de uma pausa

Dê uma pausa – a história hoje vale mais de 100 milhões de dólares

de-uma-pausa-300x153

E responda a pergunta: Por que ler #GIRLBOSS?

Porque a Irmãs de Palavra querem ser as donas delas mesmas, oras bolas! E você, quer ou não quer?

Sophia Amoruso, a autora do livro em questão. Para quem é do ramo da moda ou empresarial, ou ainda é ligado à cultura ‘pop’, é bem provável que já deva ter ouvido falar desse nome. Um case de sucesso. Tem a série também, mas vamos falar do livro, claro (apesar de sermos fissuradas em séries, oh meu Deus, algumas não dá pra parar de assistir!). Por que as Irmãs de Palavra leriam Sophia Amoruso? Pra começo de conversa, porque #girlsboss é assim… como ser ‘literalmente’ dona da sua própria história. E nós duas fazemos de tudo para isso: discutimos, filosofamos, brigamos, lemos, escrevemos, estudamos, meditamos, trabalhamos, experimentamos, perguntamos o tempo todo, nos divertimos, rimos à beça, voamos, sonhamos, voltamos atrás, rezamos, deixamos de acreditar numa porção de coisas (e no que dizem uma porção de pessoas), aguentamos a dor, a mágoa e a tristeza, mudamos gestos e atitudes, questionamos, amamos, paramos de seguir exemplos, abandonamos velhas histórias, cavamos novas chances, avançamos, viajamos. Lemos sem parar! Tudo para sermos, cada vez mais, nós mesmas e inventarmos um jeito mais criativo de viver no mundo. Sophia Amoruso tem uma história singular. Uma mulher, fora dos padrões convencionais, daqueles repetitivos. Não era boa aluna, pulava de emprego em emprego, até que resolveu usar um de seus maiores prazeres – comprar roupas em brechós – para viver. Comprava, dava seu toque pessoal (olha a sacada, people) e revendia. Acabou dona de uma empresa que vale mais de 100 milhões de dólares. Não é ficção! É melhor que isso. É a vida. Dela, e também a sua, a nossa. Com todo o ímpeto, a potência que nossa história merece ter. E não é bem isso que a literatura é capaz de provocar? Para as Irmãs de Palavra é! Pra nós, toda mulher é uma Girlboss. O resto é história (e nós adoramos!).

Ah, uma das Irmãs de Palavra ganhou esse livro de presente da filha do meio num dia das mães de um ano qualquer. Esse é um bom presente. De uma garota para outra: vá em frente e seja quem você quiser. Mas pare já de reclamar e seguir modelos. De se sentir derrotada e essas coisas todas. Assim não dá, mãe! Assim não dá, filha! Assim não dá história boa!

“Seja você mesmo; todas as outras personalidades já têm dono.”  (Oscar Wilde in #Girlboss)

Texto das Irmãs de Palavra

boss

 

Leia Mais

IMG_20160318_175251

Dê uma pausa, para suas certezas

de-uma-pausa-300x153

A história hoje é sobre certezas. Certeza absoluta. Sem sombra de dúvida!

Do que as Irmãs de Palavra têm certeza?

De que o melhor parto é o natural, óbvio! Fala-se tanto, campanhas e mais campanhas para aumentar o índice no Brasil de filhos paridos assim. Até que 41 semanas de gestação e a urgência necessária pra uma cesárea já! O melhor parto então…

De que os bons livros são os clássicos. Certeza absoluta! Obras aclamadas, sustentadas pelo tempo e pelo renome dos autores. A crítica delira! Muitos são chatos. Livros cansativos, entediados. Clássico ou não, onde mora a história boa, então? Meu Deus, que confusão! Cada um vai ter que criar sua própria opinião.

Temos certeza de que a primeira impressão é a que fica, até que a segunda apareça e mude tudo. Após amistoso Neymar é o melhor jogador. Após primeiro jogo da Copa Cristiano Ronaldo é o melhor. Até que venham as próximas partidas. Então… Certeza total é de que a palavra dita não se apaga. Claro, hoje se deleta! De que o mundo é dos espertos, até que ele seja pego e pegue 130 anos  de prisão. De que lugar de mulher é… onde ela bem entender! De que pau que nasce torto morre torto. Se assim ele quiser!

Afinal, do que as Irmãs de Palavra têm certeza, então?

A gente fica muito tempo buscando significados exatos e, às vezes, perdendo experiências que poderiam nos tornar mais vivos, se conseguíssemos escapar de tantos conceitos e pré-conceitos. 

Foi na dificuldade em responder exatamente a esta pergunta, ‘Do que você tem certeza?’, feita por um entrevistado à americana Oprah Winfrey, que em 1998 a jornalista e apresentadora de TV (capaz de manter no ar um programa por 25 anos!) começou a divagar sobre as próprias certezas – e inúmeras dúvidas. Dessa inquietude nasceu o livro ‘O que eu sei de verdade‘, publicado em 2014 pela editora Sextante. Uma reunião de crônicas despidas de doutrinas, que mais se parecem com uma conversa (sem censura) sobre prazeres, tombos, porradas da vida; e, principalmente, vontades,  sonhos e conquistas. E é exatamente com uma louca vontade de viver, que nós, Irmãs de Palavra, fomos arrebatadas ao ler a obra de Oprah. Wal Dantas, amiga de palavra que “chegou-chegando” ao clube do livro AMIGOS DE PALAVRA de Maringá, presenteou uma das Irmãs de Palavra com esse livro, que ela por sua vez, com certeza, não compraria. E acabaria perdendo o prazer de ler e aproveitar as experiências da autora. Talvez algumas certezas tenham esse poder: restringir sua vida de experiências transformadoras. Ainda bem que uma Irmã ganhou esse livro, que derrubou algumas de suas certezas. Depois passou a Oprah para a outra Irmã, então para a mãe, a amiga, o vizinho, e o seu Clóvis, o padeiro da esquina.

“Dificilmente passo um dia inteiro sem falar com minha melhor amiga, quase todas as noites entro em uma banheira de água quente e acendo muitas velas, mantenho um diário de gratidão, baixo a bola lendo um bom livro e mando o resto pastar.” (Oprah).

Depois dessa, as Irmãs de Palavra – finalmente – chegaram a uma certeza (sem sombra de dúvida!): às vezes, o melhor é ir pastar. Não, não, é mandar pastar! O resto é história (e nós adoramos!).

Texto das Irmãs de Palavra

oprah

Leia Mais

aaa vale

Dê uma pausa – dá um mergulho, vai!

de-uma-pausa-300x153

 Dá um mergulho, vai!

Lemos notícias. Falamos sobre tantos assuntos. Discorremos tratados, que depois são derrubados, refutados, rechaçados. Defendemos pontos de vista a ferro e fogo. Ouvimos sermões. Falamos palavrões. Ensinamos regras de etiqueta. Cumprimos protocolos. Assinamos contratos. Contamos casos. Nos calamos. Gritamos bobagens. Cantamos letras que nem entendemos. Damos lições de moral. Fofocamos. Fazemos juras de maldição. Promessas que nunca cumpriremos. Concordamos, discordamos. Temos tantos pontos de vista. Acumulamos artigos, resenhas de todo tipo. Escolhemos menus, é tanta coisa pra comer. Estudamos leis, biologia, matemática, até mesmo xadrez. Formamos e deformamos. Consumimos, produzimos conteúdos. Mandamos mensagens, e-mails, fotos, stories, selfies… Sorrindo, indo e vindo. Criamos manifestos, movimentos. Recebemos cartas. Sim, ainda existe carta, people! Sugerimos, concluímos. Gostamos de romances, thrillers, biografias, livros de fantasia. Teorizamos o mundo, a vida, a morte, as relações. Engolimos explicações. Desejamos tantas respostas.

Então, temos a poesia. Despretensioso pássaro da mente. Só quer voar, ser livre. Sentir, people! E atende apenas uma missão:  LIBERTAR!

“O rio está sob nosso passo (…) São nossos olhos que desenham sentido”.  

“Nascente,

Da terra que brota por veneráveis bolhas de ar, suave vulcão extinto.

Desço absoluto, riscando pedras. “

Maria Helena de Moura Arias é escritora, é poeta, é nossa amiga de palavra. É uma artista tão profunda quanto os rios que a inspiraram em  Palavrio (Scortecci Editora, 2014). De alagados escuros, caminhos encharcados, a leitos tranquilos ou fluxos nervosos; a história segue sem retornar, uma vez sequer, ao mesmo ponto de partida. Mergulhar nas poesias de Moura, lubrifica o olhar  da gente. Que passa a percorrer também por ‘terras mais moles’, caminhos não descobertos.

“Junto o passado em minhas profundezas. Refaço caminhos perdidos. Perco-me do horizonte estático.”

 Se até as águas turvas não fogem de si, como é que ‘eu’, correnteza limpa, vou escapar de mim? A vida merece poesia. O mundo precisa do poeta. Somos todos poemas. O resto é história (e nós adoramos!).

Texto das Irmãs de Palavra

foto poesia

 

 

Leia Mais

20150801_134117

Dê uma pausa – desligue o GPS, a história de hoje já tem destino

de-uma-pausa-300x153

Desligue o GPS. A história de hoje já tem destino!

Podemos ir pra Paris, para as Ilhas Maldivas, quem sabe Santorini ou ainda esquiar nas montanhas do Chile. Podemos nos embrenhar no velho mundo, tomando vinho e grandes goles de história e arte. Podemos surfar, se esticar em areias paradisíacas. Podemos sair de jipe, de moto ou num motorhome bem bacana e vasculhar nosso próprio país. Podemos ser peregrinos em Santiago de Compostela. Podemos andar de bicicleta e conhecer nosso bairro. Podemos atravessar o globo e ir parar do outro lado do mundo, lá no Japão. Podemos ir longe, muito longe e ter experiências magníficas. Mas existe um mapa, um mapa sutil, que não está desenhado em nenhum lugar. Cartografia secreta. Esse mapa esconde um tesouro e você terá que ter coragem para partir nessa viagem. Precisa desligar o GPS e qualquer aplicativo que mande virar à esquerda ou à direita, não dar atenção às placas que indicam o melhor caminho, o mais curto, o mais bonito ou mais certeiro. Nenhum roteiro pronto poderá levá-lo até lá.  A viagem dos seus sonhos conduz até um ponto minúsculo do globo terrestre, quase nem dá para ver. Não se engane, não adianta procurar por um país, uma cidade, nem uma ilha fantástica. O ponto minúsculo do seu bilhete premiado leva até você, onde quer que esteja. Essa é a viagem da sua vida, inteira! Em trânsito, desorientando sentidos, entrando e saindo da terra firme. Você pode ir para qualquer lugar do mundo (e pode se divertir muito!), mas se não embarcar no destino que leva a si mesmo, não passará de um ‘turista’ observando vidas alheias.

O mais recente livro da poeta, escritora, jornalista e amiga de palavra, Karen Debértolis, ‘Mapas Sutis’ (2018) injeta combustível pra um fluxo assim.

Sinaliza o que um ‘viajante’ precisa levar consigo.

‘um caderno em branco com capa de cor neutra, um coração, um chapéu para os dias frios, um chinelo para os dias de sol… um tanto de coragem, menos de si, espaços vazios entre as dobras do cérebro’

Desembrulha emoções.

‘Dilatar as pupilas, parar diante da pilha de pratos sujos e malvados, desarrumar a sala da grande janela indiscreta, rasgar papéis da caixa de memória, riscar os discos de vinil (…) silenciar a voz de Nina que ecoa melodiosa no antigo toca-discos, apagar os poemas de Ana C.,  sentar na velha poltrona de couro e esperar as flores secas recobrarem os sentidos’

Carimba histórias repetidas, rotas perdidas em um tempo circular.

‘novamente palavras brancas, quase invisíveis, em pedaços flutuando no cérebro eletrônico, repatriadas, desatinadas pelo universo inteiro’

E retrata paradas.

‘todo dia teus olhos castanhos, todo dia tua face serena (…) todo dia a tua presença, na tua ausência’

Até que marca (outros) enredos.

‘Homem cinza, olha apenas para seus passos e seus sapatos, dá de ombro para as noites de lua. (…) o céu não é mais aqui, transportou-se com seus elementos, mudou de casa, mudaram os roteiros (…) big bang.’

E no fim da viagem, nós sabemos que o mundo todo mora aqui. Aqui nesse ponto minúsculo bem dentro da gente. O resto é história (e nós adoramos!).

Texto das Irmãs de Palavra

 

mapas sutis

 

Leia Mais

bienal 1

Dê uma pausa – a história hoje é um grande prazer

de-uma-pausa-300x153

A história hoje é um grande prazer

“Quinta-feira, dez da noite. A água quente do chuveiro lava tudo o que fizemos durante o dia sem muita convicção. Não temos um motivo especial para brindar, mas nos servimos de vinho mesmo assim. No aparador, um vaso vermelho. Vazio. Amanhã traremos flores. Nós mesmas faremos isso. Flores sem cartão, dadas a si, por si mesma.  Calçamos nossos velhos chinelos. Amor antigo. Com eles, seguimos confortáveis. Rimos, nos lembrando do scarpin novinho em folha, ainda na caixa. Com ele, seguimos mais bonitas. Alegres, foi paixão à primeira vista. Talvez um livro ou um filme antigo, não decidimos ainda, só precisamos disso, uma trégua da marcha do dia a dia. Até que sentimos o aroma da cebola caramelando na cozinha. Hoje, alguém cozinha para nós. Pensando melhor, temos bons motivos para comemorar. E vamos brindar! Perdoem nossos pequenos prazeres, mas as Irmãs de Palavra merecem. E você, mais do que ninguém, também devia experimentar.”

Os prazeres da vida. Pequenos, tímidos, aqueles que quase passam despercebidos. Grandes, exuberantes, aqueles que quase arrasam com você. É disso que fala o livro ‘Perdoem Nossos Pequenos Prazeres’, de Sandra Russo (jornalista, escritora e editora argentina). E já começa assim, chamando as mulheres para um conversa entre amigas, deixando os homens um pouco de lado. Os filhos, o trabalho, as lutas, as amarguras, as contas, gavetas desarrumadas, dietas; tantos combates – todos de lado. Daqui a pouco teremos tudo de volta! Mas só por um momento, precisamos de uma pausa. DÊ UMA PAUSA. As mulheres merecem prazer. Bem, na verdade, todos merecem prazer. Crianças, homens, adolescentes, velhos. O mundo todo. Não importa muito quem seja você, seu sexo, idade, RG, nacionalidade; você sempre pode dar um trago de prazer no seu dia.

Sandra Russo fala especialmente dos prazeres femininos. Talvez porque nós, mulheres, nos coloquemos tanto no último lugar da fila: primeiro a família, o trabalho, os amigos, os pratos lavados e guardados, depois, só depois… daí o dia acabou. Quem sabe amanhã. Quem sabe Sandra Russo queira chamar a atenção das mulheres para um detalhe importante: só quem dá prazer a si mesmo é que pode oferecer ao outro o prazer verdadeiro. Ou Sandra Russo seja uma mulher cansada de tantas lutas alheias, e agora tenha tido um insight:  não se pode desperdiçar o tiquinho de prazer que o dia te dá, é gota de ouro. Sandra Russo pode ainda ser uma feminista e queira defender a bandeira do prazer feminino. Talvez não seja nada disso. Sandra Russo só tenha escolhido uma, entre tantas pautas importantes. De qualquer forma, agora é quinta-feira, meio do dia. E o que você já fez que te deu prazer, hoje? Mordeu um pão crocante? Rolou na cama com alguém? Deu uma gargalhada? Mergulhou de cabeça em algum romance? Tomou seu banho quente? Terminou um trabalho importante? Tem um happy hour divertido pela frente? Não importa qual seja o prazer, ele tem que servir pra você e pra mais ninguém. O que interessa é que ele tenha espaço na sua rotina entre as obrigações e os horários marcados e remarcados. Porque o prazer é o escudo que nos defende de uma vida desperdiçada e chata. Deus nos livre! Pensando bem, não nos perdoem por nossos pequenos prazeres. Vamos aplaudi-los! O resto é história (e nós adoramos!).

Texto das Irmãs de Palavra

prazer

 

 

 

 

 

 

 

Leia Mais

de uma pausa

Dê uma pausa – hoje a história é filha da MÃE!

de-uma-pausa-300x153

A história hoje é ‘filha da MÃE’!

Algum dia nos disseram que se cria filho pro mundo. Bobagem, se cria filho porque sim… Amor não se explica e nem se aplica. Existe. Fim.

Algum dia suas horas de sono são todas picotadas, sua agenda fica lotada e o tempo, bem, o tempo não tem importância. O nome desses dias é dedicação. Ponto. É assim ou não?

Algum dia suas festanças mudam para o meio da tarde, e a adrenalina vai parar no parquinho da esquina. Você ri das palavras que o filho soletra errado. Quem ia imaginar que sua alegria podia vir daí? Quem?

Algum dia seu filho cresce e você logo volta a ficar sozinha. Tudo bem, mãe. Ainda bem, mãe.

Algum dia os cabelos penteados, ingressos comprados, as mochilas pesadas e cadernos encapados ficam todos para trás. Algum dia a importância disso vira coragem nos olhos do filho, vira audácia quando seu filho reage e não se submete, vira amor quando seu filho se lança feliz na vida dele.

Algum dia sentiremos saudades das tardes com cheiro de bolo e filmes bobos na TV, das marcas de crescimento que rabiscamos na parede, das bolas espalhadas, dos laços perdidos, de tê-los bem pertinho. Saudades de mãe. Tudo bem. Estamos bem.

Algum dia seu filho entra pela porta tão adulto, tão bonito, tão cheio de ideias, tão diferente. Nesse dia, todos os outros farão sentido.

Algum dia uma das Irmãs de Palavra comprou o livro Algum dia (Alison Mcghee e Peter. H. Reynods, 2007), despretensiosamente para a filha do meio. E esse livro tão delicado e bonito, foi passando por toda família. Algum dia virou até leitura de mãe para os filhos. Porque algum dia desses, a gente precisa parar tudo que estiver fazendo pra dizer: Mãe, obrigada por todos os seus dias. Algum dia fomos felizes. E esse dia, só pode ser hoje! O resto é história (e a gente adora)!

texto das mães, Irmãs de Palavra

mãe

Leia Mais