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Dê uma pausa e leia uma história de presente

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e leia uma história de presente!

Eles ganharam tanta coisa! Mas que mal teria em desejar ainda mais?
Renata olhava a pilha de caixas de presente crescendo e os risos que dava derretiam Paulo. Ele não se importava se era mais uma sanduicheira, igual a que tinham ganhado ontem. Se animava em lucrar mais uma gargalhada eufórica da noiva.
Véspera de Natal. ‘Quem casa em uma data dessa?’ Renata e Paulo!
O que incomodava Paulo era ler a manchete na tela do celular:  ‘A volta do mapa da fome? Brasil tem 7 milhões de pobres sem assistência social’. 
Falta comida. Sobra sanduicheira.
Um sombrio ruído atravessou suas ideias. É claro que eles estavam gratos pelas caixas que se espalhavam no novo lar. Mas ali, naquele momento, Paulo ficou feliz por outro motivo. Não sentia fome de afeto. Talvez fosse sorte, talvez uma benção.
Renata flagrou o sorriso do noivo. Era o presente que mais desejava ganhar, sempre.
O grande dia chegou. E lá foram os dois marchando para o sim. Renata vê a amiga da Austrália, que não viria para o casamento, acenando entusiasmada. Que surpresa feliz! A pequena capela estava repleta de amigos e parentes. E quase sem notar, esse foi o primeiro Natal de Renata e Paulo.  Porque, enfim, os dois viveram a magia das pessoas-presentes.

Obs.: A palavra “natal” (originária do latim) significa “relativo ao nascimento”. O Natal é uma festividade para o nascimento de Jesus Cristo, segundo tradições da igreja católica. Na verdade, a festa do Natal realiza-se em 25 de dezembro como tentativa de substituir uma festa pagã – Saturnália, buscando a aceitação do cristianismo. Por evidências históricas, sabe-se também que Jesus não nasceu nesta data. Há milhões de pessoas ao redor do mundo que não consideram Jesus como salvador da humanidade. Mas dos sete bilhões de homens e mulheres que habitam este planeta, talvez nenhum possa negar o ensinamento atribuído a Jesus: “Ame o seu irmão como a si mesmo” E como as Irmãs de Palavra insistem: tudo é irmão de tudo. Assim, não pode ser tão difícil o amor se espalhar por aí.  Feliz Natal!!

Texto: Irmãs de Palavra

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O presente que é ‘PRESENTE’

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Tem quem acredita que são criaturas angelicais. Tem quem ouve contos de fadas. Tem quem ocupa suas horas apenas com tarefas, paredes com quadros e a casa com móveis planejados. Mas tem ainda quem acha que estão mais para pequenos ‘gigantes’ divertidamente barulhentos. Que preenche a vida com tempo pra ‘nada’, as paredes com rabiscos e a sala com brinquedos. De um jeito ou de outro, a verdade para as IRMÃS DE PALAVRA é que nossas crianças ocupam e bagunçam, agora, a melhor hora. Quando somos capazes de explorar o ‘mundo’ dentro de uma cabana no meio da sala. Mentira? E quem, por acaso, é capaz de desmentir o que é verdade pra você?

Se fosse verdade que 12 de outubro é o Dia das Crianças, insistiríamos na data, repetindo 12-10 um dia sim e o outro também!

Se fosse verdade que o mundo era mágico, presidente era criança!

Se fosse verdade que toda hora era feliz; a gente vivia de faz de conta!

Se fosse verdade que presente era importante; a gente se embrulhava todo, se enfeitava com laços de fita, e ficava assim, sempre presente na vida das nossas crianças!

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  • texto: Kelly Shimohiro e Dany Fran

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Meu lugar no mundo – por Dany Fran

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Estapafúrdio! O dia em que depositei ‘ali’ todo o presente de um futuro feliz.

Quem já não teve o sonho de viver fora do país? Eu já, inclusive, tentei.  No meio de um caos econômico me parece que este desejo voltou à moda. Pelo menos tenho ouvido muita gente ao meu redor falar a respeito. Acho mais do que justo, acho corajosamente prudente conjugar o verbo TENTAR.  Seja em qual tempo for, gosto dele. Assim como do barulho da cidade em movimento, de ouvir gente que não conheço conversar, de descobrir becos nunca vistos, experimentar sabores e degustar os mesmos até repetidas vezes. Só não acho que apenas o tempo de conjugação pode variar, mas onde o verbo vai também!

Depois de décadas de andanças do norte pioneiro ao centro-sul do Paraná, dos aromas apimentados de Goiás às terras ensolaradas do Mato Grosso; ficou mais fácil não ter raízes fincadas, soterradas. Não tenho problema em aguá-las e deixá-las nutrindo em diferentes solos, mesmo gostando de cada um deles. Acredito no poder da rotação. Ininterrupta. Inclusive estando no mesmo lugar por anos.

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Porque o meu lugar, seja onde estiver, deve pulsar quando pisco. Eu me apaixonei por Paris sentada em um banco escrevendo no Café Flor. Continuo apaixonada escrevendo em qualquer café de Maringá. Me esforço para incluir à rotina apertada dos ponteiros pequenos prazeres como no meio da semana dar jogar bola com meus filhos ou ir com meu marido a lugares que curtimos, ainda que por breves e bons minutos. Tenho o privilégio de passar pela minha rua predileta toda manhã, ou tarde, se eu quiser! Ainda assim, me pego fazendo outros trajetos para ir ao trabalho porque sei da força de encontrar novos e abertos lugares, em nosso mundo.

Eu sigo, na verdade ainda sonhando (ufa!), quase todos os dias. Mas enquanto as horas passam não espero mais para onde meus passos vão, ou ficam; para viver ali, onde estou, sentindo cócegas com quem me faz sorrir!

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Aniversário (por Flávio Machado)

presente 2o joelho doeu a noite toda
o conta gotas das goteiras
tem uma música dentro
talvez devêssemos comprar guarda – chuvas para os cactos

as nuvens baixas invadindo o canal
a maré baixando no salto dos peixes
no pouso do hidro avião

o poeta tem uma ideia
uma imagem sem dono
embrulha o poema para presente

envia os versos arredios da poesia possível
navegando por cima dos recifes

cantar na calçada
o céu de tolos desejos
esperando pela lua azul.

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