planos de carreira, mas ‘imaginou’ uma montanha, lugar onde gostaria de chegar como escritor. E fez de tudo para estar cada vez mais próximo ‘desta montanha’. Fugiu da academia, não aceitou propostas ‘respeitáveis’ de emprego, aguentou derrotas, períodos de desilusão e, quem sabe, até desespero. Não se acomodou, nem se acovardou. Não tentou copiar os passos de ninguém. E se levou a sério, respeitou o seu prazer e seu grande sonho. Não se desviou. Mas teve seus erros. Seus fracassos. Olhou com atenção para todos eles. E não somente para render$, batalhou por escrever cada vez melhor, todos os dias. Ouviu isso? Todos os dias, incansavelmente. Então, pôde contar com a ‘sorte’… Tanto que “Coraline” era para ser “Caroline”. Gaiman escreveu errado e veja só no que deu esse erro vocálico! Erro?

Talvez sua vida não seja meteórica como do autor. Talvez seja, vai saber! De qualquer forma, este discurso é, como diz na contracapa do livro, para todos que estão olhando ao redor… E pensando! Porque ele tem o poder mágico de despertar o dragão adormecido que se esconde dentro de cada pessoa. E depois que ele desperta, você não pode mais contê-lo, porque dragões adormecidos só têm um desejo: vida intensa! E batalham por isso com fúria. O resto é história (e nós adoramos!).

“Nos dias ruins, faça boa arte. Nos dias bons, faça boa arte. Nos dias de medo e de frio e de desespero e dor, em todos os dias pavorosos, faça boa arte. E entenda boa arte como se jogar no mundo e ser exatamente VOCÊ. Escreva seus próprios discursos. Será sempre uma boa história.” (Irmãs de Palavra)

Texto das Irmãs de Palavra

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