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Dê uma pausa, vamos decifrar o mistério do papai noel


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Vamos decifrar o mistério do Natal

Ninguém precisa acreditar, mas o papai noel existe de verdade. As Irmãs de Palavra já viram, há muitos e muitos anos. Aconteceu numa noite de dezembro, éramos pequenas e ainda dividíamos o  quarto com os nossos brinquedos preferidos: a pantera cor-de-rosa e o fusca amarelo. O papai noel usava as famosas botas pretas e deixava pegadas por onde passava. Não sabemos por onde ele entrou, nem como escapou. Mas deixou um bilhetinho, que nós guardamos até hoje, escondido numa caixinha antiga, bem no fundo do armário. Está escrito assim: “Meninas, para cada pessoa no mundo, existe uma palavra mágica que torna todo sonho possível. Um dia, vocês descobrirão a de vocês. E então, a vida será uma grande diversão”. Nós ficamos anos tentando. Procuramos em todos os dicionários que encontramos. Em todas as línguas que conhecemos. Só depois de muitas histórias, finalmente, descobrimos a nossa palavra mágica. Estava ali, o tempo todo. Ninguém precisa acreditar, mas o papai noel deixou esse bilhetinho para as Irmãs de Palavra. E nós duas, bem, nós sabemos que é verdade. O resto é história (e nós adoramos!).

Livro da semana: Mistério de Natal, do mesmo autor de O Mundo de Sofia, Jostein Gaarder – Companhia das Letrinhas, 1998. Já ouviu falar em calendário de Natal?  Joaquim, protagonista desta história, ganhou um e a cada dia do mês de dezembro que abria uma portinha do seu calendário, vivia uma nova peregrinação no tempo e espaço. É uma grande diversão! Neste livro, a gente passeia com Joaquim por histórias mágicas, que fazem a nossa renascer.

Texto das Irmãs de Palavra

 


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Dê uma Pausa – O mundo acabou. Não o seu nem o nosso. Mas acabou.

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O mundo acabou. Não o sou nem o nosso. Mas acabou.

“Aline abriu os olhos antes do despertador tocar. Pegou o Iphone de cima de ‘Minha vida fora de série’, em seu criado mudo, e encarou o visor sem nenhum retorno do Dani. Apenas o registro 06:57, sexta-feira, 30 de novembro de 2018.  Hesitou alguns segundos. Jogou o celular no edredom macio e pulou da cama. Com a boca cheia de espuma da pasta de dente sorriu pro espelho ao ver sua barriga, ainda esbelta. Três bochechos. E ducha ligada. Enquanto o banheiro virava sauna, Aline pensou novamente em Dani antes da descarga. Meu Deus, como ela precisava falar com ele! Quando foi jogar o papel higiênico, e encarou a fitinha com as duas listas absurdamente vermelha no fundo do lixo, deu outro pulo. Vestiu seu jeans (sem tomar banho) e a primeira blusinha branca na pilha de muitas outras. Passou pela sala de visita, de estar, de TV, pela cozinha, até chegar ao hall despercebida. O pai falava ao celular na mesa do café. A mãe também. Em quinze minutos Aline estava, sozinha, na estação. Apesar dos 15 anos recém completados; loira, de olhos verdes, com dinheiro na carteira e peitos grandes, ninguém barrou Aline, que embarcou às 8h55 pra Barbacena. Ao sentar na poltrona 7, sorriu para o homem que estava ao lado enquanto tentou mais uma vez falar com Dani, antes de bater na porta da casa do pai do filho que esperava.  

“Rafael acionou a soneca do maldito despertador que o chamava pro inferno do trabalho que pagava seu aluguel. Mais cinco minutos antes de levantar o esqueleto. Toda sexta-feira o mesmo dia, em Barbacena. Toda vez o mesmo desejo, não ir. Rafael se arrastou bocejando pra estação. Bilhete seis. Tanto faz, obrigado! Os olhos baixos não notaram o sorriso da loira que sentou bem ao seu lado. Calado virou pra janela, fitou o cerrado mas não enxergou nenhuma Magnolia bem diante do seu nariz”.

Aline, uma adolescente grávida, e Rafael, um quarentão depressivo; são personagens fictícios e atuais. Mas se fossem reais e vivessem em um passado recente, poderiam – de verdade – serem embarcados no trem para Barbacena, com parada no Colônia. E nunca mais voltarem para suas casas. Colônia foi um hospital criado pelo Governo mineiro no início do século passado para atender pessoas que sofriam com doença mental. Acabou como depósito de gente. Jovens solteiras grávidas. Depressivos. Viciados. Crianças portadoras de síndromes. Mendigos. Os desviados do padrão de excelência de uma cultura excludente e cruel. Muitos que incomodaram, foram condenados a uma vida desumana.

Mais de 60 mil pessoas morreram neste hospício. Mais de 1800 corpos foram negociados com faculdades de Medicina, por pelo menos 600 mil reais. Mais de 70% dos internos não tinha diagnóstico de doença mental. Mais que números, um verdadeiro holocausto, que a jornalista Daniela Arbex deu voz no livro-reportagem ‘Holocausto Brasileiro’ (Geração Editorial, 2013) e depois continuou dizendo em um filme da HBO e Vagalume Filmes (2016), baseado na obra.

Claro que o final do ano de 2018 está chegando e queremos falar das henas, de chaminés de onde caem presentes mágicos, do bom velhinho e das luzes nas cidades encantadas. Das compras de Natal e dos perus. Assuntos interessantíssimos! Mas o mundo acabou. Não o seu nem o meu. Mas acabou para os prisioneiros do Colônia, pelo menos para a maioria deles. E a gente sabe que as histórias gostam de se repetir, até que o mundo não precise mais delas. E talvez, só talvez, ainda sejamos os mesmos. Aqueles que jogam a “sujeira” para baixo do tapete, para ninguém ver. A casa arrumada, perfeita. A família tradicional e do bem, sagrada. Os cidadãos exemplares, em fila. Todos juntos cantando velhos hinos de Natal, mas que surpresa se abrirmos seus porões, mas que surpresa! O resto é história (e nós adoramos!).

Texto das Irmãs de Palavra

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Dê uma pausa e leia uma história de presente

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e leia uma história de presente!

Eles ganharam tanta coisa! Mas que mal teria em desejar ainda mais?
Renata olhava a pilha de caixas de presente crescendo e os risos que dava derretiam Paulo. Ele não se importava se era mais uma sanduicheira, igual a que tinham ganhado ontem. Se animava em lucrar mais uma gargalhada eufórica da noiva.
Véspera de Natal. ‘Quem casa em uma data dessa?’ Renata e Paulo!
O que incomodava Paulo era ler a manchete na tela do celular:  ‘A volta do mapa da fome? Brasil tem 7 milhões de pobres sem assistência social’. 
Falta comida. Sobra sanduicheira.
Um sombrio ruído atravessou suas ideias. É claro que eles estavam gratos pelas caixas que se espalhavam no novo lar. Mas ali, naquele momento, Paulo ficou feliz por outro motivo. Não sentia fome de afeto. Talvez fosse sorte, talvez uma benção.
Renata flagrou o sorriso do noivo. Era o presente que mais desejava ganhar, sempre.
O grande dia chegou. E lá foram os dois marchando para o sim. Renata vê a amiga da Austrália, que não viria para o casamento, acenando entusiasmada. Que surpresa feliz! A pequena capela estava repleta de amigos e parentes. E quase sem notar, esse foi o primeiro Natal de Renata e Paulo.  Porque, enfim, os dois viveram a magia das pessoas-presentes.

Obs.: A palavra “natal” (originária do latim) significa “relativo ao nascimento”. O Natal é uma festividade para o nascimento de Jesus Cristo, segundo tradições da igreja católica. Na verdade, a festa do Natal realiza-se em 25 de dezembro como tentativa de substituir uma festa pagã – Saturnália, buscando a aceitação do cristianismo. Por evidências históricas, sabe-se também que Jesus não nasceu nesta data. Há milhões de pessoas ao redor do mundo que não consideram Jesus como salvador da humanidade. Mas dos sete bilhões de homens e mulheres que habitam este planeta, talvez nenhum possa negar o ensinamento atribuído a Jesus: “Ame o seu irmão como a si mesmo” E como as Irmãs de Palavra insistem: tudo é irmão de tudo. Assim, não pode ser tão difícil o amor se espalhar por aí.  Feliz Natal!!

Texto: Irmãs de Palavra

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Feliz…

natal 01Natal!A data pode nem ser esta.

Mas o que interessa mesmo?

Para as IRMÃS DE PALAVRA Não são os apelos publicitários. As vitrines abarrotadas. As ruas iluminadas.
Nem as ordens dogmáticas. Ou a ceia emblemática.
Muito menos os ritos, copiados. Deslocados. E já ‘amarelados’.
Talvez, o que interesse, de verdade, neste dia, seja a presença do melhor que há em você!!
Seu jeito de amar. Doar. Partilhar. E RENOVAR a vida, agradecendo, todos os dias, a oportunidade de fazer história. A sua história. A nossa história. Espalhando pelo mundo a força de (re)nascer. Hoje. No Natal. Agora. E sempre!
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