IRMÃS DE PALAVRA & PAIQUERÊ FM

Para quem nos acompanha aqui, sabe que temos atuado como ativistas literárias. Para quem está entrando pela primeira vez neste site, fique sabendo que as Irmãs de Palavra têm um sonho e esse sonho é feito de palavras, é feito de histórias (e nós não vamos mais parar).  E para todo mundo, temos uma novidade.

As Irmãs de Palavra estão com um blog na Paiquerê FM. Você vai poder ler nossas colunas semanais na íntegra em https://www.paiquere.com.br/categoria/blog/irmas-de-palavra/.

Vem escancarar novas histórias com a gente. E lembre-se: “Toda história tem poder (a sua tem mais!)”

Beijo das Irmãs de Palavra

irmãs de palavra paiquerê

 

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Dê uma pausa – é hora do livro!

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é hora do livro!

Gerações e gerações percorreram o mundo para você chegar até aqui. Antes e depois de você, a vida está sendo criada, desejada, amada. As mães do mundo fizeram tudo. A terra, o ventre, a gente. Imaculadas, abusadas, profanas, educadas, tristes, despreparadas. Mães. Críticas, famintas, sonhadoras, inovadoras, barulhentas. Mães. Permissivas, machucadas, carentes, guerreiras. Mães. Lindas, festeiras, trabalhadeiras, esquecidas, mal-amadas. Mães. Mortas, invisíveis, ideais, fantasiadas, infantis. Mães. Pequenas, gordas, cheias de verruga, maquiadas, exuberantes, capas de revista. Mães. Pretas, amarelas, vermelhas, rosadas. Mães. Sem dentes, sem pentes, sem sementes, sem vergonha. Mães. Resistentes, cheias de amor, doces, azedas, às vezes, felizes. Mães. Sem elas, nós não. O mundo não.

Chegar não é mais precioso que o caminho. Manuela, personagem de Bárbara Lia, no livro As filhas de  Manuela (editora Trunfal, 2017), sabia disso mesmo sem se dar conta. Ela saiu em busca. Da filha na barriga. Das suas tantas descendentes. Mas principalmente, de si mesma. A mãe. Ilha do Mel. Paranaguá. Com um tanto de brasilidade, ‘As filhas de Manuela’ nos leva a uma longa estrada de busca. E durante todo o percurso, os encontros (e desencontros) de filhas e mães, nos contam a verdade: estamos todos, no mundo todo, querendo um colo de mãe. O resto é história (e nós adoramos!).

mãe

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DÊ UMA PAUSA – é hora do(s) livro(s)

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É hora do(s) livro(s)!

A pontualidade britânica. O peixe com ervilha no pub. A chuva ao sair do Fantasma da Ópera. As compras na Oxford Street. Ver o tempo passar no Palácio de Westminster, pelos ponteiros do Big Ben. Tudo nos levaram, pequenas, a adorar Londres. A vista do lago Igapó. A coxinha e o bolinho de carne no  Mercado Xangrilá. Espetáculos do FILO. Show no Valentino. O clube do livro AMIGOS DE PALAVRA. A vitamina da Sergipe nos fazem adorar, ainda mais, a nossa pequena Londres. A pequena Londres ou Uma pequena em Londres, ah tanto faz! Fazem parte da mesma coisa, a duologia de Maria Angélica Constantino, escritora e nossa amiga de Palavra. Assim como a cosmopolita Londres atrai milhares de turistas, existe um milhão de razões para você olhar ao seu redor e viver a beleza local. Os livros de Maria Angélica são assim. Autora de Londrina, pertinho de nós, tem o que contar, tem talento, tem história boa. É claro que nós amamos as viagens/histórias internacionais (amamos!!). O mundo é grande, lindo e cheio de histórias surpreendentes. Lá longe. E aqui também! O resto é história (e a gente adora!).

maria angêlica

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DÊ UMA PAUSA, É HORA DO LIVRO. Hoje vamos falar da Malala.

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É hora do livro! Hoje vamos falar da Malala

“Há muitos e muitos anos, a Inglaterra lutava com o Afeganistão. Os britânicos tinham mais armas e estavam levando vantagem, por isso os afegãos perderam a esperança e resolveram fugir do campo de batalha. Foi quando uma menina subiu a montanha e usou a sua voz: o que vale mais,  um dia cheio de coragem como um leão ou cem anos de escravidão? – Essa audaciosa jovem se chamava Malala. Nome que os afegãos nunca mais esqueceram porque ela liderou o exército que venceu a guerra. Mas morreu baleada conduzindo o exército vitorioso.”

Lenda ou realidade. A Malala que você, e o mundo inteiro conhece, cresceu ouvindo essa pequena história de seu pai. Que também a encorajou a ler. E a nunca abandonar os livros. Ainda que a leitura lhe colocasse em campos de batalha. Aos 15 anos, a Malala que você e nós – Irmãs de Palavra – conhecemos, levou um tiro na cabeça porque escolheu lutar pelo direito dela (e de todas as meninas) de abrir livros. Enfrentou um sistema doutrinador do ódio, opressor, cego, ditador e violento. Não se calou. O livro que escreveu, relatando sua história, encoraja muito gente. O livro da jornalista Viviana Mazza: “Malala – a menina mais corajosa do mundo”, comove, porque revela não apenas os sonhos, mas também os medos da menina mais corajosa do mundo. Coragem talvez seja a palavra mais bonita que exista, a palavra mais bonita para definir uma vida. No fundo, todos nós sabemos a resposta para a pergunta: “O que vale mais, um dia cheio de coragem como um leão ou cem anos de escravidão?”. O resto é história (e a gente adora!).
MALALA

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DÊ UMA PAUSA. É claro que você não é obrigado, mas…

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É claro que você não é obrigado, mas…

Não somos obrigadas, mas as Irmãs de Palavra aceitaram o convite de Clarissa Pinkola Estés,  em seu livro “Mulheres que correm com os lobos” (Rocco, 1992) e, a partir de mitos, contos de fadas e lendas, visitamos os terrenos profundos dos arquétipos femininos. E isso nos abriu janelas, olhamos e era tanta imensidão! Não notamos, mas não era o mundo que víamos, era a nós mesmas.

Não somos obrigadas, mas as Irmãs de Palavra desejaram conhecer mais, ouvir mais a respeito do papel do feminino na vida da mulher, na vida dos homens, na vida do mundo. Nós queremos exercer a nossa presença autêntica, cheias de vigor.

Não somos obrigadas, mas as Irmãs de Palavra gostam de quem corre livremente, de quem sapateia no escuro, de quem junta ossos no deserto do passado, de quem perambula pelo mundo, de quem dá atenção às velhas e suas histórias malucas, de quem canta para amenizar a dor e permitir a vida-morte-vida. Nós queremos mais alma e menos ego no comando dos dias.

Não somos obrigadas, mas as Irmãs de Palavra não aceitam a vida assim: amordaçadas, contidas, educadinhas, domesticadas. Nós gostamos de uma boa dose de diversão e, talvez, até de um bom palavrão.

Não somos obrigadas, mas as Irmãs de Palavra correram com os lobos. E como os lobos, nós sabemos que nós – mulheres – somos fortes, gregárias, parceiras, curiosas, intuitivas, devotas, perceptivas, vorazes, corajosas, criativas, determinadas, brincalhonas, capazes. Nós não temos medo do trabalho duro, de recomeçar mil vezes, de andar sob o sol e com sede até alcançar a verdadeira fonte da nossa vida. Nessa fonte, toda mulher pode descansar, curar-se, remendar-se, abandonar velhas crenças que lhe rouba a vitalidade e confunde os instintos.

Não somos obrigadas, mas as Irmãs de Palavra sabem que toda mulher não pode andar de cabeça abaixada, curvada, diminuída, envergonhada, agredida. Clarissa fala da mulher selvagem, o espírito de mais de dois bilhões de anos, que habita dentro de nós. As Irmãs de Palavra chamam isso de natureza da mulher: olhos aguçados, mente afiada, coração aceso e pés fortes. Se você parar para ouvi-los, vai saber para aonde ir. E vai ter a audácia de ser exatamente quem você é. Nesse instante, você muda o mundo. O resto é história (e a gente adora!).

mulheres lobos

 

 

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Dê uma pausa – e fale agora ou cale-se para sempre

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e fale agora ou cale-se para sempre

Não precisa ser a morte para separar. Nem o casamento para unir. Não importa a saúde ou a doença, a riqueza ou a pobreza. Os laços vão sempre mudar. Afrouxar, apertar, desfazer-se. E não tem instituição capaz de protocolar o contrário. Não há leis que sacramentem a escolha e o desejo humano, por mais que tentem. Tayari Jones, autora de Atlanta (EUA), nos conduz a este pensamento com uma escrita desafiadora em  ‘Um Casamento Americano’ (TAG, janeiro de 2019). O livro ainda não foi publicado no Brasil, mas as Irmãs de Palavra (graças a Tag Inéditos) já confirmaram essa união. Quando você se dá conta, embarcou numa história de amor, traição, preconceito, promessas desfeitas, injustiça e, talvez, esperança. Esperança num sistema prisional mais justo (sim, esse cenário não é ruim só no Brasil. Pra começar, o índice de negros inocentes encarcerados nos EUA é alarmante. Pra continuar, os negros são pelo menos 40% dos presos, enquanto representam apenas 13% da população norte-americana, segundo dados da Prison Policy Iniciative). Esperança num casamente mais livre, onde o amor sele o compromisso, e não o medo ou a obrigação social. Esperança em mundos mais pacíficos, sem administrações públicas de ódio. Esperança em histórias de oportunidades, onde impere a convivência entre as diferenças; e não a intolerância, o fanatismo e a violência. De muitas formas distintas, ‘Um Casamento Americano’, leva você a uma experiência: a do julgamento. Somos julgados, mal-julgados, sentenciados a punições que não merecemos. Recebemos rótulos que podem nos marcar para sempre. Julgamos, baseados em falsos testemunhos, em suposições, em opiniões alheias, em teorias superficiais, em preconceitos e estereótipos culturais. Temos que parar! Nosso ponto de vista não é uma lei sagrada. Você não é o único dono da verdade. Sua cor não é a mais bonita, seu gênero não é superior, sua educação não lhe dá o aval para humilhar ou machucar aqueles que não tiveram a mesma oportunidade que você, ou quem quer que seja. Seus valores, sua opção sexual e sua religião não governam o resto da humanidade. Nós precisamos parar? Sim ou não? Fale agora ou cale-se para sempre. O resto é história (e nós adoramos!).

um casamento americano

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