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Dê uma pausa e movimente-se

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e movimente-se!

É claro que é importante parar. E decidir qual movimento você quer adotar ou criar. Esta é uma etapa da coisa toda.

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A outra, é o próprio movimento. É lançar-se  no mundo e se dedicar à uma causa, uma tarefa, um objetivo, um sonho, uma meta ou sei lá em que você possa se meter. Mas que seja um lugar em que a vida que existe em você se expanda por todos os lados (dentro também).

Sem aderir a um movimento, somos fitas soltas no mundo. E como fitas soltas, o vento nos leva de um lado para o outro. Aquele momento em que você fica sem saber pra onde, sem saber para quê. E não é isso o que se espera de uma vida, não é?

Às vezes, você, de cara, acerta o alvo; e o resultado te atinge na hora. Boa!  Mas não ligue se os reflexos forem mais lentos. Talvez você tenha que insistir. E tentar muitos movimentos ou caminhos diferentes até achar qual é o seu lugar preferido para se criar, todos os dias. Existem movimentos que continuam como uma onda te levando por um tempo sem fim. Como a Flip que tá rolando em Paraty – RJ. Esse ano as Irmãs de Palavra não vão (fisicamente, porque muita atividade é transmitida aqui pela web). Mas o movimento de ter participado de forma presencial desta Festa Literária no ano passado, não parou de nos influenciar. Tanto que depois dela, veio a Bienal de São Paulo, a Flim (Festa Literária de Maringá), Londrix (Festival Literário de Londrina) e saraus. Também tem os clubes AMIGOS DE PALAVRA (Londrina e Maringá), contatos com booktubers, escritores, leitores e todo esse universo ligado às histórias. É uma corrente que, literalmente, não tem fim.  Mas pode ter tantos recomeços! Essa semana, a campanha nacional ESQUEÇA UM LIVRO foi uma bomba de energia, que contagiou não apenas as Irmãs de Palavra, mas uma galera louca por livros. Uau pra todo esse movimento! Uau para as pausas que nos fazem acordar para qual movimento desejamos estar.

Relato Irmãs de Palavra

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DÊ UMA PAUSA, esqueça livros!

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E esqueça livros

Sabe aquele livro que salvou a sua vida em um dia nublado? Desapegue-se! Aquele outro que fez você se apaixonar e esquecer seus problemas por alguns minutos? Então, esqueça-o também! Ou o que fez você descobrir outros mundos? Dê essa chance para mais alguém!

Estamos ficando loucas? Loucas por esse engajamento!

Engajar é um verbo da língua portuguesa que se refere ao ato de participar de modo voluntário de uma atividade, trabalho, com intuito de apoiar. Etimologicamente engajar veio a partir do termo francês ‘engager’, que quer dizer ‘dar em garantia’, ‘empenhar’. Engajar-se não é adotar valores, objetivos e causas alheias. Engajar-se não é resultado de fórmulas, tampouco pode ser aprendido em tutoriais ou bancos universitários. Engajar-se depende menos de QI (Quociente de Inteligência) e mais de QE (Quociente de Esforço). Engajar-se é movimentar-se numa direção desbravada por você mesmo em comunhão com o mundo. É o santo graal de uma vida entusiasmada. E entusiasmada será intensa. E intensa será inspirada. E inspirada, uma vida reluz como se fosse milhares.

Logo, as Irmãs de Palavra emprestam esse termo para proclamar: engaje-se nessa ideia com vontade, ESQUEÇA LIVROS!!!

E abandone a solidão da sua história! Dia 25 de julho, terça-feira que vem deixe uma obra que adora, ou quantas quiser em algum lugar que possa ser encontrado por outra pessoa, com um bilhete, oferecendo essa história para  alguém. Isso não é fantástico?

A Campanha ESQUEÇA UM LIVRO foi criada pelo paulistano Felipe Brandão, que trabalha no mercado editorial e sempre ganhou muitos livros. Ele, que já conhecia o conceito criado nos EUA, resolveu abraçar a ideia por aqui. Criou uma página na internet e o projeto foi se multiplicando. 25 de julho de 2017 vai ser a segunda edição. E a primeira que as Irmãs de Palavra estarão engajadas. Então, não se assuste se encontrar pelas ruas de Maringá e Londrina livros esquecidos com um bilhetinho do tipo “Ei, você que achou este livro, agora ele é seu!”. Quem sabe algum deles não seja seu! Participe!

esqueça um livro

 

“Toda reação que você sonha ver no mundo espera sua ação”

Texto das Irmãs de Palavra.

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Dê uma pausa – não em sua EXPECTATIVA

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não em sua EXPECTATIVA

Dê uma pausa e abra um espaço. Não no seu dia. Na sua mente.

Vamos falar de expectativas. E nem venha com papo-furado, as Irmãs de Palavra querem uma coisa a mais. De você, e delas mesmas.

Expectativa frustra. Nem sempre. Às vezes só te enche de energia, de desejo, de vontade de viver.

Fuja de todas expectativas. Vai sair correndo do mundo? E vai pra onde?

Supere expectativas. De quem? Pra quê? O que você quer com isso?

 

“- Parabéns, você foi além das ‘nossas’ expectativas. 

Oi? Enquadre as de vocês e exibam em suas paredes, quero ultrapassar as minhas!”

 

Deixe todas as suas expectativas de lado. E viva no mar cinza dos desanimados, dos sem-vontade, dos entendiados?

Expectativa só atrapalha. Mesmo? Expectativa do nascimento de um filho, atrapalha quem?

Esteja sempre à frente das expectativas se quiser conquistar algo. Isso é possível? Claro que não! Como você pode adivinhar todas as expectativas do mundo? E supri-las? Nem mesmo todos os deuses do Olympo!

Expectativa gera ansiedade. E ansiedade é ruim? “Estou tão ansiosa para o nosso encontro!”  Quer coisa melhor que isso?!

Expectativa é esperar e esperar nunca é bom. Que tolice sem tamanho! Esperar prepara cérebro, espírito e corpo para algum acontecimento. Não é só bom, é necessário para o seu desenvolvimento.

Expectativa faz você projetar algo tão perfeito, que nada poderá superá-lo. Só se você ficar brincando de manipulador onipotente do universo. Grude as solas dos seus pé no mundo e tenha expectativas elevadas e boas. Não fechadas, amarradas e cheias de ilusão. Mas abertas para o novo, para a surpresa, para o melhor do outro, para seu talento mais genuíno.

E convenhamos, vamos parar de repetir as bobagens que falamos uns para os outros. Expectativa é ruim. Você tem que superar todas as expectativas! Você não tem nada, a não ser que seja importante pra você! Então escolha, consciente, prazerosamente, as expectativas que quer suprir. E faça disso um trampolim. Não um buraco fundo. ‘Nunca’ um buraco fundo.

Para não cair em uma bobagem atrás da outra.
De que tudo vira cópia. 
Onde você olha e amarra sua expectativa. Porque, e se soltar?  
Já se esqueceu de como foi descoberta a penicilina? Erros podem dar certo!
Quando degustar uma deliciosa bolachinha do tipo madeleine, a memória afetiva é sua.  Que diabos há em alimentar suas expectativas?
“A verdadeira viagem da ‘descoberta’ consiste não em buscar novas paisagens, mas em ter olhos novos”
(Marcel Proust)  
Texto: Irmãs de Palavra
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Dê uma pausa, é Paris!

de uma pausaÉ Paris!

A música é boa, a comida é um acontecimento à parte, a vista é bela e você pode tomar uma taça de vinho ou champanhe e simplesmente se divertir! Porque, afinal, é Paris! E, mon chéri, você nem precisa sair do lugar para entrar na festa. Basta começar por aqui:

O sorriso das mulheres (Nicolas Barreau, 2011 – Verus editora). Uma história de amor que se desenrola na capital francesa. Nada mais clichê! Bobagem, nada mais charmant. Com enredo consistente e brindado com humor europeu, O sorriso das mulheres é um daqueles momentos que você não pode deixar escapar. Sabe por quê? Porque vai fazer você sorrir e sorrir e sorrir muitas vezes! Isso não é encantador? Dar algumas gargalhadas entre uma página e outra, também pode acontecer. E ainda vai fazer você se aventurar pelas trapaças da paixão. Seguir planos e se surpreender quando eles saírem todos ao contrário. Mas tudo bem, você vai perceber que o que importa mesmo não são os anos mas o que colocamos dentro deles. E que, às vezes, é preciso se distanciar um pouco dos próprios problemas para tudo se descomplicar. É aí que as páginas vão conduzir você por cafés e restaurantes com todo sabor gourment, que o resto do mundo inveja e copia. Essa história vai brindar você com momentos de amizade profunda e revitalizante. E depois, você vai desejar mais vida, mais amor, mais refeições deliciosas e muitos, muitos, muitíssimos livros. Como Aurélie Bredin (heroína da livro), diz: “Em novembro do ano passado, um livro salvou minha vida…” E não é que isso pode  acontecer?

Minha vida na França (Julia Child com Alex Prud´homme, 2009 – editora Pensamento Cultrix, selo Seoman). Uma autobiografia fantastique. Puro vigor! Essa mulher, de uma energia irrefreável, foi uma revolução na culinária americana, por ser a pioneira a levar aos Estados Unidos o que há de melhor na cozinha francesa (e deixar isso à mão de quem quiser se aventurar entre ovos, patos e muita – muita – manteiga). A trajetória de Julia Child tem um capítulo principal (na verdade, vários!) em Paris, como ela mesma afirmava: “A França é meu lar espiritual”. Porque foi lá que ela, beirando seus 40 anos, descobriu sua verdadeira paixão – a comida, é claro. E dedicou-se com tal afinco, surpreendendo a todos, com um feito original e épico. Além de receitas aqui e ali, viagens por lugares pitorescos e imperdíveis, Child despeja nas palavras, um bocado da alegria e energia contagiosa – sua marca registrada. “Aprenda com seus erros, não tenha medo e, acima de tudo, divirta-se!” Inspiração em todos os sentidos. Afinal, “precisamos nos colocar em primeiro lugar porque ninguém vai fazer isso por nós”! E quando for fazer, que seja com prazer! “Eles não compreendiam como eu poderia achar prazer em fazer todas aquelas compras, cozinhar e servir, tudo sozinha. Mas acontece que eu achava!” E com vigorosa persistência (se você sentir que quer, de verdade)! “diante do silêncio bocejante fiquei decepcionada, mas não me deixei abater, continuei minha pesquisa”.

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Joie de vivre, alegria de viver. Isso pode ser Paris. Isso pode ser você. Então, só resta às Irmãs de Palavra lhe desejar Bon appétit! Na arte de comer, viver e inventar-se, diariamente.

Au revoir!! 

 

Texto: Irmãs de Palavra

Fotos abaixo Nelson Boulangerie

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brevidade

O ‘breve’ de toda história

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 ‘Brevidade’

Não se trata aqui daquele biscoitinho de polvilho, que lembra os deliciosos quitutes das vovós (hoje dos chefs). E que neste inverno pode ir tão bem com uma caneca fumegando com sua bebida quentinha predileta. Trata-se, sim, do que provavelmente você está imaginando: o tempo. E toda sua velocidade, sua relatividade. Ok. Já sabemos de como os fatos podem mudar de uma hora pra outra, com uma rapidez assombrosa. E de como é vigoroso valorizar a própria história, agora. Mas, nunca (nunca mesmo) é demais relembrar. Porque, muitas vezes, relembrando é que aprendemos de verdade.
(*ah.. qualquer semelhança a fatos reais da ficção abaixo pode (ou não!) ser mera coincidência)

“- Já posso aumentar?
– Opa! Tá tranquilo – respondeu ao médico que subiu a velocidade da esteira e o fez se sentir o atleta que um dia já quis ser.

Dias. Voaram sem ele perceber.
– Cara, você tá com o coração de um garoto! Tá cuidando bem dele, hein? – garantiu brincando o cardiologista que, em seguida, franziu a testa. – Mas se eu fosse você procuraria um endocrinologia pra ver direito sua tireoide. – e fechando a cara, o que faz as marcas da sua testa ficarem ainda mais salientes, continua direto. – No ultrassom apareceram alguns nódulos. Melhor ver isso.

Semanas. Passaram mais lentas.
– Então, doutor, o cardiologista me mandou aqui …
BLÁBLÁBLÁ. Palavras nervosas. Frases confusas. Até o silêncio claustrofóbico.
Ele que não sentia nada. Saiu de um exame de rotina e foi parar na sala de ressonância pra fazer uma punção em nódulos maiores do que o padrão. Logo ‘ele’ que corria do trabalho pra escola das crianças. Da academia pra sacada com a mulher. Do futebol pra casa de amigos. De repente, estava em uma sala branca com agulhas enfiadas no seu pescoço. E elas poderiam furar tudo. Tudo mesmo! Inclusive sua rotina. Que, agora, lhe parecia um sonho.

1 Mês. Estranhamente arrastado.
O resultado. Laudo pronto. Mas ele não vai buscar. Sua mulher já está na porta do laboratório. Um instante e o barulho das crianças no carro, sem o menor contato com essa história, vai embora. Ela suspira. Olha pra cima e entre os galhos cortando o azul enxerga que poderia ficar escuro e mudo, pra sempre.
Não ficou. Essa história teve um final feliz. Por enquanto. No papel, a palavra benigno.”        

Em certas circunstâncias, a vida estende uma brevidade calorosa à você. Como uma oportunidade daquelas que ninguém pode deixar escapar! Um bilhete premiado. Dias e dias das melhores chances para usarmos nossa força na potência máxima. Porque podemos não ser os culpados pela nossa brevidade, mas somos responsáveis por tudo o que botamos dentro dela. Ah, isso somos!

Texto: Irmãs de Palavra

brevidade

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love

Dê uma pausa – por escolha e não obrigação, de todo o coração

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por escolha e não obrigação, de todo o coração

Sete minutos. Mobile e dedos nervosos. Email conferido. Vários sem respostas, ainda. Elevador chega. Retoque no batom. Uma piscada no whats. Centenas de bolinhas verdes. Suspiro. A porta abre. Mais digitais. Manchetes atualizadas. Ideia para publicar um texto. Depois. Agora, bolsas de escolas. Guardadas. Portas fechadas. Partida. Interrompida. Por uma carta. Acomodada no lugar do controle remoto. Descontrole. Letra cursiva. Surpresa. O relógio atrasa. Mais sete minutos. Por amor.

Por amor, a gente fica! Porque ele chega para a mulher que lê a declaração do marido. Para o pai arrebentado pelas saudades do filho que não tem mais. Para quem fez as pazes com o espelho e gosta do que vê, acompanhado ou não. Chega até para quem não mais crê naquilo que vê. Ou lê.

love

O amor é um clichê. Não, AMOR é um clássico. Daqueles que atravessam eras e, claro, qualquer data, sem deixar de te arrebatar. Por quê? Porque, como um elixir, ele inspira quem está acompanhado, quem está sozinho, uma multidão toda. É sempre o amor que resgata quem está com a vida despedaçada, ou acende ainda mais quem já está radiante. Ele anda colado com nossas escolhas.

Não precisa ser dramático como as tragédias shakespeareanas, nem do outro mundo, ‘a la’ Tom e Ágatha de O Estranho Contato. Tampouco insaciável, não é mesmo Madame Bovary?

É preciso ser SEU. O primeiro amor. O nome dele? Amor próprio. Herói da sua história. Quando está ferido, vira bicho e ataca todos que cruzarem seu caminho. Se vive magoado, é criança pirracenta e pede sempre mais – só mais um pouquinho, não para ainda, nunca está satisfeito o pirralho enjoadinho. Se não confia muito em si mesmo, o amor próprio insiste com o outro e implora elogios. Se é carente, faz-se de ofendido, veste o uniforme de injustiçado e cobra do mundo o que só pode ser oferecido, nunca requerido. Mas se o amor próprio cresce ‘direitinho’ e sabe pescar da vida as coisas que precisa, se consegue resistir aos vendavais e furacões que chegam com a pretensão de destruí-lo, se de vez em quando encontra boa companhia, se sabe ficar sozinho e aprecia a própria carinha, ah, então o Amor Próprio se espalha pela terra, pelo ar, pelo mar e toca tudo que existe, simplesmente porque sabe amar-se. E sabendo amar-se, pode amar tudo que tenha uma mísera gotinha de amor também.

Texto: Irmãs de Palavra

 

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