DÊ UMA PAUSA, mande tudo à merda e vá para Paris

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mande tudo à merda e vá para Paris!

Sim, é isso mesmo que você acabou de ler, tudo à merda. As restrições de uma vida adulta correta, direita e limpinha – à merda. Traumas infantis, desajustes, rejeições, tapeações – à merda. Papéis sociais impostos goela abaixo por tantos séculos – à merda. Obediência cega, julgamentos alheios – à merda. Desejo por agradar sempre, ser aceito, admirado, ter certeza, dar a última palavra – à merda. Todos os ‘deverias’ (os que você direciona a si mesmo e às outras pessoas) – à merda. Porque nada disso cria uma história pessoal emocionante. E é só essa a nossa tarefa: que a nossa história desperte e ilumine a nós mesmos e ao mundo ao nosso redor. Inspire vidas!

E pra começo de conversa, sua história tem que ter estrutura, vocabulário, argumentação, caracterização, enredo, tudo diferente do que já foi feito (não temos mais paciência para plágios) – você pode mandar tudo à merda e inventar sua própria assinatura – coragem! Quem sabe uma vida com estilo francês (menos jornada de trabalho, mais atenção à saúde e aos prazeres, mais leitura e muitas caminhadas) te inspire! Dizemos ‘inspire’ porque, na real, a jornada do herói (sua jornada) tem mesmo que seguir os seus desafios e não os dos personagens de ‘outros livros’ – à merda com a necessidade de fazer tudo igual, seguir o velho caminho. A (sua) vida merece um desfecho surpreendente. Só que pra isso, mon cher, não tem jeito; você precisa enfrentar seus medos e todas as ânsias que lhe colocaram num prato à mesa e você, bobinha, engoliu, porque se deixou ser levada a essa vidinha que está, agora, querendo mandar à merda. Que bom! E o final dessa história, bem, não se preocupe, o final é o último dos capítulos (e geralmente ele se resolve sozinho).

Preocupar-se menos com o que se espera da nossa história e deixar-se em paz com o presente é um desafio. Desafio que o filósofo francês e especialista em meditação, Fabrice Midal, nos faz com o seu livro ‘A arte francesa de mandar tudo à merda – chega de bobagens e viva a sua vida’ (Planeta, 2018). Sabe… Você está exatamente aonde se colocou. Então se pergunte: Você está vivendo uma grande aventura, agora? O que te faz perder tempo (de verdade)? Qual é o seu tempo? Por que se autocriticar, compreender tudo o tempo todo? Qual a sua maneira de abraçar a vida, de ser no mundo? Midal, com suas reflexões, em um texto leve capaz de rasgar risos e franzir sua testa, nos puxa para o grande salto que é viver mais amistoso conosco mesmo. Até a medicação ele descomplica. Frouxos do controle sufocante, do saber absoluto. E enlaçados a intuição e a criatividade. Para, então, deixar-nos em paz!

Se deixe em paz e vá para Paris, peça um vinho rose da Provence, uma bela salada com froisgras e admire o movimento parisiense através de uma cadeira de um bistrô na Boulevard Saint German, porque as garotas de Palavra são rivegouche girls. Se coloque na faixa da abundância, se coloque aonde quer estar e diga adeus aquele velho ‘eu’ e se reconstrua. É… Vá mesmo para Paris! Não deve ter melhor lugar no mundo do que a cidade Luz pra se reinventar. Já reparou que pensadores, artistas, músicos, escritores e a própria moda, todos tomam fôlego quando passam por essa cidade? Pura provocação. Total à merda com o mundo retrógrado.

Vá à merda toda essa cafonice de determinismo genético, ancestral e de gênero. Vá, seja feliz, ouvimos dizer que Paris é uma Festa! Aqui também pode ser. Afinal, escrever a sua própria história e querer que seja um sucesso, bem, precisa de muita ousadia e sonhos próprios aqui ou lá (em Paris). O resto é história (e nós adoramos!)

Direto de Paris, bem aqui, Irmãs de Palavra e Amiga de Palavra … (texto a seis mãos só pra VOCÊ).

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DÊ UMA PAUSA, afinal, todo mundo quer uma boa vida

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Afinal, todo mundo quer uma boa vida.

A boa vida, segundo tratados ortodoxos escritos há milhares de anos, é um festim sem fim, regado a bons vinhos, comida abundante e sexo mais que satisfatório (mentira, não existe tratado nenhum). A boa vida, segundo as Irmãs de Palavra, é um livro bem longo, cheio de aventuras e que termina com a sentença “e viveram felizes para sempre” (bem, essa é só mais uma alegoria para a história de mil faces). A boa vida, segundo você aí que está lendo, é o quê? Normalmente, a primeira palavra que vem à cabeça é reveladora. Mas essa é mesmo uma perguntinha esquisita, o que é uma boa vida… Bem, segundo Hemingway, a boa vida é Paris, caçadas na África, mulheres, doses de martínis e taças de champagne, amigos, bons livros (lidos e escritos) e… Paris de novo!

Escrever e viajar, se não alargam os seus horizontes, alargam o tamanho de sua bunda. É por isso que gosto de escrever em pé“. Hilário! Esse e outros relatos, tão espirituosos quanto o seu autor, o escritor Ernest Hemingway, estão no livro ‘A Boa Vida Segundo Hemingway‘, editado pelo seu amigo e companheiro (de viagens, é claro), e também escritor, A. E. Hotchner. Não tem com não rir, ou não se contagiar com a vitalidade das palavras de Hemingway, e com seu tom excessivo e exorbitante. Reunida em uma coleção de fotos e conversas, falas, anotações em guardanapos e pequenos textos, a vida de um romancista que escreveu de forma verdadeira – sua grande contribuição ao mundo. Escreveu sobre o que buscava em seu coração. Nunca parou de procurar a própria verdade. Por isso, teve uma boa vida. “O problema do escritor jamais muda. Trata-se sempre de escrever de forma verdadeira. Encontrar meu próprio caminho, tanto na vida, quanto nos textos”. Palavras precisas, exatas. Atitudes maciças.

O livro é emprestado, do marido de uma amiga (tem que devolver né, Maria Danielle?!). A obra a gente devolve, mas o vigor de cada linha. Ah… esse fica. As Irmãs de Palavra foram fisgadas, contagiadas. Afinal, não é só Hemingway, todo mundo quer uma boa vida! O resto é história (e nós adoramos!).

Texto das Irmãs de Palavra

hemingway

 

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Dê uma pausa, você pode criar mundos.

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Você pode criar mundos.

Tenho tanta alma quanto você!“, escreveu, séculos atrás, Charlotte Brontë. Lembrar de nossa humanidade (e fazê-la aparecer ainda mais) é uma das coisas que os livros fazem por nós. A Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batata (filme de 2018) apaixona o espectador  quando mostra o poder dos livros. E você só pode ter um livro em mãos, se antes o autor fizer o trabalho dele. Então é sobre eles que vamos falar, os escritores. Conversas entre Escritores – as entrevistas da Believer ( Edição Vendela Vida, Arte&Letra, 2009) é uma obra que partilha histórias de quem nos oferece histórias. As Irmãs de Palavra compraram este livro no metrô de São Paulo, pelo preço exorbitante de R$2,00 (sim, acredite! bastou enfiar o dinheiro na máquina). Íamos nos encontrar justamente com um escritor, que editou nossos primeiros romances. Coincidências à parte, este livro nos fez parar tudo por um tempo. Como, cada autor, cria sua história? Às vezes, nos esquecemos do trabalho duro e árduo que é escrever. Enloquente e solitário. O escritor não é um médico, metido em plantões e que salva vidas. Ele não é um professor,  que ensina todos os que, um dia, serão os profissionais espalhando-se pelo mundo. Ele não é um político, chefe de estado, presidente, nem um monarca. Ele não é um padeiro, um executivo, um maquiador, um pastor, um produtor rural, um blogueiro, um jogador de futebol, um cientista, um entregador de pizza ou um dentista. Ele não é nada disso. Ele é apenas um contador de histórias. Que, humildemente, favorece a imaginação de seus leitores. E, talvez, nada no mundo seja tão ousado e transformador quanto uma pessoa criativa. Os livros podem fazer isso por você.  Sim, você tem o poder de criar mundos, se quiser. O resto é história (e nós adoramos!).

“O romance é realmente um dos poucos lugares no mundo onde dois estranhos podem se encontrar em uma intimidade absoluta”. (Paul Auster) “Para mim escrever é como respirar”. (Haruki Murakami)  O estilo de um escritor, se essa é a palavra – tom, assinatura, o que seja – é o motivo para lê-l0“. (Tom Stoppard) Se eu puder causar no leitor o mesmo sentimento que esse escritor causou em mim, então serei bem-sucedido. E essa é, provavelmente, a maior influência“. (Ian Mcewan) “Uma das coisas que sempre tentamos fazer na condição de escritores: ajudar as pessoas a entender a humanidade dos outros, a importância de outras vidas. Não acho que temos responsabilidades especiais como escritores. Tudo o que você pode fazer é tentar humanizar as imaginações das pessoas. Eu não conheço  nenhuma forma melhor de fazer isso, a não ser continuar a escrever.” (Tobias Wolff)

texto Irmãs de Palavras

irmãs de palavra - escritores

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neil gaiman

Dê uma pausa, e entre na roda


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Deixe todo o resto de lado, vamos abrir essa ciranda e conversar um pouco.

Palavras são dotadas de espírito, pode acreditar no que estamos dizendo. Vigor, perspicácia, entusiasmo, obstinação, renovação, inspiração têm energias desde a raiz semântica mais profunda. São como forças subterrâneas, capazes de impulsionar arroubos em quem as usa. Agora: perda, insossa, soberba, humilhação, desconfiança, avareza, inveja, lamúria, reclamação, ciúmes guardam um mundo de escuridão dentro delas. Podem arrastar seus pés feito bolas de chumbo. “Com que intensidade escolhemos ‘escrever’ nossas vidas e por quantas ninharias de qualquer importância nos deixamos como páginas fechadas?”

Pessoas também são assim; vigorosas ou apáticas,  inovadoras ou entediadas. Com as histórias acontece a mesma coisa. Elas derrubam você do lugarzinho comum e sem graça em que você se encontrava, um verdadeiro banho de energia; ou te empurram para um quarto solitário e vazio dentro da sua própria mente. ‘Ciranda das mulheres sábias’, de Clarissa Pinkola Estés (Ed. Rocco, 2007) traz o tipo de palavra que acende, invocando mais vida em quem as lê. Um livro que desafia ordens e te puxa para o meio da roda.  “… para que você se lembre de quem é, e  faça bom uso da magnitude que nasceu embutida no seu eu precioso e indomável”.

É um ensaio que ressalta a sabedoria que nasce nas cirandas das mulheres. As trocas antigas e revigorantes entre as iguais, receitas que passamos há gerações, unguentos que ensinamos umas às outras e perfumamos os caminhos, gargalhadas que compartilhamos, suspiros e incertezas que podemos confessar, para depois sairmos renascidas, abastecidas, fortalecidas, repletas de vontade de retornar ao próprio mundo e fazer dele a nossa grande aventura. As Irmãs de Palavra têm a benção de poder fazer parte de muitas rodas dessas. Uma delas aconteceu em 2016, quando lemos este livro no clube do livro AMIGOS DE PALAVRA de Londrina, e outra, em 2017, o mesmo livro no clube AMIGOS DE PALAVRA de Maringá. A ciranda que estamos na foto é bem recente, foi quase ontem, e nos encheu de alegria e intensidade, e depois, continuou contagiando cada palavra que passamos a escrever. Porque benção é assim, passa de um para o outro, sem você perceber. É um pequeno presente que oferecemos ao outro (e também recebemos). O resto é história (e nós adoramos!).

“Quando uma pessoa vive de verdade, todos os outros também vivem.”

                                                                                                    (Clarissa Pinkola Estés)

Texto das Irmãs de Palavra


a ciranda

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devaneio

Dê uma pausa, as Irmãs de Palavra viram uma bruxa!

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As Irmãs de Palavra viram uma bruxa!

 

Que bruxas existem, todos nós estamos cansados de saber. Queimávamos elas vivas ou as enforcávamos, por isso, agora elas andam disfarçadas. Essas mulheres estranhas, inusitadas, que botam medo porque sabem de coisas que a maioria das pessoas nunca ouviu falar, têm atitudes que quase todo mundo nunca teria a coragem. Você já viu uma de verdade? Assim, ao vivo, bem de pertinho? Já conversou com alguma? As Irmãs de Palavra, sim! E foi este fim de semana na FLIP (Festa Literária Internacional de Paraty, que aconteceu de 25 à 29 de julho). Estamos falando da escritora russa Liudmila Petruchévskaia. De vestido preto esvoaçante e chapéu glamoroso (preto também), Liudmila hipnotizou uma plateia embasbacada pelo seu vigor contagiante. Um assombro de mulher! Não apenas pelo vigor de, aos 80 anos, cruzar o mundo chacoalhando a literatura, ou aos 69  descobrir em si novos talentos, começando a cantar em francês e alemão. Nem somente por botar fé na escuta atenta e na mente coletiva para, a partir daí, contar suas histórias. “Eu só escuto, as histórias já existem”, diz ela. Tampouco por sua fala divertida e ao mesmo tempo seca e direta, revelando uma alma audaciosa e cheia de vida. Liudmila, que um dia foi uma criança solta e selvagem que sofreu com o regime socialista da União Soviética, não se apoia em dramas para comover o leitor. Não faz da dor seu amuleto. Não se importa em responder aos padrões. Não se vangloria de qualquer tipo de estrelismo. “Meu sucesso? Não tem nada a ver comigo”. Por isso mesmo, é uma presença literária fenomenal e cativante. Invade a mente do leitor com magia e mistério. Quebra paradigmas e falsos conceitos do pragmatismo esnobe literário. Ela inspira que você tire suas próprias máscaras e se jogue na vida. Essa foi nossa experiência na Flip com Liudmila. Um contato de outro mundo, com certeza que sim. Mas tudo começou antes, em maio deste ano no Clube de Palavra AMIGOS DE PALAVRA de Londrina, quando lemos seu livro “Era uma vez uma mulher que tentou matar o bebê da vizinha”. O único título da autora traduzido no Brasil, pela Companhia das Letras, 2018 – originalmente publicado em 2013. É um livro de contos que mesclam o terror, o cômico, o sombrio e o grotesco. Que nosso grupo leu por acaso, por indicação da mãe de uma de nossas amigas de palavra, Marina Elisa Castro (fofa e selvagem como só ela consegue ser). Nosso grupo se espantou com o título e depois, se entusiasmou com a leitura. Parecia que estávamos numa roda antiga, escutando velhas história assombradas. Está aí o poder de uma boa história: encantar para tocar. A magia de Liudmila está nos elementos místicos e alegóricos de sua escrita, também no subconsciente dark que se revela a cada linha. Encontramos ressonância na escuridão que nos rodeia. Autora antes censurada, hoje premida, mais conhecida ainda por suas peças de teatro. Nós, Irmãs de Palavra, junto com uma turma do Clube do Livro AMIGOS DE PALAVRA de Maringá, assistimos Liudmila, que de pé respondeu às perguntas e depois cantou. A vontade que nos deu foi de descobrir  que tipo de magia nós escondemos dentro da gente. Toda a gente. Vai que somos todas bruxas (e bruxos). O resto é história (e nós adoramos!).

texto das Irmãs de Palavra

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DÊ UMA PAUSA e saia correndo de quartos amarelos!

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e saia correndo de quartos amarelos!

Nosso argumento é simples: toda mulher pode cuidar de si mesma. Toda pessoa pode cuidar de si mesma. A não ser que tenha necessidades especiais limitantes, seja portadora de alguma síndrome ou doença incapacitante, ou seja ainda uma criança. Caso contrário, toda pessoa deve ter o direito de fazer suas próprias escolhas.

Nossa ideia não é nova: feminismo é uma luta necessária. Vozes de tantas mulheres foram amordaçadas. Caladas à força por hábito, pela tradição, pela ignorância, pela tirania, pelas pressões e hierarquias sociais… Tantas algemas, muros, que poderíamos nos ‘prender’ aqui por séculos! Ora, é claro que precisávamos mesmo sair às praças e gritar. Precisávamos romper com centenas e centenas de anos de violência e opressão. E ainda hoje, precisamos lutar contra mais violência. Explícita ou disfarçada. Muitas mulheres, em todos os tempos, desenharam, pintaram, esfregaram, capinaram, escreveram, discursaram, costuraram, ensinaram, dirigiram, cantaram, noticiaram, criaram filhos e filhas, inspiradas por uma força: construir um mundo mais igual entre homens e mulheres. Um mundo de vida e não de morte. Todos queremos o sol. Todos precisamos voar. Nunca mais vamos parar. Porque essa é uma luta de todos, mulheres e homens.

Nossa indignação nasceu na primeira geração de mulheres. Não à subjugação, à humilhação, ao desrespeito, à injustiça, à alienação, ao abuso. Não à falta de noção. Nem por brincadeira, podemos tolerar o poder de quem se sente superior. Gente é gente. Ponto final e acabou a história.

Nosso livro da semana, “O papel de parede amarelo”, acende com voracidade esse nosso papo. Um conto publicado em 1892, da escritora feminista americana Charlotte Perkins Gilman. Ele fala da vida de uma mulher que adoece sem saber exatamente o porquê. Ela é levada, pelo seu ‘zeloso’ marido John, para passar uns dias em uma casa de campo, afim de se recuperar de um “mal passageiro”. Médico, homem da ciência, acredita que em novos ares, afastada de tudo e todos que podem inquietar sua imaginação, sua tristeza se vá e ela fique calma (como se calma fosse uma boa forma de viver). E acaba enfiando a mulher, contra seu gosto, em um quarto de papel de parede amarelo que ela, a propósito, detesta. Ela ainda resiste e tenta não se enquadrar às medidas padronizadas que não são suas, escreve quando o marido ou a cunhada não estão por perto, pensa no filho que não vê. Até que faz sua escolha. Qual é? Bem, se fôssemos você escolheríamos ler essa história! Que além de não ter envelhecido, serviu – e ainda cabe – como um baita símbolo feminista.

Nosso encerra é um alerta:  saia correndo de ‘quartos amarelos’, mas não antes de rasgar todo o papel de parede. O resto é história (e nós adoramos!).

Texto das Irmãs de Palavra

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