img-20161104-wa0004

DÊ UMA PAUSA, é hora do livro!

de-uma-pausa-300x153

É hora do livro!

“As sombras estão chegando. Eu não pude evitar. Estão vindo rápido, cada vez mais rápido. Talvez ninguém possa escapar. Eu sempre soube que acabaria aqui. Esse é o meu destino. Não posso mais fugir. Tinha alguma coisa errada comigo, só não sabia o que era. Agora eu descobri. Eu nem devia me preocupar mais com essas coisas. Eu devia desistir de uma vez por todas, ponto final! Sou culpada. Só me resta uma única chance. Tom. Ele sempre foi a parte boa da minha história. A melhor de todas. A nota alegre e cheia de vida. O mundo todo fica azul quando ele está por perto. O problema é que as cores mudam quando ele vai embora. Sozinha eu não consigo. O céu é repleto de estrelas, no Universo todo. E a vida, em todos os mundos, é cheia de segredos. Agora eu sei disso. Não duvide. O mundo que você conhece não é real. Centenas, milhares de realidades dançam à sua volta. Você não as vê. Mas, se quisesse, poderia tocá-las. A pergunta é: No fim, o que vai sobrar de mim?”  (Trecho de O SOMBRIO CHAMADO – a maldição de um destino, Kelly Shimohiro, Ed. Novo Século, 2019)

Nós, as Irmãs de Palavra, estamos tão, tão FELIZES (orgulhosas mesmo!) em apresentar esse livro, que foi escrito por uma de nós: Kelly Shimohiro. A saga de Ágatha Guiller – a garota protagonista dessa história – começou há tempos em O ESTRANHO CONTATO, lançado no final de 2015. Ágatha abandonou a vidinha chata em que arrastava seus dias, quando se apaixonou por um garoto de outro mundo! Tudo mudou, nada do que ela conhecia poderia explicar sua nova realidade. Ágatha conheceu outro planeta, viveu aventuras incríveis e sofreu uma tragédia, que mudou tudo mais uma vez. Agora ela está de volta. Em O Sombrio Chamado, Ágatha se depara com os mistérios e segredos que cobrem os mundos, que conecta a todos. Descobre que a vida que acreditava não existe mais. Era mentira. Então se lança em uma jornada perigosa, onde terá que desvendar a verdade sobre si mesma. Quem você realmente é. A maldição do seu destino. Se entregar ou resistir, dizem sim ou não… “No fim, o que vai sobrar de mim?”

O Sombrio Chamado é o segundo livro dessa trilogia fantástica. E a novidade é que cada livro pode ser lido independente. Você pode conhecer Ágatha pelo segundo livro, e se quiser, voltar ao primeiro. E depois, você ainda terá o volume três. De qualquer forma, não recuse esse chamado:

Lançamento em Maringá: 16 de maio (quinta-feira), às 19h30 – Livrarias Curitiba – Shopping Maringá Park.

Lançamento em Londrina: 22 de maio (quarta-feira), às 19h30 – Livrarias Curitiba – Shopping Catuaí.

livro O SOMBRIO CHAMADO

Leia Mais

bienal 2

Dê uma pausa

de uma pausa

Dê uma pausa. Pra acelerar, ou descansar. Você sabe qual a sua necessidade. Sabe? Aliás, você sabe quem é mesmo você?

Campos da ciência que cuidam das propriedades nutricionais de cada alimento afirmam, de maneiras diferentes, que “Você é o que você come”.

A mitologia transpassa a ideia de que Você é de onde vem, você é a sua origem”.

Fé é a partícula criadora dos milagres da sua vida, segundo a religião. Nesse sentido, “Você é o que você acredita”.

Para a antropologia “Você também é vertebrado, mamífero, capaz de linguagem articulada, com entidade moral e social”. Opa, ‘moral’!

Existe um conselho ‘moral’ ainda em uso: “Diga com quem andas, que direi quem tú és”. Aqui, “Você é as pessoas com quem convive”.

No universo virtual, a wikipédia define “Você como um animal de ordem dos primatas, pertencente à espécie Homo sapiens”.

A turma da economia pensa que “Você é o que você investe e o que você poupa”.

Esportistas diriam “Você é o exercício que pratica”. 

Teorias místicas voltadas à energia como campo de criação da matéria proclamam que Você é a energia que capta e que emana”.

A história da filosofia não segue uma única diretriz, obviamente. Mas, existe uma semente que germina nessa ciência: o pensamento e a capacidade de expandi-lo. “Você é o que você pensa de si e do mundo”.

A voz da literatura bem pode contar que “Você é o que você lê”.

Se você for da indústria da moda, “Você é o que você veste”.  Se for um dentista, “Você é o seu sorriso”. Se for arquiteto, “Você é o seu projeto” Será? E todo o resto, de você? Afinal, quem é mesmo você? As pessoas ao seu redor, a falta de comida no mundo, a violência que estanca a liberdade de escolha, todos os livros que leu, as pessoas que perdeu, todas as invenções malucas da humanidade, o descaso das políticas públicas, as xícaras de café que toma, as horas de estudo, os amigos dos amigos, os olhares que atravessam sua vista, quem veio antes e quem ainda virá, seu saldo bancário, o tempo que espera na fila, as estrelas e os buracos negros, as boas risadas, taças de vinho, os longos abraços, os frios apertos de mãos, os pensamentos, a ansiedade, o choro, a buzinada. Você é o doce que devora e a música que canta. Você é as pessoas com quem esbarra, as que odeia e as que ama. Você é o tiro no escuro, o vírus imortal, as chagas do mundo. Você é os personagens que cria, todos eles. Você é um pedaço da terra e os gases do efeito estufa. Você é o medo que sente e a raiva que provoca. O sonho que imagina e a rotina que cria. As datas que não comemora, os brindes não feitos. A agenda que lota e a corrida perdida. Você é as letras do alfabeto, os pontos, as vírgulas e os verbos. Conjugados ou só concordados. Cada escolha diária, cada decisão adiada. O triunfo, o cansaço e o último lugar. O mar, você é o sal do mundo. As células espalhadas na rua. Tudo que respira. Você é as palavras que diz, as mentiras que conta, as ideias que acredita, as ofensas e o elogios. Você é a vida que avança. Você é a festa mais doida do planeta. Você é tudo que existe. A história da humanidade inteira, condensada e escrita numa única palavra: você.

Você não é só você. Você é o mundo e o mundo é você.

Fora de órbita? Conjugue essa ideia: REPAGINE-SE! 

Texto: Irmãs de Palavra

 irmãs ok 4irmãs ok 3irmãs ok 2irmãs 1

Leia Mais

literatura 14

Sobre gêneros, literários – by Irmãs de Palavra

sonho 1 vale“Chegou.

Abriu sorrisos.

Acendeu desejos.

Alimentou os ossos.

E partiu.

Ficando pra sempre!”

 

sonho 3 valeO sonho da casa própria. Carteira assinada. Bodas de ouro. Férias na Disney. Não eram seus. Ainda que empacotados. Perfeitamente emplastificados, ocupassem todos os dias de sua agenda. Até que uma noite (alguns) foram ‘quebrados’. Mais uma vez, não por ele. Perdido e fodido, sonhou. Pela primeira vez.

 

sonho 2 vale

 

O privilégio do ‘não saber’

O que há de errado…
Com as cucas que não têm respostas pras suas perguntas?
Com as pestanas que veem ‘confuso’ o que surge diante de sua fuça?
Com os pés velozes que não estão apressados?
Com as mãos firmes que não seguram tudo?
Com a boca aberta que não se enche de qualquer palavra?
Com as pernas postas, que não têm ideia pra onde ir?
Que diabos há de errado em saber que não dá pra ‘sabê’ tudo, pô?

 

 

Leia Mais

20160608_143228

Um dia antes

E do silêncio absoluto deu-se o primeiro grito. Antes, não havia nada. Agora, existia o som.

E do som, brotaram as cores. Escarlate, dourado e o negro, misturando tudo.

E os gritos e as cores ficaram juntos, tocando-se mutuamente. E isso durou por muito tempo. Toda a I Era Escura foi assim, de gritos e cores. E então, nasceu a fúria. Rainha soberana. Seu reinado durou tanto, que mais duas Eras Escuras se passaram. E tudo o que existia era fúria. Todo o som era fúria. Todas as cores eram fúria. E nada existia que não pudesse ser fúria.

A III Era Escura marcou o tempo da transformação e uma grande coisa aconteceu. A Rainha Fúria gerou a primeira de todas as criaturas. Foi então que Ele nasceu. As cores se renderam. O som calou-se. E a fúria, dormiu por todas as Eras Escuras que se seguiram. E Ele, que era feito de fúria, som e cores dominou a existência completamente. E nada havia senão Ele. Todo o espaço era Ele. Todo o tempo era Ele. E isso foi quase infinito, até a V Era Escura surgir e, com ela, o desejo.

E Ele se encheu de desejo. Seus mil olhos brilharam com tamanha intensidade, que da Escuridão fez-se a Luz. E a Luz mostrou o vazio que existia além Dele. E foi então que a primeira criatura que existiu sofreu e dali em diante, tudo que fosse criado estaria marcado pelo sofrimento, até o fim de todos os tempos.

O desejo, a fúria, o sofrimento e a Luz fizeram Dele um louco. E a loucura passou a reinar por muitas eras. Até que, no início da X Era Escura, Ele estava absurdamente louco. E louco, Ele passou a inventar. E inventando, Ele criou a segunda criatura que existiu. E Ela era cheia de Luz, tão cheia de Luz e tão diferente Dele, que isso fez crescer dentro Dele alguma coisa quente e intensa. E desesperado, Ele fugiu para longe. Cada vez mais longe Dela e da sua Luz perturbadora.

Distante e perdida, Ela passou a varrer todos os espaços com seu rastro de Luz, procurando por Ele. E Ela procurou e procurou e procurou… E enquanto procurava, alguma coisa acontecia além Dela e além Dele. A Escuridão Dele e a Luz Dela se encontraram sozinhas. E desse encontro, surgiu a esperança, que atingiu todo o resto. E mesmo as duas criaturas desesperadas e solitárias, se encheram de esperança. E nada mais foi capaz de segurá-los, desde então.

Foi o fim das Eras Escuras. E tudo se modificou mais uma vez. E tudo se encheu de sussurros. E os sussurros foram lentos e intensos, marcando o Início da Era da Criação, que durou por tanto tempo, que tudo o que veio antes parecia nunca ter acontecido. E então, Ele e Ela passaram o tempo todo juntos em sussurros intensos e assustadores. E foi nessa época, que todas as coisas surgiram. O sol foi uma pequena fagulha que escapou de uns dos mil olhos Dele. A Terra brotou dos cabelos Dela, que eram tão longos e tão vastos, que quando um fio se soltou, ele se enrolou sozinho e deu tantas voltas em torno de si mesmo, que fez surgir uma esfera. E a esfera se tornou tão grande, dando origem a Terra. E o Sol brilhou sobre ela e todas as coisas começaram a aparecer ali, enquanto Ele e Ela sussurravam, hipnotizados Um pelo Outro.

E depois que os mares salgaram a Terra; depois que todo tipo de árvore jogou uma brisa doce sobre a Terra; depois que as montanhas ondularam a Terra; depois que as flores iniciaram um tipo de encantamento na Terra; depois que as chuvas lavaram a Terra, deixando-a abundante; depois que a neve caiu por todas as partes da Terra, fazendo-a tremer; depois que os tornados rasgaram a Terra em muitas fendas; depois que os germes brotaram e as pragas surgiram; depois que, um a um, os animais foram acontecendo e fazendo o mundo ficar cheio deles; depois de tudo isso, Ele e Ela ainda continuavam a sussurrar juntos, uma música temerosa e absoluta. A música dos Dois.

E num desses momentos, Ela olhou para a Terra pela primeira vez. E percebeu o que haviam criado juntos enquanto cantavam e sussurravam. Ela não sorriu e nem contou para Ele. Ela simplesmente decidiu o que fazer e fez.

Os dois nunca poderiam habitar aquele lugar, nem Ele, nem Ela. Nem mesmo poderiam tocar a Terra, ou qualquer coisa que ali vivesse. Eram criatura majestosas, e destruiriam qualquer coisa que se aproximasse muito Deles. Então, Ela iniciou seu trabalho em silêncio, enquanto sussurrava para Ele, todo tipo de temor e amor que havia na Luz Dela. Ele fez sua parte e o mundo sacudiu-se em trovões, que dilaceraram os céus, permitindo que a Luz e a Escuridão preenchessem todos os espaços. E isso durou até o final da Era da Criação.

Ela então parou, porque estava exausta demais para continuar e não podia mais esconder Dele o que havia feito. E Ele então percebeu e toda fúria acordou Nele. Mas Ela o enrolou em seus cabelos longos demais e o carregou para longe. E cegou a Escuridão Dele com a Luz Dela. E Ele desistiu dessa luta e deixou-se levar. Em um dos seus mil olhos, Ela quase percebeu a alegria surgir. Mas isso aconteceu tão rápido que Ela nunca teve certeza do

que realmente viu ali. E Eles foram para tão longe, e Ela passou todo o tempo, desde então, a enrolar seus cabelos Nele, a fim de conter a fúria que Ele se tornou. E assim aconteceu para sempre. A Luz Dela e a Escuridão Dele, enrolados um no outro, num infinito maldito.

Na terra, o trabalho Dela estava feito. E além de todas as coisas e de todas as criaturas que a música Deles tinha feito surgir, havia uma criatura feita de som, de cores, de fúria, de desejo, de sofrimento, de loucura, de temor, de amor, de desespero, de solidão, de alegria, de esperança e, sobretudo, de Escuridão e Luz. Ela sabia que não poderiam habitar o mundo que, juntos, haviam criado. Mas dentro dela também existia a certeza, de que uma ínfima parte Deles poderia. E assim, em segredo, Ela deu origem ao filho Deles. E antes de partir, sussurrou, com sua voz etérea, nos ouvidos da pequena criatura: Teu nome é criatura humana e de tudo que teu Pai e tua Mãe criaram você é soberano. E nesse pequeno mundo, chamado de Terra, vais viver e dele vai vicejar teus próprios filhos e encherás a Terra deles. E viverás por todos os tempos e continuarás o trabalho do teu Pai e da tua Mãe, criando vida em abundância até o Fim. E quando esse tempo chegar, Eu e teu Pai retornaremos para te buscar. E aí, seremos três a reinar sobre todas as coisas”.

E então, Ela enrolou o próprio cabelo em torno Dela e Dele, para calar a fúria Dele e afugentar a dor que sentia em abandonar o próprio filho. Mas sabia que era assim que todas as coisas tinham que acontecer. E por amá-lo tanto, pode abandoná-lo para que ele cumprisse seu maldito papel em toda criação.

E isso tudo aconteceu um dia antes da primeira criatura humana abrir os olhos. E vai ser assim até que chegue o tempo do Fim. E então, tudo que é conhecido acabará.

20160608_143228

Leia Mais

o muro

O MURO

o muroUm gramado. Uma Esplanada. E dois metros de ferro. Nem de longe uma muralha, mas uma barreira foi armada entre a insatisfação coletiva bem no ‘coração’ do Brasil. De um lado quem acredita no impeachment, mas não quer Temer. Do outro, quem apoia Dilma; ainda crê nas ideologias do partido ou, talvez, até não bote mais tanta fé no PT. Não depois das pedaladas, das escorregadas e de toda essa papagaiada! Mas continua do mesmo lado. Ainda tem por trás, quem luta pelo afastamento e cassação do mandato de Eduardo Cunha, na presidência da Câmara.

Em uma era de incertezas, quem vai ficar depois do muro cair, em um futuro próximo com hora marcada (às 14h deste domingo), não se sabe. Por ora. Mas insensatez de caminhos insanos à parte, estar em cima do muro nunca foi mesmo um bom lugar. Não acha?

O que as IRMÃS DE PALAVRA acham é …

… que política não são cargos, é atitude no mundo;

… que não se aprende a amar escrevendo teses, mas dando as mãos;
… que bandeira não é símbolo, é suor;
… que discurso não tem ouvidos, só tem desejo: o poder;
… que consciência não faz barulho, causa transformação;
… que quem manda no mundo é o dinheiro, só se as pessoas deixarem;
… que seguir exemplos é tolice, eles são apenas ilustração;
… que o erro não é o outro, somos nós… se vivemos sem noção, sem participação, seguindo o sermão;
… que o Brasil precisa ser defendido, não só agora, não só assim;
… e por fim, nós entendemos que o muro que, de fato, separa é construído nas mentes!
* texto: Kelly Shimohiro e Dany Fran

Leia Mais