DÊ UMA PAUSA, É HORA DO LIVRO. Hoje vamos falar da Malala.

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É hora do livro! Hoje vamos falar da Malala

“Há muitos e muitos anos, a Inglaterra lutava com o Afeganistão. Os britânicos tinham mais armas e estavam levando vantagem, por isso os afegãos perderam a esperança e resolveram fugir do campo de batalha. Foi quando uma menina subiu a montanha e usou a sua voz: o que vale mais,  um dia cheio de coragem como um leão ou cem anos de escravidão? – Essa audaciosa jovem se chamava Malala. Nome que os afegãos nunca mais esqueceram porque ela liderou o exército que venceu a guerra. Mas morreu baleada conduzindo o exército vitorioso.”

Lenda ou realidade. A Malala que você, e o mundo inteiro conhece, cresceu ouvindo essa pequena história de seu pai. Que também a encorajou a ler. E a nunca abandonar os livros. Ainda que a leitura lhe colocasse em campos de batalha. Aos 15 anos, a Malala que você e nós – Irmãs de Palavra – conhecemos, levou um tiro na cabeça porque escolheu lutar pelo direito dela (e de todas as meninas) de abrir livros. Enfrentou um sistema doutrinador do ódio, opressor, cego, ditador e violento. Não se calou. O livro que escreveu, relatando sua história, encoraja muito gente. O livro da jornalista Viviana Mazza: “Malala – a menina mais corajosa do mundo”, comove, porque revela não apenas os sonhos, mas também os medos da menina mais corajosa do mundo. Coragem talvez seja a palavra mais bonita que exista, a palavra mais bonita para definir uma vida. No fundo, todos nós sabemos a resposta para a pergunta: “O que vale mais, um dia cheio de coragem como um leão ou cem anos de escravidão?”. O resto é história (e a gente adora!).
MALALA

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DÊ UMA PAUSA. É claro que você não é obrigado, mas…

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É claro que você não é obrigado, mas…

Não somos obrigadas, mas as Irmãs de Palavra aceitaram o convite de Clarissa Pinkola Estés,  em seu livro “Mulheres que correm com os lobos” (Rocco, 1992) e, a partir de mitos, contos de fadas e lendas, visitamos os terrenos profundos dos arquétipos femininos. E isso nos abriu janelas, olhamos e era tanta imensidão! Não notamos, mas não era o mundo que víamos, era a nós mesmas.

Não somos obrigadas, mas as Irmãs de Palavra desejaram conhecer mais, ouvir mais a respeito do papel do feminino na vida da mulher, na vida dos homens, na vida do mundo. Nós queremos exercer a nossa presença autêntica, cheias de vigor.

Não somos obrigadas, mas as Irmãs de Palavra gostam de quem corre livremente, de quem sapateia no escuro, de quem junta ossos no deserto do passado, de quem perambula pelo mundo, de quem dá atenção às velhas e suas histórias malucas, de quem canta para amenizar a dor e permitir a vida-morte-vida. Nós queremos mais alma e menos ego no comando dos dias.

Não somos obrigadas, mas as Irmãs de Palavra não aceitam a vida assim: amordaçadas, contidas, educadinhas, domesticadas. Nós gostamos de uma boa dose de diversão e, talvez, até de um bom palavrão.

Não somos obrigadas, mas as Irmãs de Palavra correram com os lobos. E como os lobos, nós sabemos que nós – mulheres – somos fortes, gregárias, parceiras, curiosas, intuitivas, devotas, perceptivas, vorazes, corajosas, criativas, determinadas, brincalhonas, capazes. Nós não temos medo do trabalho duro, de recomeçar mil vezes, de andar sob o sol e com sede até alcançar a verdadeira fonte da nossa vida. Nessa fonte, toda mulher pode descansar, curar-se, remendar-se, abandonar velhas crenças que lhe rouba a vitalidade e confunde os instintos.

Não somos obrigadas, mas as Irmãs de Palavra sabem que toda mulher não pode andar de cabeça abaixada, curvada, diminuída, envergonhada, agredida. Clarissa fala da mulher selvagem, o espírito de mais de dois bilhões de anos, que habita dentro de nós. As Irmãs de Palavra chamam isso de natureza da mulher: olhos aguçados, mente afiada, coração aceso e pés fortes. Se você parar para ouvi-los, vai saber para aonde ir. E vai ter a audácia de ser exatamente quem você é. Nesse instante, você muda o mundo. O resto é história (e a gente adora!).

mulheres lobos

 

 

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Dê uma pausa – e fale agora ou cale-se para sempre

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e fale agora ou cale-se para sempre

Não precisa ser a morte para separar. Nem o casamento para unir. Não importa a saúde ou a doença, a riqueza ou a pobreza. Os laços vão sempre mudar. Afrouxar, apertar, desfazer-se. E não tem instituição capaz de protocolar o contrário. Não há leis que sacramentem a escolha e o desejo humano, por mais que tentem. Tayari Jones, autora de Atlanta (EUA), nos conduz a este pensamento com uma escrita desafiadora em  ‘Um Casamento Americano’ (TAG, janeiro de 2019). O livro ainda não foi publicado no Brasil, mas as Irmãs de Palavra (graças a Tag Inéditos) já confirmaram essa união. Quando você se dá conta, embarcou numa história de amor, traição, preconceito, promessas desfeitas, injustiça e, talvez, esperança. Esperança num sistema prisional mais justo (sim, esse cenário não é ruim só no Brasil. Pra começar, o índice de negros inocentes encarcerados nos EUA é alarmante. Pra continuar, os negros são pelo menos 40% dos presos, enquanto representam apenas 13% da população norte-americana, segundo dados da Prison Policy Iniciative). Esperança num casamente mais livre, onde o amor sele o compromisso, e não o medo ou a obrigação social. Esperança em mundos mais pacíficos, sem administrações públicas de ódio. Esperança em histórias de oportunidades, onde impere a convivência entre as diferenças; e não a intolerância, o fanatismo e a violência. De muitas formas distintas, ‘Um Casamento Americano’, leva você a uma experiência: a do julgamento. Somos julgados, mal-julgados, sentenciados a punições que não merecemos. Recebemos rótulos que podem nos marcar para sempre. Julgamos, baseados em falsos testemunhos, em suposições, em opiniões alheias, em teorias superficiais, em preconceitos e estereótipos culturais. Temos que parar! Nosso ponto de vista não é uma lei sagrada. Você não é o único dono da verdade. Sua cor não é a mais bonita, seu gênero não é superior, sua educação não lhe dá o aval para humilhar ou machucar aqueles que não tiveram a mesma oportunidade que você, ou quem quer que seja. Seus valores, sua opção sexual e sua religião não governam o resto da humanidade. Nós precisamos parar? Sim ou não? Fale agora ou cale-se para sempre. O resto é história (e nós adoramos!).

um casamento americano

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Dê uma pausa, e se você não existisse?

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e se você não existisse?

‘É essa a minha história?’ – é uma pergunta que você não precisa esperar quarentar para se fazer (porque quando os quarenta chegar vai ser fatal, você vai, sim, perguntar se quer mesmo o caminho que escolheu até ali). Não, não é a história que eu quero (pode ser a sua resposta). E você continua: quero tudo diferente, preciso dar uma guinada, nada parece funcionar, estou sem saída. Gustavo, aos 12 anos, sentia-se exatamente assim, e pensou:  ‘E se eu não existisse?’ Parecia a solução perfeita. Nada mais de problemas. Fim. E o que aconteceu? Mayara Vellardi, jornalista – pós graduada em língua portuguesa, chefe de cozinha e amiga das Irmãs de Palavra conta a história de Gustavo em seu primeiro livro publicado. Um romance adolescente que traz à tona essa angústia humana, que não tem idade: o fim da vida é a solução para os meus problemas? Sem spoilers para o que aconteceu com Gustavo, mas as Irmãs de Palavra têm um recado: “NUNCA deixe de acreditar na sua história. NUNCA”. O resto é história (e a gente adora!).

 

e se eu não existisse

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DÊ UMA PAUSA, você acaba de ganhar um bilhete de viagem!

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Você acaba de ganhar um bilhete de viagem!

Você não tem que saber para onde quer ir. Não o tempo todo. Você não tem que continuar parado aí. Não para sempre. Marjane Satrapi, uma escritora iraniana, aos 10 anos, em 1979 (mesmo ano em que uma das Irmãs de Palavra nascia), perdeu lugares que amava (e pessoas). Foi, por exemplo, estudar em salas de aula só para meninas. Começou a sair de casa, obrigada a cobrir os cabelos e a maior parte do rosto. Tudo isso imposto, totalmente à revelia de seus desejos e valores. Ela não queria nada disso, foi obrigada. Ou fazia ou morria. Marjane presenciou o início da revolução islâmica, que colocou o Irã, no regime xiita. Teve que abandonar seu país, sua família, pegar carona em outro destino. Se engana quem acha que não pode mudar o próprio passo. Às vezes, você é obrigada a mudar tudo, a sacrificar tanto, a perder a própria liberdade. Se engana quem acha que quadrinhos é só para criança, ou que HQ reserva espaço exclusivo para humor e super-heróis. Persépolis, uma graphic novel autobiográfica, escrita por Marjane Satrapi (Companhia das Letras, 2007), desloca nossas certezas. Só que deixa uma, muito, muito, muito mais forte: salve salve a liberdade de expressão! Tem bilhete melhor que esse? O resto é história (e a gente adora!).

Texto das Irmãs de Palavra

persépolis

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Dê uma pausa, somos muito importantes!

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Olavo Bilac e nós, somos muito importantes!

Não somos nome de rua nem de prédio algum, mas não se engane, nós somos muito importantes. Não convém confessar nosso segredo para tal proeza, só que vamos falar mesmo assim (não ligamos, nós queremos te contar). É que todos os dias, tomamos goles bem grandes de um tônico secreto. Dizem mesmo que ele devia ser proibido. Porque contamina seu sangue e então tudo está perdido. Você começa a ouvir as estrelas e a sonhar. E quem é capaz de sonhar, é sempre muito, muito, muito importante.

Olavo Bilac sabia disso.

“Ouvir estrelas! Certo, Perdeste o senso! (…)

E eu vos direi: “Amai para entendê-las!

Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas.” (Olavo Bilac)

(amor é o nome do tônico, mas para funcionar, é prescrito doses diárias, NÃO SE ESQUEÇA)

O aspirante ao bisturi e aos juris, que se apaixonou mesmo pela pena capaz de expressar sua habilidade com as palavras; o príncipe dos poetas brasileiros, rigoroso com a estética dos seus sonetos que virou cronista militante e cheio de humor, transitou – e se esbaldou – pelas contradições da vida. Olavo Bilac – nome de rua, prédio, conteúdo do Enem – contrariou a lógica do seu tempo. Amou muito as palavras e as espalhou com tanto afinco, que deu no que deu. Foi aclamado e amado em vida. Gente muito importante! Hoje comemoramos o centenário de sua morte e reconhecemos seu legado: feito com amor, todos somos muito, muito importantes. O resto é história (e nós adoramos!).

Livro da semana: Contos para velhos, Olavo Bilac.

Texto das Irmãs de Palavra

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