Dê uma pausa, é Paris, Shakespeare, livraria, tudo junto!

 

de-uma-pausa-300x153é Paris, Shakespeare, livraria, tudo junto!

 

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Não, não estamos na Inglaterra.

“Há mais perigo em seus olhos do que em vinte espadas”. (William Shakespeare)

O que você vê é um canto épico (para os amantes literários), em homenagem ao poeta, ator e dramaturgo inglês. Essa é uma livraria famosa em Paris, fica numa ruazinha charmosa, bem pertinho da Notre Dame – a “Shakespeare and Company”. As Irmãs de Palavra não podiam deixar de ir! Cheia de livros e de gente envenenada por um amor que não mata. Cria histórias! Logo de cara, quando você ultrapassa o verde da porta, um colorido pastel de obras por todas as paredes, que sobem e descem num frenesi sem fim – de livros (livros e mais livros e mais livros). A poltrona larga de veludo é um convite para você chegar. Mas aí, ao lado, uma pequena e apertada escadaria de madeira te invoca à subir e encontrar ainda mais livros e, por fim, a réplica do quarto de Shakespeare, com sua cama e todo um cenário fascinante. Foi nesta ‘livraria mágica de Paris’ que as Irmãs de Palavra deixaram mais do que marcas (para falar a verdade, deixamos nossos marcadores!), esquecemos o cansaço de um dia todo ziguezagueando pela ‘cidade luz’ e seguimos com olhar revigorado.

Feito o romance “A livraria mágica de Paris” (Nina Georgi, 2013 – publicado no Brasil pela editora Record em 2016), a “Shakespeare and Company”, quer revelar ao mundo uma verdade universal: o poder dos livros. Mais precisamente, o poder das histórias. Na obra em questão, que lemos no clube do livro AMIGOS DE PALAVRA de Maringá, um livreiro amalucado, navega num barco-livraria pelo rio Sena até desembocar no mar, oferecendo histórias como se prescreve remédios, afim de curar as pessoas. Isto é, dependendo de qual mal você sofre, terá que ler um determinado livro para se livrar da doença (mal de amor, um belo e esperançoso romance, por exemplo). Essa é uma metáfora preciosa – e talvez a grande responsável pelo sucesso do livro – histórias têm poder de cura. Curam o tédio, a ignorância, a prepotência, a falta de criatividade e de ânimo. Depois de uma leitura incrível, você pode até ficar mais corajoso, mais amoroso, mais romântico. Pode inclusive se tornar um amante mais vigoroso. Lendo um livro cheio de aventuras, você quer sair por aí e conhecer novos mundos. Quer desafios. Ou pode ter vontade de aprender uma outra língua, fazer um curso, comprar uma moto ou uma casa na Toscana – que maravilha! É assim que os livros curam, as histórias pulam das páginas e tomam sua cabeça, fazendo um reboliço barulhento. Aí, quando você volta para o seu dia a dia, ah, já não é mais o mesmo! Quer mais beijos, mais conversas regadas a vinhos e risadas, quer andar a cavalo, esquiar, quer um salário melhor, quer justiça, quer dar sua opinião. Quer dar vazão. Porque no fundo, todo mundo é um personagem inesquecível. E os livros vão sempre te lembrar disso. O resto é história (e nós adoramos!).

Texto das Irmãs de Palavra

“– Os livros podem fazer muitas coisas, mas não tudo. Às coisas mais importantes a gente deve viver”. (Nina Geoefi). 


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Dê uma pausa e leia – uma história de romance

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e leia – uma história de romance

“Ela gosta do abajur ligado e a casa em silêncio para escutar o vinho caindo na taça, acomodada junto à pilha de livros. Alguns são devorados bem rápido, sem a menor cerimônia. Outros, demoram pra ser tocados. Platonicamente desejados. Alguns são substituídos por novos. Capa dura. Um luxo. Outros, edição de bolso. Menores. Mas tão gostosos quanto.

Ele acostumou a viver cercado. Por todos. Não liga. Com a roupa jogada. A comida esquentada. A página virada. (por anos). Mas quando ela é tocada. E duas taças são secadas. Ainda hoje, eles gostam do que os mantêm ligados. Conectados. Não precisam de morte que os unam, nem o ‘acaso’ de uma praia deserta, ou uma trama complexa que dificulte a jornada dos dois. Só da mesma cama. Que os esquente. Dos mesmos sedentos olhares, sem substituição, em dias ensolarados. Ou nublados. Precisam da mesma imaginação divertida dentro das quatro paredes. Reais. Do mesmo silêncio. Surreal. Que os tornam cúmplices. De um acordo. Sem tratado. Mas selado. E renovado. a dois. “

Você para tudo e se entrega a um bom romance. De cem páginas ou mil. Pode ser estrangeiro, brasileiro, ingênuo, quente, sofisticado, real ou fantástico. Talvez acabe trágico, no estilo shakespeariano. Talvez derrube barreiras morais, como Dona Flor e seus dois Maridos. O cenário pode ser urbano tendo Paris como fundo, conquistando fácil O Sorriso das Mulheres. Ou se desenrolar nos campos áridos de Vidas Secas. Romances podem ser densos, cheios de Orgulho e Preconceito. Ou leves, com pitadas de humor pueris: Cinderela Pop. Eles podem acabar mal, feito um Sono ruim, ou esperançosos e felizes Sob o sol da Toscana.  Podem até mexer com seus preconceitos, abrir outras possibilidades e lhe presentear com uma  Rosa da Meia-noite. Podem tanta coisa, menos uma. Quando você começa um bom romance, não dá mais pra parar. Páginas são devoradas num fôlego ardente. Vírgulas transformam-se em suspiros. Novos capítulos na ansiedade da espera, a paixonite formigando. O fim em vazio, dias cheios de espaço, tudo é chato até que… na curva de uma estante qualquer, você tope com uma lombada atraente e pronto, a química de novo. E depois das primeiras palavras, você está lá, caindo de amores. O que um bom romance não faz, não é mesmo?

Texto das Irmãs de Palavra

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