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DÊ UMA PAUSA – Chegou O Sorriso das Mulheres

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Chegou a nossa vez de sorrir

“Nós sorrimos em Paris. Sorrimos porque Paris não é deste mundo. Não, não é. Pertence a outra galáxia, ninguém sabe, mas é verdade. Tem que ser verdade. Todo mundo volta diferente de Paris, sem conseguir explicar muito bem o porquê. Inventam todas aquelas desculpas: o Sena, o Louvre, os cafés e os croassants (ah, estes sem dúvida despertam sorrisos neste mundo), as igrejas, o Arco do Triunfo, a Champse-Elysée, as ruelas, as pequenas livrarias, a culinária francesa, os jardins, os castelos, os cabarés, o vinho, a moda, a Torre, as luzes; e acabam se convencendo que Paris é a cidade mais charmosa do mundo todo. Mais romântica. Boêmia. Retrô. A cidade LUZ. Bem… Nós sorrimos em Paris, na verdade, não apenas por todas essas coisas; mas porque descobrimos seu segredo. Paris não existe! É um sonho deslumbrante. E quando você vai pra lá, você descobre que sonhos são muito parecidos com a realidade, chegamos mesmo a confundir tudo. Mas sonhos são muito melhores, muito, muito melhores (nem se comparam!). Paris é uma prova. E sabe, se você quiser, você pode ser uma prova também. O resto é história (e nós adoramos)!”

Texto das Irmãs de Palavra

Livro da Semana: O sorriso das mulheres, Nicolas Barreau. Verus, 2013. «No ano passado, em novembro, houve um livro que me salvou a vida.» Assim como ‘coincidências não existem’ para os personagens Aurélie Bredin e Robert Miller, acasos não fazem parte da história das Irmãs de Palavra. Nós lemos este livro em 2017 no clube do livro Amigos de Palavra de Maringá. E depois, este ano neste mês, ele veio pra nós mais uma vez no book secreto dos Amigos de Palavra de Londrina. (!!)  E quando a sorte bate duas vezes, nós sorrimos de novo! Porque não pode ser verdade, trata-se de um sonho. (e as Irmãs de Palavra adoram sonhos!)

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Dê uma pausa, é Paris, Shakespeare, livraria, tudo junto!

 

de-uma-pausa-300x153é Paris, Shakespeare, livraria, tudo junto!

 

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Não, não estamos na Inglaterra.

“Há mais perigo em seus olhos do que em vinte espadas”. (William Shakespeare)

O que você vê é um canto épico (para os amantes literários), em homenagem ao poeta, ator e dramaturgo inglês. Essa é uma livraria famosa em Paris, fica numa ruazinha charmosa, bem pertinho da Notre Dame – a “Shakespeare and Company”. As Irmãs de Palavra não podiam deixar de ir! Cheia de livros e de gente envenenada por um amor que não mata. Cria histórias! Logo de cara, quando você ultrapassa o verde da porta, um colorido pastel de obras por todas as paredes, que sobem e descem num frenesi sem fim – de livros (livros e mais livros e mais livros). A poltrona larga de veludo é um convite para você chegar. Mas aí, ao lado, uma pequena e apertada escadaria de madeira te invoca à subir e encontrar ainda mais livros e, por fim, a réplica do quarto de Shakespeare, com sua cama e todo um cenário fascinante. Foi nesta ‘livraria mágica de Paris’ que as Irmãs de Palavra deixaram mais do que marcas (para falar a verdade, deixamos nossos marcadores!), esquecemos o cansaço de um dia todo ziguezagueando pela ‘cidade luz’ e seguimos com olhar revigorado.

Feito o romance “A livraria mágica de Paris” (Nina Georgi, 2013 – publicado no Brasil pela editora Record em 2016), a “Shakespeare and Company”, quer revelar ao mundo uma verdade universal: o poder dos livros. Mais precisamente, o poder das histórias. Na obra em questão, que lemos no clube do livro AMIGOS DE PALAVRA de Maringá, um livreiro amalucado, navega num barco-livraria pelo rio Sena até desembocar no mar, oferecendo histórias como se prescreve remédios, afim de curar as pessoas. Isto é, dependendo de qual mal você sofre, terá que ler um determinado livro para se livrar da doença (mal de amor, um belo e esperançoso romance, por exemplo). Essa é uma metáfora preciosa – e talvez a grande responsável pelo sucesso do livro – histórias têm poder de cura. Curam o tédio, a ignorância, a prepotência, a falta de criatividade e de ânimo. Depois de uma leitura incrível, você pode até ficar mais corajoso, mais amoroso, mais romântico. Pode inclusive se tornar um amante mais vigoroso. Lendo um livro cheio de aventuras, você quer sair por aí e conhecer novos mundos. Quer desafios. Ou pode ter vontade de aprender uma outra língua, fazer um curso, comprar uma moto ou uma casa na Toscana – que maravilha! É assim que os livros curam, as histórias pulam das páginas e tomam sua cabeça, fazendo um reboliço barulhento. Aí, quando você volta para o seu dia a dia, ah, já não é mais o mesmo! Quer mais beijos, mais conversas regadas a vinhos e risadas, quer andar a cavalo, esquiar, quer um salário melhor, quer justiça, quer dar sua opinião. Quer dar vazão. Porque no fundo, todo mundo é um personagem inesquecível. E os livros vão sempre te lembrar disso. O resto é história (e nós adoramos!).

Texto das Irmãs de Palavra

“– Os livros podem fazer muitas coisas, mas não tudo. Às coisas mais importantes a gente deve viver”. (Nina Geoefi). 


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DÊ UMA PAUSA, mande tudo à merda e vá para Paris

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mande tudo à merda e vá para Paris!

Sim, é isso mesmo que você acabou de ler, tudo à merda. As restrições de uma vida adulta correta, direita e limpinha – à merda. Traumas infantis, desajustes, rejeições, tapeações – à merda. Papéis sociais impostos goela abaixo por tantos séculos – à merda. Obediência cega, julgamentos alheios – à merda. Desejo por agradar sempre, ser aceito, admirado, ter certeza, dar a última palavra – à merda. Todos os ‘deverias’ (os que você direciona a si mesmo e às outras pessoas) – à merda. Porque nada disso cria uma história pessoal emocionante. E é só essa a nossa tarefa: que a nossa história desperte e ilumine a nós mesmos e ao mundo ao nosso redor. Inspire vidas!

E pra começo de conversa, sua história tem que ter estrutura, vocabulário, argumentação, caracterização, enredo, tudo diferente do que já foi feito (não temos mais paciência para plágios) – você pode mandar tudo à merda e inventar sua própria assinatura – coragem! Quem sabe uma vida com estilo francês (menos jornada de trabalho, mais atenção à saúde e aos prazeres, mais leitura e muitas caminhadas) te inspire! Dizemos ‘inspire’ porque, na real, a jornada do herói (sua jornada) tem mesmo que seguir os seus desafios e não os dos personagens de ‘outros livros’ – à merda com a necessidade de fazer tudo igual, seguir o velho caminho. A (sua) vida merece um desfecho surpreendente. Só que pra isso, mon cher, não tem jeito; você precisa enfrentar seus medos e todas as ânsias que lhe colocaram num prato à mesa e você, bobinha, engoliu, porque se deixou ser levada a essa vidinha que está, agora, querendo mandar à merda. Que bom! E o final dessa história, bem, não se preocupe, o final é o último dos capítulos (e geralmente ele se resolve sozinho).

Preocupar-se menos com o que se espera da nossa história e deixar-se em paz com o presente é um desafio. Desafio que o filósofo francês e especialista em meditação, Fabrice Midal, nos faz com o seu livro ‘A arte francesa de mandar tudo à merda – chega de bobagens e viva a sua vida’ (Planeta, 2018). Sabe… Você está exatamente aonde se colocou. Então se pergunte: Você está vivendo uma grande aventura, agora? O que te faz perder tempo (de verdade)? Qual é o seu tempo? Por que se autocriticar, compreender tudo o tempo todo? Qual a sua maneira de abraçar a vida, de ser no mundo? Midal, com suas reflexões, em um texto leve capaz de rasgar risos e franzir sua testa, nos puxa para o grande salto que é viver mais amistoso conosco mesmo. Até a medicação ele descomplica. Frouxos do controle sufocante, do saber absoluto. E enlaçados a intuição e a criatividade. Para, então, deixar-nos em paz!

Se deixe em paz e vá para Paris, peça um vinho rose da Provence, uma bela salada com froisgras e admire o movimento parisiense através de uma cadeira de um bistrô na Boulevard Saint German, porque as garotas de Palavra são rivegouche girls. Se coloque na faixa da abundância, se coloque aonde quer estar e diga adeus aquele velho ‘eu’ e se reconstrua. É… Vá mesmo para Paris! Não deve ter melhor lugar no mundo do que a cidade Luz pra se reinventar. Já reparou que pensadores, artistas, músicos, escritores e a própria moda, todos tomam fôlego quando passam por essa cidade? Pura provocação. Total à merda com o mundo retrógrado.

Vá à merda toda essa cafonice de determinismo genético, ancestral e de gênero. Vá, seja feliz, ouvimos dizer que Paris é uma Festa! Aqui também pode ser. Afinal, escrever a sua própria história e querer que seja um sucesso, bem, precisa de muita ousadia e sonhos próprios aqui ou lá (em Paris). O resto é história (e nós adoramos!)

Direto de Paris, bem aqui, Irmãs de Palavra e Amiga de Palavra … (texto a seis mãos só pra VOCÊ).

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Dê uma pausa, é Paris!

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A música é boa, a comida é um acontecimento à parte, a vista é bela e você pode tomar uma taça de vinho ou champanhe e simplesmente se divertir! Porque, afinal, é Paris! E, mon chéri, você nem precisa sair do lugar para entrar na festa. Basta começar por aqui:

O sorriso das mulheres (Nicolas Barreau, 2011 – Verus editora). Uma história de amor que se desenrola na capital francesa. Nada mais clichê! Bobagem, nada mais charmant. Com enredo consistente e brindado com humor europeu, O sorriso das mulheres é um daqueles momentos que você não pode deixar escapar. Sabe por quê? Porque vai fazer você sorrir e sorrir e sorrir muitas vezes! Isso não é encantador? Dar algumas gargalhadas entre uma página e outra, também pode acontecer. E ainda vai fazer você se aventurar pelas trapaças da paixão. Seguir planos e se surpreender quando eles saírem todos ao contrário. Mas tudo bem, você vai perceber que o que importa mesmo não são os anos mas o que colocamos dentro deles. E que, às vezes, é preciso se distanciar um pouco dos próprios problemas para tudo se descomplicar. É aí que as páginas vão conduzir você por cafés e restaurantes com todo sabor gourment, que o resto do mundo inveja e copia. Essa história vai brindar você com momentos de amizade profunda e revitalizante. E depois, você vai desejar mais vida, mais amor, mais refeições deliciosas e muitos, muitos, muitíssimos livros. Como Aurélie Bredin (heroína da livro), diz: “Em novembro do ano passado, um livro salvou minha vida…” E não é que isso pode  acontecer?

Minha vida na França (Julia Child com Alex Prud´homme, 2009 – editora Pensamento Cultrix, selo Seoman). Uma autobiografia fantastique. Puro vigor! Essa mulher, de uma energia irrefreável, foi uma revolução na culinária americana, por ser a pioneira a levar aos Estados Unidos o que há de melhor na cozinha francesa (e deixar isso à mão de quem quiser se aventurar entre ovos, patos e muita – muita – manteiga). A trajetória de Julia Child tem um capítulo principal (na verdade, vários!) em Paris, como ela mesma afirmava: “A França é meu lar espiritual”. Porque foi lá que ela, beirando seus 40 anos, descobriu sua verdadeira paixão – a comida, é claro. E dedicou-se com tal afinco, surpreendendo a todos, com um feito original e épico. Além de receitas aqui e ali, viagens por lugares pitorescos e imperdíveis, Child despeja nas palavras, um bocado da alegria e energia contagiosa – sua marca registrada. “Aprenda com seus erros, não tenha medo e, acima de tudo, divirta-se!” Inspiração em todos os sentidos. Afinal, “precisamos nos colocar em primeiro lugar porque ninguém vai fazer isso por nós”! E quando for fazer, que seja com prazer! “Eles não compreendiam como eu poderia achar prazer em fazer todas aquelas compras, cozinhar e servir, tudo sozinha. Mas acontece que eu achava!” E com vigorosa persistência (se você sentir que quer, de verdade)! “diante do silêncio bocejante fiquei decepcionada, mas não me deixei abater, continuei minha pesquisa”.

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Joie de vivre, alegria de viver. Isso pode ser Paris. Isso pode ser você. Então, só resta às Irmãs de Palavra lhe desejar Bon appétit! Na arte de comer, viver e inventar-se, diariamente.

Au revoir!! 

 

Texto: Irmãs de Palavra

Fotos abaixo Nelson Boulangerie

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Meu lugar no mundo – por Dany Fran

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Estapafúrdio! O dia em que depositei ‘ali’ todo o presente de um futuro feliz.

Quem já não teve o sonho de viver fora do país? Eu já, inclusive, tentei.  No meio de um caos econômico me parece que este desejo voltou à moda. Pelo menos tenho ouvido muita gente ao meu redor falar a respeito. Acho mais do que justo, acho corajosamente prudente conjugar o verbo TENTAR.  Seja em qual tempo for, gosto dele. Assim como do barulho da cidade em movimento, de ouvir gente que não conheço conversar, de descobrir becos nunca vistos, experimentar sabores e degustar os mesmos até repetidas vezes. Só não acho que apenas o tempo de conjugação pode variar, mas onde o verbo vai também!

Depois de décadas de andanças do norte pioneiro ao centro-sul do Paraná, dos aromas apimentados de Goiás às terras ensolaradas do Mato Grosso; ficou mais fácil não ter raízes fincadas, soterradas. Não tenho problema em aguá-las e deixá-las nutrindo em diferentes solos, mesmo gostando de cada um deles. Acredito no poder da rotação. Ininterrupta. Inclusive estando no mesmo lugar por anos.

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Porque o meu lugar, seja onde estiver, deve pulsar quando pisco. Eu me apaixonei por Paris sentada em um banco escrevendo no Café Flor. Continuo apaixonada escrevendo em qualquer café de Maringá. Me esforço para incluir à rotina apertada dos ponteiros pequenos prazeres como no meio da semana dar jogar bola com meus filhos ou ir com meu marido a lugares que curtimos, ainda que por breves e bons minutos. Tenho o privilégio de passar pela minha rua predileta toda manhã, ou tarde, se eu quiser! Ainda assim, me pego fazendo outros trajetos para ir ao trabalho porque sei da força de encontrar novos e abertos lugares, em nosso mundo.

Eu sigo, na verdade ainda sonhando (ufa!), quase todos os dias. Mas enquanto as horas passam não espero mais para onde meus passos vão, ou ficam; para viver ali, onde estou, sentindo cócegas com quem me faz sorrir!

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