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Dias NubladosDias Nublados

por Dany Fran

Saudade? Tampouco serve. Nem mesmo pra resumir. Mas quer saber? A vida não foi mesmo feita para ser um resumo.

Às 8h55, de uma segunda-feira de Carnaval, Izadora Morgan Luchetta viajava por uma rodovia estadual do Paraná. Artista plástica, seguia com a certeza de retornar a Florença, onde faria, em breve, uma exposição. Mas, naquela mesma hora, em outra estrada, um caminhão perde o freio no instante em que a irmã mais velha de Izadora e dois amigos passavam, indo para a praia. Eles nunca mais viram o mar. E Izadora não voltou para a Itália.

Um minuto e a vida que tinham deixa de existir. Izadora encontra um quarto vazio e uma casa às escuras. A cada dia, retornar a inspiração parece mais surreal. Até que Paolo bate à sua porta. E a paixão, quase secreta, vira tudo de cabeça para baixo, novamente.

“O acaso, talvez, não exista mesmo. E a vida seja uma sequência de sinapses inconscientes que nosso cérebro articula em sua parte mais secreta. Talvez sejamos apenas comandados por fios imperceptíveis que cumprem ordens de algum líder invisível do universo. Os caminhos percorridos são resultados de escolhas, mesmo que guiadas às cegas pelo livre-arbítrio. Izadora, a protagonista de Dias nublados, ficção de estreia de Dany Fran, prova destas artimanhas que a realidade cotidiana nos impõe. A narrativa, permeada pela descrição de belas paisagens e discussões sobre arte contemporânea, instiga o leitor a pensar sobre suas próprias decisões diante das bifurcações de caminhos ao longo da trajetória que fazemos neste planeta. Izadora, muitas vezes desatenta a esse detalhe, passa a compreender estas questões à medida que os fatos se sucedem na história que tem como acontecimento principal sua exposição em Florença, na Itália. Aos poucos, a artista plástica de renome, personagem a princípio frívola, vai desnudando a sua densidade, seus conflitos, suas angústias diante de um sentimento familiar a todos nós – a dor. Através de um flashback, o leitor segue por dias nublados repletos de coincidências e revelações. E nas entrelinhas, nos bilhetes secretos guardados em caixa de memória, é possível vislumbrar, talvez, um raio de intensa luz.” (Karen Debértolis)

Leia agora os primeiros capítulos de Dias Nublados:

O Estranho ContatoO Estranho Contato

por Kelly Shimohiro

DEPOIS DESSE ENCONTRO, SUA VIDA NUNCA MAIS SERÁ A MESMA.

“Um livro é um universo particular. Repleto de possibilidades, personagens e cenários que colocam em xeque o nosso mundo “comportadinho”. Ao abrir as páginas de O estranho contato você será capturado pela narrativa envolvente de Kelly Shimohiro e conduzido a uma viagem instigante. Seguirá os passos de Ágatha, a personagem principal desta ficção, em uma aventura inesperada num outro mundo na companhia de Fred, um amigo tão esquisito quanto ela. Mistério, lugares estranhos, medo, amor. Ingredientes perfeitos para eletrizar o cotidiano pacato de uma cidade. A jovem Ágatha enfrenta as angústias e é despertada pelas descobertas típicas da adolescência. Seu porto seguro é o quarto e o seu esconderijo é um banco de pedra em meio a um jardim no colégio. A partir destes dois pontos privilegiados observa e critica tudo que a cerca. Acontecimento que não estão nos seus planos e fogem ao seu controle transformarão a vida da garota. Ela terá que enfrentar a morte e a dor para poder conquistar a sua maturidade. E, como num espelho, verá refletido o seu mundo em outras esferas e tudo o que insiste em não encarar na realidade. Kelly Shimohiro nos fisga com a fluidez de seu texto e com a narrativa cuidadosamente construída. E quando chegamos ao fim, não queremos fechar o livro, a sensação é de que Ágatha está fazendo apenas uma passagem. Como leitores, permanecemos aguardando por novas aventuras.” (Karen Debértolis)

Leia agora os primeiros capítulos de O Estranho Contato: