capa_youtube_irmas

DÊ UMA PAUSA SOB O SOL DA TOSCANA. NÃO HÁ COMO RESISTIR.

de-uma-pausa-300x153

SOB O SOL DA TOSCANA. NÃO HÁ COMO RESISTIR.

A placa indicava Roma. Mas não iríamos para lá, não naquela tarde. Precisávamos pegar sentido contrário, sentido Arezzo. Uma mísera distração entre oliveiras e a autoestrada italiana e pronto! Nossa aventura ganhou alguns quilômetros a mais. Ok, foram também risos a mais. Até que, enfim, acertamos o caminho. Caímos da ficção para uma realidade fantástica. Tem coisa melhor?

Há muitos e muitos anos, vimos o filme “Sob o sol da Toscana” (lançado  no Brasil em 2004) e, depois disso, nunca mais as Irmãs de Palavra pararam de repetir: Toscana-Toscana-Toscana. Seria nosso destino. Mais dia, menos dia. Se você já assistiu, vai entender o porquê. Depois lemos o livro que deu origem ao filme, escrito pela americana Frances Mayes (publicado no Brasil pela editora Rocco, em 2002) e não restaram mais dúvidas: Toscana-Toscana-Toscana. E do desejo nasceu o sonho. E depois, a palavra exata tomou o mundo: vamos! A palavra exata criou oportunidade e abriu espaço: a nossa ‘viagem de palavra’.

Há pouco mais de um mês, estivemos lá. E, como acontece com muitas das nossas experiências, não foi bem como esperávamos. Foi muito melhor! A paisagem – uma pintura por todos os lados – deixa você cheio de vida (Frances Mayes estava certa). As uvas são uma experiência à parte. Chupamos algumas ali, direto da parreira e não houve palavra. Só rimos, sorrimos, ah, esse sol da Toscana… A Vila de Filicaja, uma vinícola, teve Sofia – a típica italiana charmosa e sorridente – a nos oferecer vinhos, todos Chiantis. Frances Mayes acertou novamente. Os vinhos de lá têm magia. E, como no filme, em nossos dias na Toscana, aconteceu um casamento (e foi num castelo!). Casamento de um primo. Claro que Frances Mayes não errou desta vez. O amor na Toscana é todo iluminado. Culpa do bendito sol da Toscana. Não deve existir  crepúsculo mais bonito. Não, não deve.

Então, pisamos no acelerador novamente e, entre idas e vindas, paramos em Cortona. Da autoestrada para ruelas apertadas e tão íngremes que, por alguns instantes, paramos de sorrir. Mas novamente foram míseros instantes, porque é impossível não abrir sorrisos na cidadezinha italiana que fissurou a autora americana, a ponto dela comprar uma casa lá: na Villa Bramasole. Do alto das montanhas você fica maior. Não, é a batida do seu coração que cresce. Nem se importa em não poder entrar com o carro na rua principal, aberta apenas para os carros dos moradores. É a cada passo, devagar, que novos raios iluminam a sua vista e te convidam para uma taça de vinho rosé diante das escadarias da Igreja matriz – literalmente cenário de filme. Até que, de mais ruelas, surge a imensa, coral e florida, casa de Frances Mayes. E ali, diante de um silêncio quente, é impossível  não querer ficar mais um pouco.

Sob o sol da Toscana é um livro. Não, é um filme. Não, é uma experiência que muda você. Talvez nem seja o sol. Ou a uva, o azeite, a paisagem, o vinho, a alegria da “la nostra gente“. Talvez não seja nada disso. Talvez seja você, que num cenário daquele, não pode negar: a vida é mesmo muito boa! O resto é história (e nós adoramos!).

Texto das Irmãs de Palavra

francesmayes

Leia Mais

de uma pausa

Dê uma pausa e leia – uma história de romance

de-uma-pausa-300x153

e leia – uma história de romance

“Ela gosta do abajur ligado e a casa em silêncio para escutar o vinho caindo na taça, acomodada junto à pilha de livros. Alguns são devorados bem rápido, sem a menor cerimônia. Outros, demoram pra ser tocados. Platonicamente desejados. Alguns são substituídos por novos. Capa dura. Um luxo. Outros, edição de bolso. Menores. Mas tão gostosos quanto.

Ele acostumou a viver cercado. Por todos. Não liga. Com a roupa jogada. A comida esquentada. A página virada. (por anos). Mas quando ela é tocada. E duas taças são secadas. Ainda hoje, eles gostam do que os mantêm ligados. Conectados. Não precisam de morte que os unam, nem o ‘acaso’ de uma praia deserta, ou uma trama complexa que dificulte a jornada dos dois. Só da mesma cama. Que os esquente. Dos mesmos sedentos olhares, sem substituição, em dias ensolarados. Ou nublados. Precisam da mesma imaginação divertida dentro das quatro paredes. Reais. Do mesmo silêncio. Surreal. Que os tornam cúmplices. De um acordo. Sem tratado. Mas selado. E renovado. a dois. “

Você para tudo e se entrega a um bom romance. De cem páginas ou mil. Pode ser estrangeiro, brasileiro, ingênuo, quente, sofisticado, real ou fantástico. Talvez acabe trágico, no estilo shakespeariano. Talvez derrube barreiras morais, como Dona Flor e seus dois Maridos. O cenário pode ser urbano tendo Paris como fundo, conquistando fácil O Sorriso das Mulheres. Ou se desenrolar nos campos áridos de Vidas Secas. Romances podem ser densos, cheios de Orgulho e Preconceito. Ou leves, com pitadas de humor pueris: Cinderela Pop. Eles podem acabar mal, feito um Sono ruim, ou esperançosos e felizes Sob o sol da Toscana.  Podem até mexer com seus preconceitos, abrir outras possibilidades e lhe presentear com uma  Rosa da Meia-noite. Podem tanta coisa, menos uma. Quando você começa um bom romance, não dá mais pra parar. Páginas são devoradas num fôlego ardente. Vírgulas transformam-se em suspiros. Novos capítulos na ansiedade da espera, a paixonite formigando. O fim em vazio, dias cheios de espaço, tudo é chato até que… na curva de uma estante qualquer, você tope com uma lombada atraente e pronto, a química de novo. E depois das primeiras palavras, você está lá, caindo de amores. O que um bom romance não faz, não é mesmo?

Texto das Irmãs de Palavra

paris 7

Leia Mais