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Dê uma pausa e ilumine-se: Coleção Vaga-lume

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E ilumine-se: coleção Vaga-lume!

Tá, tudo bem. Talvez seja como dizem por aí: não se vive de passado, o que importa é o presente. O momento AGORA da sua vida, é nele que todos os seus esforços devam valer. Mas, talvez, não seja bem assim. Quem sabe tempo passado-presente-futuro possam se encontrar em um ponto exato: você. E somos tudo o que vivemos até aqui, somos o desejo de quem queremos nos tornar, somos este instante de vida nova. E nós, as Irmãs de Palavra, somos muito do que lemos. E lemos muita coleção Vaga-lume em nossa infância e adolescência. Hoje, somos todas aquelas histórias (o que entendemos delas, o que sentimos com elas, o quanto viajamos e nos tornamos maiores com elas). Os mais velhos vão se lembrar, com certeza: Éramos Seis (Maria José Dupré), Sozinha no Mundo (Marcos Rey), A Serra dos Dois Meninos (A. Fraga Lima), A Ilha Perdida (Maria José Dupré), Acúcar Amargo (Luiz Puntel), Zezinho, o Dono da Porquinha Preta (Jair Vitória), A Turma da Rua Quinze (Marçal Aquino) e tantos outros. Os mais novos também podem se aventurar. A coleção Vaga-lume foi reeditada. Em 2015, a editora Ática resolveu dar uma cara nova à coleção que na década de 80 chacoalhou a literatura nacional. Alguns ganharam outras capas e tiveram o projeto gráfico reformulado. Na nova configuração teve até suplemento online.

Impresso ou não, tem um especial. ‘Zezinho, o Dono da Porquinha Preta’. Traz a infância à tona para uma das Irmãs de Palavra. Quando ela era uma criancinha atrevida e bem loirinha, leu este livro (não porque foi indicado na escola, mas porque tinha ao redor, aos montes, a influência danada das irmãs) e chorou. E quis, pela primeira vez, também se arriscar para defender uma porquinha como a Maninha. E olhou, pela última vez, com tanta inocência para as relações tão próximas. Os Passageiros do Futuro (Wilson Rocha) é outro bem especial. Esse livro foi dado pela irmã mais velha (Mary Antonia Gongora) a uma das Irmãs de Palavra, em 1988. E quem poderia imaginar que trinta anos depois, essa irmã ainda estaria às voltas com universos paralelos em mundos alienígenas (agora como autora). É passado-presente-futuro, todos juntos, dando passagem a quem você é. Esse é o universo em expansão. O seu universo. Todos universos em conexão. O resto é história (e nós adoramos!).

Texto das Irmãs de Palavra

E pra você, deixamos as palavras da Irmã mais velha: os passageiros do futuro

 

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de uma pausa

Dê uma pausa – a história hoje vale mais de 100 milhões de dólares

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E responda a pergunta: Por que ler #GIRLBOSS?

Porque a Irmãs de Palavra querem ser as donas delas mesmas, oras bolas! E você, quer ou não quer?

Sophia Amoruso, a autora do livro em questão. Para quem é do ramo da moda ou empresarial, ou ainda é ligado à cultura ‘pop’, é bem provável que já deva ter ouvido falar desse nome. Um case de sucesso. Tem a série também, mas vamos falar do livro, claro (apesar de sermos fissuradas em séries, oh meu Deus, algumas não dá pra parar de assistir!). Por que as Irmãs de Palavra leriam Sophia Amoruso? Pra começo de conversa, porque #girlsboss é assim… como ser ‘literalmente’ dona da sua própria história. E nós duas fazemos de tudo para isso: discutimos, filosofamos, brigamos, lemos, escrevemos, estudamos, meditamos, trabalhamos, experimentamos, perguntamos o tempo todo, nos divertimos, rimos à beça, voamos, sonhamos, voltamos atrás, rezamos, deixamos de acreditar numa porção de coisas (e no que dizem uma porção de pessoas), aguentamos a dor, a mágoa e a tristeza, mudamos gestos e atitudes, questionamos, amamos, paramos de seguir exemplos, abandonamos velhas histórias, cavamos novas chances, avançamos, viajamos. Lemos sem parar! Tudo para sermos, cada vez mais, nós mesmas e inventarmos um jeito mais criativo de viver no mundo. Sophia Amoruso tem uma história singular. Uma mulher, fora dos padrões convencionais, daqueles repetitivos. Não era boa aluna, pulava de emprego em emprego, até que resolveu usar um de seus maiores prazeres – comprar roupas em brechós – para viver. Comprava, dava seu toque pessoal (olha a sacada, people) e revendia. Acabou dona de uma empresa que vale mais de 100 milhões de dólares. Não é ficção! É melhor que isso. É a vida. Dela, e também a sua, a nossa. Com todo o ímpeto, a potência que nossa história merece ter. E não é bem isso que a literatura é capaz de provocar? Para as Irmãs de Palavra é! Pra nós, toda mulher é uma Girlboss. O resto é história (e nós adoramos!).

Ah, uma das Irmãs de Palavra ganhou esse livro de presente da filha do meio num dia das mães de um ano qualquer. Esse é um bom presente. De uma garota para outra: vá em frente e seja quem você quiser. Mas pare já de reclamar e seguir modelos. De se sentir derrotada e essas coisas todas. Assim não dá, mãe! Assim não dá, filha! Assim não dá história boa!

“Seja você mesmo; todas as outras personalidades já têm dono.”  (Oscar Wilde in #Girlboss)

Texto das Irmãs de Palavra

boss

 

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Dê uma pausa – a história hoje é sobre eles, os seres das sombras

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A história hoje é sobre eles, os seres das sombras

“As sombras estão chegando. Não pude evitar. Estão vindo rápido, cada vez mais rápido. Talvez ninguém possa escapar.” (O Sombrio Chamado)

Eles estão entre nós. Você não consegue vê-los; mas não se engane, eles sabem tudo sobre você.

Eles estão famintos. Você alimenta a todos. Com seu ódio, seus medos, toda sua inveja, ganância, sede por vingança e intolerância.

Eles são silenciosos. Mas furiosos. Perturbam sua mente, confundem seus sentidos. Não se pode fraquejar! Eles pressentem os reprimidos, os coitadinhos, os de pouca fé, os que cultuam os próprios complexos, velhas mágoas, os preguiçosos e também os que querem dominar o mundo, todos os donos de egos inflamados.

Eles são impiedosos. Não perdoam falsas intenções, as digressões, a falta de atitude perante a vida, a mesmice sem alegria, as fofocas e as difamações.

Eles estão aqui, agora. Não adianta fugir, nem se esconder. Vai ter que enfrentá-los. Vai ter que desafiá-los. Eles temem os corajosos. Fogem dos apaixonados. Evitam os que sofrem por inteiro, que são sensíveis à poesia e têm compaixão pelos defeitos alheios. E caem de quatro, derrotados, perante risos e pessoas divertidas. Não suportam alegria.

Só que eles não desistem. Nunca. Vieram antes e continuarão na Terra até o fim. Não é possível despistá-los, ou enganá-los. Eles sabem quem você é e onde podem te encontrar. Não vivem nas profundezas da Terra, nem se escondem na escuridão do mar. Eles moram em espelhos, estão espalhados pelo mundo inteiro.

Demônios. As piores sombras que tememos. Mil nomes que nos atormentam. Ou o inominável. Fome que seca a boca do estômago. Mata à pauladas. Forças que nos perturbam, nos levam à loucura, à depressão. A dizer não à vida. A sua e a do outro.

O Demonologista, sexto romance de Andrew Pyper, publicado no Brasil em 2015, pela editora Dark Side Books é assim. Sombrio, insistente assustador de mentes. Você se vê perdido num mundo em que humanos são possuídos por seres obscuros, que espalham o medo e a morte; enquanto o protagonista – David – corre contra o tempo para decifrar pistas e salvar sua filha do inferno. Pyper é uma assombração. Seduziu as Irmãs de Palavra, com sua história de terror psicológico e sobrenatural.

Tal como David, nós  – e nem você – temos como nos esconder. Teremos que encarar os próprios demônios. Sobrenaturais ou não, reais ou produtos de surtos de loucura, os demônios têm poder. Eles podem acabar com você. A não ser que você mantenha o vigor de quando foi criado, resista aos vendavais da vida, faça barulho com suas gargalhadas e espalhe no mundo o melhor que carrega em seu coração. Nenhum demônio resiste à alguém assim. Não precisa olhar embaixo da cama enquanto lê Pyper, nem ter medo do escuro. O vilão da história pode estar por perto, ele pode ser você. O resto é história (e nós adoramos!)

“A guerra contra o paraíso nunca foi travada no Inferno ou na Terra, o campo de batalha está em todas as mentes humanas.” (Andrew Pyper, O Demonologista)

Texto das Irmãs de Palavra

o demonologista

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Dê uma pausa, para suas certezas

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A história hoje é sobre certezas. Certeza absoluta. Sem sombra de dúvida!

Do que as Irmãs de Palavra têm certeza?

De que o melhor parto é o natural, óbvio! Fala-se tanto, campanhas e mais campanhas para aumentar o índice no Brasil de filhos paridos assim. Até que 41 semanas de gestação e a urgência necessária pra uma cesárea já! O melhor parto então…

De que os bons livros são os clássicos. Certeza absoluta! Obras aclamadas, sustentadas pelo tempo e pelo renome dos autores. A crítica delira! Muitos são chatos. Livros cansativos, entediados. Clássico ou não, onde mora a história boa, então? Meu Deus, que confusão! Cada um vai ter que criar sua própria opinião.

Temos certeza de que a primeira impressão é a que fica, até que a segunda apareça e mude tudo. Após amistoso Neymar é o melhor jogador. Após primeiro jogo da Copa Cristiano Ronaldo é o melhor. Até que venham as próximas partidas. Então… Certeza total é de que a palavra dita não se apaga. Claro, hoje se deleta! De que o mundo é dos espertos, até que ele seja pego e pegue 130 anos  de prisão. De que lugar de mulher é… onde ela bem entender! De que pau que nasce torto morre torto. Se assim ele quiser!

Afinal, do que as Irmãs de Palavra têm certeza, então?

A gente fica muito tempo buscando significados exatos e, às vezes, perdendo experiências que poderiam nos tornar mais vivos, se conseguíssemos escapar de tantos conceitos e pré-conceitos. 

Foi na dificuldade em responder exatamente a esta pergunta, ‘Do que você tem certeza?’, feita por um entrevistado à americana Oprah Winfrey, que em 1998 a jornalista e apresentadora de TV (capaz de manter no ar um programa por 25 anos!) começou a divagar sobre as próprias certezas – e inúmeras dúvidas. Dessa inquietude nasceu o livro ‘O que eu sei de verdade‘, publicado em 2014 pela editora Sextante. Uma reunião de crônicas despidas de doutrinas, que mais se parecem com uma conversa (sem censura) sobre prazeres, tombos, porradas da vida; e, principalmente, vontades,  sonhos e conquistas. E é exatamente com uma louca vontade de viver, que nós, Irmãs de Palavra, fomos arrebatadas ao ler a obra de Oprah. Wal Dantas, amiga de palavra que “chegou-chegando” ao clube do livro AMIGOS DE PALAVRA de Maringá, presenteou uma das Irmãs de Palavra com esse livro, que ela por sua vez, com certeza, não compraria. E acabaria perdendo o prazer de ler e aproveitar as experiências da autora. Talvez algumas certezas tenham esse poder: restringir sua vida de experiências transformadoras. Ainda bem que uma Irmã ganhou esse livro, que derrubou algumas de suas certezas. Depois passou a Oprah para a outra Irmã, então para a mãe, a amiga, o vizinho, e o seu Clóvis, o padeiro da esquina.

“Dificilmente passo um dia inteiro sem falar com minha melhor amiga, quase todas as noites entro em uma banheira de água quente e acendo muitas velas, mantenho um diário de gratidão, baixo a bola lendo um bom livro e mando o resto pastar.” (Oprah).

Depois dessa, as Irmãs de Palavra – finalmente – chegaram a uma certeza (sem sombra de dúvida!): às vezes, o melhor é ir pastar. Não, não, é mandar pastar! O resto é história (e nós adoramos!).

Texto das Irmãs de Palavra

oprah

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harry potter e as irmãs de palavra

DÊ UMA PAUSA – a história hoje é uma viagem

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A história hoje é uma viagem

E não é uma viagem qualquer, é A VIAGEM DE THÉO. E para quem não sabe, Théo é o nome do filho mais velho de uma das Irmãs de Palavra. Um garoto que hoje tem dezesseis anos. Mas essa viagem começou antes, não foi aqui e nem foi feita só por nós.

A VIAGEM DE THÉO é um livro escrito pela francesa Catherine Clément – filósofa, historiadora, teórica feminista e romancista. A obra, traduzida para várias línguas, foi publicada em 1997 e caiu como uma luva no destino das Irmãs de Palavra – você vai ver por quê. Acostumadas como somos a dar livros uma pra outra, muito antes de sequer imaginarmos escrever qualquer coisa à sério, nos demos este livro. Enquanto uma Irmã de Palavra esperava o seu primeiro filho, a outra lia e tagarelava seu encantamento sobre Théo, o personagem. Justamente numa viagem, a Irmã que estava grávida se viu num impasse: que nome dar ao filho? E na guerra com o marido, que não aceitava nenhuma sugestão, ela, com o livro da Irmã nas mãos, teve uma ideia inesperada: Théo! Sim, esse nome pode ser, Théo. Ficando então decidido, ia nascer o Théo ‘de verdade’. Pulou das páginas para o mundo. Aquele foi um momento glorioso.

A VIAGEM DE THÉO, também conhecido como romance das religiões, é uma história linda. Fala das religiões mais praticadas no mundo (curiosamente a autora é atéia e diz que só por ser atéia pôde escrever este livro). Em tempos de tanta intolerância e guerras civis, mostrar as diferentes crenças que nos movem já é uma jornada intrigante. O que dizer, então, da aventura de embarcar mundo afora no berço das religiões, com um paciente de câncer terminal, ao invés de interna-lo em um hospital? Judaísmo. Hinduísmo. Catolicismo. Candomblé. Sim, o Brasil está na história, com o personagem Théo em Salvador. Interessante, muito interessante! Mas não é sobre nada disso que queremos falar. Vamos falar da tia do Théo. Não a tia ‘de verdade’. Vamos falar da tia Marthe, a tia do livro. Até parecida com a tia ‘de verdade’, Marthe é uma mulher vigorosa, quente, cheia de vida. O sobrinho sofria uma doença sem cura, Marthe arranca o garoto dos tratamentos sem fim (que pouco podiam fazer por ele) e juntos – tia e sobrinho – fazem a tão famosa Viagem de Théo. A viagem não traria a cura, não mudaria o destino, não sopraria mais tempo de vida. A viagem não era um milagre. Era só uma chance de viver a vida de verdade, enquanto ela ainda existia.

Ficamos pensando, as Irmãs de Palavra, essa deve ser ‘a viagem’. A que liga todos os pontos do mundo a você. Liga o filho Théo para sempre a este livro. Liga as Irmãs de Palavra à audácia de Marthe. Não importa o que o mundo diga sobre qual caminho deveríamos seguir, nós queremos a chance de viver a vida de verdade. Enquanto a vida existe em nós.

E para terminar o texto – e não a vida, deixamos aqui as palavras que copiamos da dedicatória do livro, feita por uma Irmã de Palavra à outra: “Esperamos que a sua viagem seja, de todas, a mais perfeita para você.”  Esperamos mesmo. O resto é história (e nós adoramos!).

Texto das Irmãs de Palavra

dedicatóriadedico

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Dê uma pausa – dá um mergulho, vai!

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 Dá um mergulho, vai!

Lemos notícias. Falamos sobre tantos assuntos. Discorremos tratados, que depois são derrubados, refutados, rechaçados. Defendemos pontos de vista a ferro e fogo. Ouvimos sermões. Falamos palavrões. Ensinamos regras de etiqueta. Cumprimos protocolos. Assinamos contratos. Contamos casos. Nos calamos. Gritamos bobagens. Cantamos letras que nem entendemos. Damos lições de moral. Fofocamos. Fazemos juras de maldição. Promessas que nunca cumpriremos. Concordamos, discordamos. Temos tantos pontos de vista. Acumulamos artigos, resenhas de todo tipo. Escolhemos menus, é tanta coisa pra comer. Estudamos leis, biologia, matemática, até mesmo xadrez. Formamos e deformamos. Consumimos, produzimos conteúdos. Mandamos mensagens, e-mails, fotos, stories, selfies… Sorrindo, indo e vindo. Criamos manifestos, movimentos. Recebemos cartas. Sim, ainda existe carta, people! Sugerimos, concluímos. Gostamos de romances, thrillers, biografias, livros de fantasia. Teorizamos o mundo, a vida, a morte, as relações. Engolimos explicações. Desejamos tantas respostas.

Então, temos a poesia. Despretensioso pássaro da mente. Só quer voar, ser livre. Sentir, people! E atende apenas uma missão:  LIBERTAR!

“O rio está sob nosso passo (…) São nossos olhos que desenham sentido”.  

“Nascente,

Da terra que brota por veneráveis bolhas de ar, suave vulcão extinto.

Desço absoluto, riscando pedras. “

Maria Helena de Moura Arias é escritora, é poeta, é nossa amiga de palavra. É uma artista tão profunda quanto os rios que a inspiraram em  Palavrio (Scortecci Editora, 2014). De alagados escuros, caminhos encharcados, a leitos tranquilos ou fluxos nervosos; a história segue sem retornar, uma vez sequer, ao mesmo ponto de partida. Mergulhar nas poesias de Moura, lubrifica o olhar  da gente. Que passa a percorrer também por ‘terras mais moles’, caminhos não descobertos.

“Junto o passado em minhas profundezas. Refaço caminhos perdidos. Perco-me do horizonte estático.”

 Se até as águas turvas não fogem de si, como é que ‘eu’, correnteza limpa, vou escapar de mim? A vida merece poesia. O mundo precisa do poeta. Somos todos poemas. O resto é história (e nós adoramos!).

Texto das Irmãs de Palavra

foto poesia

 

 

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