bienal 1

DÊ UMA PAUSA, está na hora da aula!

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Está na hora da aula!

Não importa se não leu todo o texto, não fez a lição nem mesmo se chegou atrasado. Tem aula que te tira dos eixos. Aplausos a todas elas! ‘Aulas de Literatura’ (de Júlio Cortázar, Civilização Brasileira, 2015) é assim, dessas aulas que valem à pena! Se você estivesse vivo, Júlio, te encheríamos de beijos e abraços! (ah, se não!) Bem… Seus livros estão. Não vamos beijá-los nem abraçá-los, mas não conseguimos mais parar de lê-los. Nada de esquemas prontos, dicas infalíveis para se fabricar “best sellers”. Não, não é isso que encontramos em Aulas de Literatura. Não é assim que se aprende a escrever de verdade. A literatura que interessa, a aula que interessa, tira qualquer um dos eixos. Quando dá o sinal e o professor fecha a porta, ou quando o livro termina, não são as respostas que mais importam. Estamos cheios delas. Nós precisamos de perguntas que desafiem a mente, a vida , a ordem. Perguntas são chaves mágicas, criam um novo mundo. Cortázar, se você estivesse vivo, iríamos agarrar você! O resto é história (e nós adoramos!)

júlio cortázar

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DÊ UMA PAUSA. É claro que você não é obrigado, mas…

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É claro que você não é obrigado, mas…

Não somos obrigadas, mas as Irmãs de Palavra aceitaram o convite de Clarissa Pinkola Estés,  em seu livro “Mulheres que correm com os lobos” (Rocco, 1992) e, a partir de mitos, contos de fadas e lendas, visitamos os terrenos profundos dos arquétipos femininos. E isso nos abriu janelas, olhamos e era tanta imensidão! Não notamos, mas não era o mundo que víamos, era a nós mesmas.

Não somos obrigadas, mas as Irmãs de Palavra desejaram conhecer mais, ouvir mais a respeito do papel do feminino na vida da mulher, na vida dos homens, na vida do mundo. Nós queremos exercer a nossa presença autêntica, cheias de vigor.

Não somos obrigadas, mas as Irmãs de Palavra gostam de quem corre livremente, de quem sapateia no escuro, de quem junta ossos no deserto do passado, de quem perambula pelo mundo, de quem dá atenção às velhas e suas histórias malucas, de quem canta para amenizar a dor e permitir a vida-morte-vida. Nós queremos mais alma e menos ego no comando dos dias.

Não somos obrigadas, mas as Irmãs de Palavra não aceitam a vida assim: amordaçadas, contidas, educadinhas, domesticadas. Nós gostamos de uma boa dose de diversão e, talvez, até de um bom palavrão.

Não somos obrigadas, mas as Irmãs de Palavra correram com os lobos. E como os lobos, nós sabemos que nós – mulheres – somos fortes, gregárias, parceiras, curiosas, intuitivas, devotas, perceptivas, vorazes, corajosas, criativas, determinadas, brincalhonas, capazes. Nós não temos medo do trabalho duro, de recomeçar mil vezes, de andar sob o sol e com sede até alcançar a verdadeira fonte da nossa vida. Nessa fonte, toda mulher pode descansar, curar-se, remendar-se, abandonar velhas crenças que lhe rouba a vitalidade e confunde os instintos.

Não somos obrigadas, mas as Irmãs de Palavra sabem que toda mulher não pode andar de cabeça abaixada, curvada, diminuída, envergonhada, agredida. Clarissa fala da mulher selvagem, o espírito de mais de dois bilhões de anos, que habita dentro de nós. As Irmãs de Palavra chamam isso de natureza da mulher: olhos aguçados, mente afiada, coração aceso e pés fortes. Se você parar para ouvi-los, vai saber para aonde ir. E vai ter a audácia de ser exatamente quem você é. Nesse instante, você muda o mundo. O resto é história (e a gente adora!).

mulheres lobos

 

 

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neil gaiman

DÊ UMA PAUSA e vá ler Pamela Druckerman

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e vá ler Pamela Druckerman

Nós já lemos três livros da autora: Crianças francesas não fazem manha, Crianças francesas dia a dia e Vida adulta à francesa. Somos obcecadas pela França? Pela autora? Nenhuma coisa nem outra; e um pouco das duas. Na foto, você vê ‘adultas’ na França vivendo à brasileira, e crianças, que não estão fazendo manha. Mas, é claro, também tem franceses vivendo comme bon vous semble.
É claro que não confiamos em manuais viva-assim-ou-assado. Isso é uma bobagem, cherry. É claro que estamos cansadíssimas de saber que exemplos podem ser fabricados para serem seguidos, mas no fundo, são apenas inspirações. Just it. É claro que a vida de alguém (seus sucessos e buscas) precisa ser analisada antropologicamente. Por isso, dear, não tente a imitação. No es um buen camino. Uma hora ou outra, não vai ‘dar bom’. É claro que também não podemos menosprezar a experiência do outro. Sim, você pode aprender (e muito) ouvindo ou lendo relatos. É vero! É claro que se são os nossos problemas, as nossas crianças e a nossa vida, nós podemos usar da mágica. Aquela bem antiga, do começo do mundo. É bem simples também. É só você viver a Sua Vida. Com as suas próprias inspirações. Daqui para frente. E você vai se espantar, quando os resultados começarem a pipocar. Glo my, dit is die ware magie! (do Africanêr: acredite, esta é a mágica de verdade!). O resto é história (e nós adoramos!)

kidsfrancesas

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Dê uma pausa – e fale agora ou cale-se para sempre

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e fale agora ou cale-se para sempre

Não precisa ser a morte para separar. Nem o casamento para unir. Não importa a saúde ou a doença, a riqueza ou a pobreza. Os laços vão sempre mudar. Afrouxar, apertar, desfazer-se. E não tem instituição capaz de protocolar o contrário. Não há leis que sacramentem a escolha e o desejo humano, por mais que tentem. Tayari Jones, autora de Atlanta (EUA), nos conduz a este pensamento com uma escrita desafiadora em  ‘Um Casamento Americano’ (TAG, janeiro de 2019). O livro ainda não foi publicado no Brasil, mas as Irmãs de Palavra (graças a Tag Inéditos) já confirmaram essa união. Quando você se dá conta, embarcou numa história de amor, traição, preconceito, promessas desfeitas, injustiça e, talvez, esperança. Esperança num sistema prisional mais justo (sim, esse cenário não é ruim só no Brasil. Pra começar, o índice de negros inocentes encarcerados nos EUA é alarmante. Pra continuar, os negros são pelo menos 40% dos presos, enquanto representam apenas 13% da população norte-americana, segundo dados da Prison Policy Iniciative). Esperança num casamente mais livre, onde o amor sele o compromisso, e não o medo ou a obrigação social. Esperança em mundos mais pacíficos, sem administrações públicas de ódio. Esperança em histórias de oportunidades, onde impere a convivência entre as diferenças; e não a intolerância, o fanatismo e a violência. De muitas formas distintas, ‘Um Casamento Americano’, leva você a uma experiência: a do julgamento. Somos julgados, mal-julgados, sentenciados a punições que não merecemos. Recebemos rótulos que podem nos marcar para sempre. Julgamos, baseados em falsos testemunhos, em suposições, em opiniões alheias, em teorias superficiais, em preconceitos e estereótipos culturais. Temos que parar! Nosso ponto de vista não é uma lei sagrada. Você não é o único dono da verdade. Sua cor não é a mais bonita, seu gênero não é superior, sua educação não lhe dá o aval para humilhar ou machucar aqueles que não tiveram a mesma oportunidade que você, ou quem quer que seja. Seus valores, sua opção sexual e sua religião não governam o resto da humanidade. Nós precisamos parar? Sim ou não? Fale agora ou cale-se para sempre. O resto é história (e nós adoramos!).

um casamento americano

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DÊ UMA PAUSA para o jantar, mas cuidado – você já provou carne de gaivota?

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e vá ler Jantar Secreto. Mas cuidado, você já provou carne de gaivota?

Nós – Irmãs de Palavra – provamos. E gostamos. Na verdade, adoramos! Não a carne de gaivota, o Jantar Secreto (livro de Raphael Montes). Tudo começou pelo convite, irrecusável. Quem resiste a um Jantar Secreto? Em nosso clube do livro AMIGOS DE PALAVRA de Londres, duas participantes foram categóricas: “Não podemos deixar esse livro de fora!” Convite aceito. O Jantar Secreto estava marcado. A entrada: deliciosa (nas primeiras páginas o leitor não tem mais como abandonar a mesa); acompanhada do espumante inicial, que faz cócegas no céu da boca e deixa a gente mais à vontade (a construção da base da história, o começo da coisa toda já impregna a mente do leitor, que passa a participar – secretamente – dos ‘jantares’); então, o menu principal é servido e você realmente é surpreendido (o enredo, a trama e o desfecho levam o leitor a cenários sombrios e cruéis, você nem quer pensar sobre isso, nem mesmo imaginar!); e, ainda estupefato pelo famoso prato, a sobremesa é posta à mesa e você dá colheradas até devorar tudo (a virada no final da história vale quase tanto quanto tudo que lhe foi oferecido até ali). Você se levanta e quer deixar a mesa, o restaurante, esquecer o menu e todos que conheceu aí. Mas o gosto da carne de gaivota permanece em você. Suas papilas gustativas não lhe deixarão esquecer do banquete. Uma vez provada, a carne de gaivota vicia. Fechamos o livro, olhamos uma para outra e perguntamos: Quando será o próximo jantar? Não, nada disso. Por favor, NÃO! Só saímos caçando outro título de Raphael Montes para um bon appétit! O resto é história (e a gente adora!)

jantar secreto

 

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Dê uma pausa, e se você não existisse?

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e se você não existisse?

‘É essa a minha história?’ – é uma pergunta que você não precisa esperar quarentar para se fazer (porque quando os quarenta chegar vai ser fatal, você vai, sim, perguntar se quer mesmo o caminho que escolheu até ali). Não, não é a história que eu quero (pode ser a sua resposta). E você continua: quero tudo diferente, preciso dar uma guinada, nada parece funcionar, estou sem saída. Gustavo, aos 12 anos, sentia-se exatamente assim, e pensou:  ‘E se eu não existisse?’ Parecia a solução perfeita. Nada mais de problemas. Fim. E o que aconteceu? Mayara Vellardi, jornalista – pós graduada em língua portuguesa, chefe de cozinha e amiga das Irmãs de Palavra conta a história de Gustavo em seu primeiro livro publicado. Um romance adolescente que traz à tona essa angústia humana, que não tem idade: o fim da vida é a solução para os meus problemas? Sem spoilers para o que aconteceu com Gustavo, mas as Irmãs de Palavra têm um recado: “NUNCA deixe de acreditar na sua história. NUNCA”. O resto é história (e a gente adora!).

 

e se eu não existisse

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