DÊ UMA PAUSA – é hora do(s) livro(s)

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É hora do(s) livro(s)!

A pontualidade britânica. O peixe com ervilha no pub. A chuva ao sair do Fantasma da Ópera. As compras na Oxford Street. Ver o tempo passar no Palácio de Westminster, pelos ponteiros do Big Ben. Tudo nos levaram, pequenas, a adorar Londres. A vista do lago Igapó. A coxinha e o bolinho de carne no  Mercado Xangrilá. Espetáculos do FILO. Show no Valentino. O clube do livro AMIGOS DE PALAVRA. A vitamina da Sergipe nos fazem adorar, ainda mais, a nossa pequena Londres. A pequena Londres ou Uma pequena em Londres, ah tanto faz! Fazem parte da mesma coisa, a duologia de Maria Angélica Constantino, escritora e nossa amiga de Palavra. Assim como a cosmopolita Londres atrai milhares de turistas, existe um milhão de razões para você olhar ao seu redor e viver a beleza local. Os livros de Maria Angélica são assim. Autora de Londrina, pertinho de nós, tem o que contar, tem talento, tem história boa. É claro que nós amamos as viagens/histórias internacionais (amamos!!). O mundo é grande, lindo e cheio de histórias surpreendentes. Lá longe. E aqui também! O resto é história (e a gente adora!).

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DÊ UMA PAUSA e vá ler “Todos os dias na Toscana”

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e vá ler “Todos os dias na Toscana – as quatro estações na Toscana”, de Frances Mayes (Rocco, 2012).

Para quem curte números (e também para quem não liga para eles), temos 3 motivos para ler essa obra: 1 – a prosa de Mayes é realmente boa; 2 – cada capítulo tem o poder de fazer você desejar sair por aí e tomar a vida em generosas goladas; 3 – você vai encontrar um mix tentador: cenário da Toscana, receitas italianas e relatos do cotidiano com amor e humor. Já tá convencido? Se ainda precisa de um argumento decisivo, as Irmãs de Palavra têm um: o livro de Frances Mayes é tão poderoso que nos fez levantar voo e passar dias inesquecíveis no solo italiano da Toscana, em setembro de 2018. Só há uma ressalva, Frances mentiu. A Toscana não é tudo aquilo que ela descreve no livro. É muito melhor! O resto é história (e a gente adora!)

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DÊ UMA PAUSA – amanhã é tarde demais

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Amanhã é tarde demais.

Amanhã é tarde demais pra você. Você que brindou um novo ano, cheio de entusiasmo e planos. Você que fez promessas com uma determinação verdadeira desta vez. Você que varreu o desânimo e o cansaço, típicos de final de ano. Você que se encheu de esperança e disse SIM, é agora ou nunca, então é AGORA! Amanhã é tarde demais pra você.

Amanhã é o dia que se repete para sempre. É o dia que nunca chega. Amanhã é o dia ideal para cumprir promessas. É o dia perfeito para começar a reforma, a dieta, a economizar. Amanhã é o dia para pedir desculpa. É o dia para faxinar a casa e jogar fora tantas quinquilharias. É o dia que você vai começar a meditar, a parar de fumar. Amanhã, você jura, é o dia em vai se posicionar de verdade, falar tudo que precisa. É o dia para revelar-se. É o dia de tirar as vendas e ver a escuridão que se aproxima. É o dia que você vai enfrentar os grandes problemas da vida. Amanhã é o dia para mudar tudo que não deu certo, você repete mentalmente. Mesmo sabendo que amanhã é o dia que nunca chega. SIM, amanhã é tarde demais pra você.

Livro da semana: O livro do amanhã, Cecília Ahren (mesma autora de P.S Eu te amo), Novo Conceito, 2009. ‘Startamos’ 2019 com fantasia na veia. Na companhia de Tamara, uma adolescente que não precisava pensar no amanhã mas de repente perde tanta coisa (e pessoas) que se vê perturbada com o que pode (ou não) ser o seu amanhã. E aí uma biblioteca itinerante vira mais que diversão. Basta um livro para se ganhar muitos mistérios e ter diferentes futuros pela frente.

Texto das Irmãs de Palavra

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DÊ UMA PAUSA – Chegou O Sorriso das Mulheres

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Chegou a nossa vez de sorrir

“Nós sorrimos em Paris. Sorrimos porque Paris não é deste mundo. Não, não é. Pertence a outra galáxia, ninguém sabe, mas é verdade. Tem que ser verdade. Todo mundo volta diferente de Paris, sem conseguir explicar muito bem o porquê. Inventam todas aquelas desculpas: o Sena, o Louvre, os cafés e os croassants (ah, estes sem dúvida despertam sorrisos neste mundo), as igrejas, o Arco do Triunfo, a Champse-Elysée, as ruelas, as pequenas livrarias, a culinária francesa, os jardins, os castelos, os cabarés, o vinho, a moda, a Torre, as luzes; e acabam se convencendo que Paris é a cidade mais charmosa do mundo todo. Mais romântica. Boêmia. Retrô. A cidade LUZ. Bem… Nós sorrimos em Paris, na verdade, não apenas por todas essas coisas; mas porque descobrimos seu segredo. Paris não existe! É um sonho deslumbrante. E quando você vai pra lá, você descobre que sonhos são muito parecidos com a realidade, chegamos mesmo a confundir tudo. Mas sonhos são muito melhores, muito, muito melhores (nem se comparam!). Paris é uma prova. E sabe, se você quiser, você pode ser uma prova também. O resto é história (e nós adoramos)!”

Texto das Irmãs de Palavra

Livro da Semana: O sorriso das mulheres, Nicolas Barreau. Verus, 2013. «No ano passado, em novembro, houve um livro que me salvou a vida.» Assim como ‘coincidências não existem’ para os personagens Aurélie Bredin e Robert Miller, acasos não fazem parte da história das Irmãs de Palavra. Nós lemos este livro em 2017 no clube do livro Amigos de Palavra de Maringá. E depois, este ano neste mês, ele veio pra nós mais uma vez no book secreto dos Amigos de Palavra de Londrina. (!!)  E quando a sorte bate duas vezes, nós sorrimos de novo! Porque não pode ser verdade, trata-se de um sonho. (e as Irmãs de Palavra adoram sonhos!)

o sorriso em paris

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DÊ UMA PAUSA – Precisamos de Paz e Tolerância, acima de qualquer coisa.

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Precisamos de paz e tolerância, acima de qualquer coisa.

Domingo, 11 de julho de 1943 : “Querida Kitty, deixe-me dizer que estou fazendo ao máximo para ser útil, amável e gentil, e para fazer todo o possível na tentativa de transformar a chuva de censuras numa simples garoa. Não é fácil tentar se comportar como um modelo de criança com pessoas que a gente não suporta.”

Terça-feira, 8 de fevereiro de 1944 : “Não posso contar como me sinto. Num minuto desejo paz e silêncio, e no outro quero um pouco de diversão. Nós nos esquecemos de como se ri – falo de rir tanto a ponto de não conseguir parar. Hoje de manhã dei risinhos, você sabe, do tipo que dávamos na escola.”

Sábado, 25 de março : ” ‘Um dia vazio, mesmo claro e puro. Como qualquer noite, é escuro’. (escrevi isso há algumas semanas, e não acho que seja mais verdade, mas incluí porque meus poemas são poucos e espaçados)”

Terça-feira, 13 de junho de 1944 : “Será que me tornei tão encantada pela natureza porque estou trancada há tanto tempo? (…) uma das muitas perguntas que me incomodam é porque as mulheres eram vistas, e ainda são, como inferiores aos homens. (…) Acredito que, no correr, do próximo século, a ideia de que é dever da mulher ter filhos mudará e abrirá caminho para o respeito e a admiração a todas as mulheres, que carregam seus fardos sem reclamar e sem um monte de palavras pomposas!”

(trechos do Diário de Anne Frank)

Por trás da história, há sempre outra história. Em qualquer tempo, a tolerância existe porque resiste. Poder conversar, falar e ouvir, expressar o que pensa, mostrar o que sente é um ato político. Uma necessidade primária. A grande necessidade. Aquela que sustenta todas as outras. Universal e atemporal. A necessidade de ser LIVRE.

Como muitas adolescentes, Anne Frank (que era alemã e judia) descobriu cedo como sofre quem não tem essa necessidade atendida. Quem é impedido, por sua nacionalidade, religião, descendência, cor ou gênero; de exercer o mais humano de todos os direitos: viver em liberdade na sociedade. Anne, por causa da perseguição nazista, teve que se esconder com sua família e outras pessoas, em um cômodo secreto de um edifício comercial no centro de Amsterdã. Aos 13 anos começou a escrever em seu diário. Foi com ele, ou melhor, com sua amiga imaginária, Kitty (para quem ela contava tudo o que ocupava o seu coração) que encontrou um instrumento de liberdade para vivenciar suas histórias: a escrita. Nas primeiras páginas, ocupações de escola, coisas sobre amigos. Mas isso em meses mudou. Tempos de guerra. O diário ganhou relatos de sobrevivência de quem resistiu o silêncio e a opressão no Anexo Secreto.

O final da história desta talentosa garota, o mundo todo conhece. Morreu de tifo em um campo de concentração, poucos dias antes de ser decretado o fim da Segunda Guerra Mundial. Alguns anos depois, seu pai, Otto Frank (o único sobrevivente da família) editou e publicou o diário da filha: O diário de Anne Frank. Livro que já vendeu mais de 30 milhões de cópias.

É triste. É muito triste. Perseguições de todo tipo. Diferenças pela cor, pelo sexo. A crença absurda e medíocre de que uns sejam melhores que outros. Anne Frank é uma figura imortalizada por deixar ao mundo uma grande mensagem: Precisamos de Paz e Tolerância, acima de qualquer coisa.

O edifício onde a família Frank e outros judeus viveram escondidos é um museu, o museu Anne Frank. As Irmãs de Palavra estiveram recentemente lá. Milhares de pessoas, vindas dos mais diferentes países, visitam o local e se compadecem com a história dessa garotinha. Que toda essa empatia nos sirva não só para lamentações, mas – principalmente – para sermos no mundo a mensagem viva de Anne Frank: PRECISAMOS DE PAZ E TOLERÂNCIA, ACIMA DE QUALQUER COISA. O resto é história (e nós adoramos!).

texto Irmãs de Palavra

museu anne frank

 

 

 

 

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Near Space photography - 20km above ground / real photo

DÊ UMA PAUSA – precisamos de esperança

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Suicídio é dor. Dor por todos os lados. Dor antes e  dor depois. A dor de não ter mais pelo que esperar.

O sucesso da série “Thirteen reasons why” abriu um espaço no cotidiano calado para temas muito difíceis de serem enfrentados. Baseado e inspirando em um livro de título homônimo (lançado em 2007, de autoria de Jay Esher), a série que recebe opiniões e críticas diversas, tocou em um assunto que precisa de diálogo. O suicídio adolescente.  A literatura, o cinema e outras artes podem chamar olhares do mundo a sua volta sobre as questões mais difíceis que  nos adoecem. Mesmo se você tiver opiniões contrárias do autor, ou do desfecho da série/filme, você vai parar um momento para repensar suas crenças e atitudes sobre o assunto. E isso, de cara, já é um bom propósito.

Quando o escritor Seicho Matsumoto, em 1960, lançou o livro Kuroi Jukai, no qual narra um suicídio na floresta de Aokigahara, certamente não imaginava que muitas pessoas iriam até essa floresta para cometer na realidade o que havia acontecido na ficção escrita por ele. Aokigahara é conhecida atualmente no Japão como a “Floresta do Suicídio”. Autoridades responsáveis colocaram placas pela área tentando desestimular o feito. Mesmo assim, mais de cem corpos são encontrados anualmente lá.

A tragédia shakeaspereana mais famosa – Romeu e Julieta – conta uma história de amor de fim trágico e infeliz. O suicídio duplo dos amantes, decorrente de uma confusão sombria e um falta de esperança em ficarem juntos. No fim, o desperdício de duas jovens vidas apaixonadas.

Virgínia Woolf, autora aclamada, em suas últimas palavras escritas em carta para seu marido, despede-se da vida sem nenhuma esperança. E depois, suicida-se.

 “Meu Muito Querido: 

Tenho a certeza de que estou novamente enlouquecendo: sinto que não posso suportar outro desses terríveis períodos. E desta vez não me restabelecerei. (…) Se alguém me pudesse ter salvo, esse alguém terias sido tu. Perdi tudo menos a certeza da tua bondade. Não posso continuar a estragar a tua vida.
Não creio que duas pessoas pudessem ter sido mais felizes do que nós fomos.
Virgínia Woolf  (março, 1941).”

No clássico francês Madame Bovary (1856), Gustave Flaubert nos apresenta uma personagem iludida por um mundo imaginário que projetou sobre o amor, e que se vê cada vez mais emaranhada em confusões, até que o fim é seu derradeiro suicídio. “Lançou vigorosamente grande pá de terra; e a madeira do caixão, ferida pelos seixos, fez o formidável ruído que nos parece ser a ressonância da eternidade”

Nas histórias ficcionais em que o suicídio aparece, podemos sentir quase fisicamente a sensação de desamparo das personagens suicidas. E o pior de todos os desamparos, ficar desamparado de si próprio. A dor de viver sem esperança. Sem vontade. Sem desejo.

Um sombra pesada que ecoa no absoluto silêncio alheio. Pedras no bolso que derrubam qualquer riso. Uma rua sem saída pra quem não sabe que o próprio trajeto pode ser uma saída. A festa que acaba. O personagem que tenta acertar, mas no fim apaga os seus sonhos. Nas tramas ficcionais ou nas histórias reais, o buraco negro cavado pelo suicídio deixa marcas de dor pelo mundo.

A ficção, de tempos em tempos, aborda o tema. Não porque quer estimular que o suicídio se propague. Porque existe pessoas desesperadas na realidade. Pessoas que não vêem mais nenhuma alternativa. Estando atrelada ao mundo, a ficção vai sempre abordar temas da existência humana. Suicídio é um deles. Se as palavras de um livro fossem terminar com um final feliz, no meio do caminho, a personagem suicida, encontraria algum apoio (dentro e fora de si mesmo) e, momentos antes de cometer o ato, desistiria, ou seria impedida e, de alguma forma, teria novamente a esperança pela vida. E depois, muito tempo depois, conseguiria perceber que ainda há motivos para continuar.

Mas nem sempre o final é feliz. Nem na vida, nem nas obras ficcionais. O personagem suicida precisa da coragem para pedir apoio. O mundo a sua volta, precisa prestar atenção e estender a mão. Tomara que existam linhas mais felizes. Para todas as pessoas. Linhas de esperança.

texto Irmãs de Palavra

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