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UMA ÚNICA MULHER

UMA ÚNICA MULHER

Aquele foi um dia estranho. Nunca tinha acontecido nada igual. Ninguém sabia explicar. Mas não havia como negar. O mundo todo tinha enlouquecido.O primeiro sinal veio do sol. Nasceu em todos os hemisférios na mesma hora. Pessoas acordaram no meio da madrugada, apressadas, desesperadas, mal-humoradas. Vestiram-se e saíram à rua ao mesmo tempo. O dia precisava acontecer!

Depois foram as folhas. Como se tivessem ensaiado, caíram mortas no mesmo instante, pelo planeta inteiro. Nem nas terras mais longínquas, sobrou uma arvorezinha com uma folhinha sequer.

Então foram os carros, as motos, os aviões, os helicópteros; qualquer veículo que existia parou. Greve geral. Nem o melhor mecânico do mundo deu jeito!

Aconteceu também com a água (congelou nos rios e mares, dentro dos canos, nos copos, caindo das bicas e duchas, em todas as cidades, vilas, campos e casas) e com os animais (de uma hora pra outra, desapareceram, se escafederam!). Até a eletricidade apagou-se por completo. Mas quando celulares, computadores e tabletes desligaram-se sozinhos, o caos foi absoluto.

Então, soprou-se um vento gélido e como por encanto, todos caíram num sono profundo e mortal. Dizem que se passaram anos. Séculos, talvez milênios. Ninguém sabe precisar ao certo. O silêncio reinava pelos quatro cantos da Terra.

E antes do sol voltar a aparecer, das folhas brotarem, dos veículos ziguezaguearem, da água espirrar, dos animais ressurgirem soltos e selvagens, das luzes se acenderem e dos celulares apitarem, uma única mulher abriu os olhos. Tomou uma taça de vinho, sorriu e disse: “Agora, sim. Agora, sim.” E o mundo todo despertou.

Uma única mulher

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A MÁGICA

A MÁGICA

 

Era uma vez um dia qualquer. Um grupo de amigos se meteu numa van e saiu por aí, numa estrada sem fim. Chegando lá, mas que surpresa! O mundo todo estava ali. Tinha o sol brilhando em cada canto, o mar fazia de conta que aquele era o paraíso. Pés de todo tipo zanzavam pra lá e pra cá, uma multidão desenfreada em busca de alguma coisa mágica. Os amigos sabiam, eles sabiam o que todos procuravam lá. E então decidiram:

– Vamos logo! Antes que a mágica acabe!

E foram. A mágica tava nas ruazinhas de paralelepípedo, embaixo da árvore gigante no meio da praça e em volta da igreja, feito uma oração poderosa. Também tava escondida numa casinha pequena por fora e fantástica por dentro. Havia muitas casinhas assim por lá. A mágica se espalhava por uma tenda grande, que ocupava o centro de tudo. E se você cruzasse a ponte, tinha mágica no quiosque, na banquinha, na Kombi, na barraquinha, no barco e até no sertanejo que subiu nas latas pra entoar sua cantiga.

Os amigos adoraram, queriam mais. Muito mais. Mas ouviram o sino. A hora final tinha chegado. Então, se meteram mais uma vez na van e zarparam de volta. Cada um pra um lugar diferente. Afinal, todo mundo tinha a sua vida pra viver.

Só que a mágica que eles buscaram naquela festa em Paraty (Flip – Festa Literária Internacional de Paraty, 2019), nunca mais ia acabar. Os amigos descobriram o segredo dos livros: “Toda história tem poder (a sua tem mais)”.

A mágica

 

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LIVROS (DES)EDUCAM O SEU OLHAR

Livros (des)educam o seu olhar

            A educação é um direito do povo, é um dever do governo. Um povo educado é um povo com mais chances. Chances de se colocar na vida com mais dignidade, mais humanidade, mais consciência e mais cidadania. Um país educado é um país mais próspero, que se coloca no mundo (e perante o mundo) com mais soberania.

Livros (digitais ou físicos) fazem parte da educação. São neles que estão sistematizados muitos dos conhecimentos que desenvolvem o pensamento crítico e analítico do aluno. Mega importante, o mundo todo sabe. Mas os livros de literatura são um pouco diferentes. A literatura não tem obrigação didática. Não quer dar lição. Não se presta ao papel de educar para um fim. A literatura cria novos mundos, mexe com a sua emoção, com o seu poder de ser mais ousado e criativo na vida. De rebelar-se!

Rindo, o leitor passeia por adjetivos de Vinícius de Moraes e fica até apaixonado por momentos que nunca viveu. Estimulado, o leitor vai com o triller de Raphael Montes para um Rio de Janeiro ainda mais cruel que o das manchetes, sem sequer tirar os pés do chão. Emocionado, o leitor revê sua vida dos sete aos quarenta, com a sensibilidade profunda da ficção de João Carrascoza.

A literatura (des)educa o seu olhar, porque rompe a forma vigente, formatada, de pensar. Educar-se para a literatura é criar novas e próprias visões de mundo. Os livros literários estão à disposição de nossos toques não para explicar, defender paradigmas ou ditar normas; mas para expressar e ampliar. Sentimentos, tragédias, temas humanos que atravessam tempos e lugares. As Irmãs de Palavra desejam que concursos literários não sejam vetados, que livros de literatura cheguem às escolas públicas antes que o ano letivo acabe, que bibliotecas recebam novas e múltiplas obras. Porque nós sabemos que a educação vai muito além dos conteúdos formais. Também sabemos que precisamos fazer ciência, entender fórmulas, falar outras línguas. Mas nós precisamos, mais do que nunca, criar asas em nossa imaginação. Só assim, superamos o mundo que vivemos e inventamos um melhor. A literatura, a filosofia, a arte nos fazem voar. Educação também é invenção, não só repetição. Livros também precisam (des)educar! E não se esqueça: “Toda história tem poder (a sua tem mais)”.

Beijo das Irmãs de Palavra!

Livros (des)educam o seu olhar

 

 

 

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A VERDADE ABSOLUTA DO MUNDO

A verdade absoluta do mundo

Só existe uma verdade absoluta no mundo. E com ela, não adianta discutir, é uma verdade tirana. É a dona do mundo. Manda em tudo. Manda em todos (em nós e também em você). Não há como escapar. Quando ela diz não, acabou. Para sempre. Sem chances.

Mas não sejamos injustas, é uma verdade generosa. A cada dia, oferece um mundo novo para você.E também para as Irmãs de Palavra.

A verdade absoluta do mundo é a vida. Pura e simples. Num gole só. Afinal, sem ela o que é que há? (ninguém nunca voltou para nos contar!) Sem ela, não temos nada. No fundo, nós já sabemos disso. Senão, por que você acha que os mais de sete bilhões de humanos que giram pela Terra se preocupariam tanto em querer aproveitar a vida?

As Irmãs de Palavra inventaram um jeito de aproveitar melhor a vida. Criaram o clube do livro “AMIGOS DE PALAVRA”. Isso foi em 2015 (aqui em Londrina e também em Maringá). Desde esse tempo, os AMIGOS DE PALAVRA são um desses lugares ensolarados, que nos enchem de vida. Porque nos nutre, nos dá a chance de viver milhares de vidas em uma só, a cada nova história que embarcamos. A leitura que compartilhamos mês a mês, provoca fogos de artifício em nossas mentes. Nós pensamos juntos, um monte de coisas que, sozinhas, nunca imaginaríamos. Desperta um sentimento de pertencimento, nós somos agora A MÁFIA DA PALAVRA.Temos cafés, gorós literários, muitos livros e, acima de tudo, temos uns aos outros. E aprendemos tanto. A ouvir, a deixar preconceitos de lado, a sermos mais flexíveis e amáveis. Nós aprendemos a viver melhor! O clube do livro é um universo paralelo, uma jornada viva! Divertida. Daquelas urgentes. Que nos acende. Nós queremos mais, muito mais! Mais da vida, mais de nós mesmas.

Os AMIGOS DE PALAVRA de Londrina se reúnem todo segundo sábado do mês na Livrarias Curitiba do Shopping Catuaí, às 16h30. É só chegar, você está mais que convidado.

Também existem outros clubes compartilhando histórias na pequena Londres: Caixa de Pássaros, Leia Mulheres, clubes de leitura do Sesc Londrina, Clube do Livro na Acil, e outros mais, espalhados em bibliotecas, empresas e casas de quem ama lê. Em todos eles, mais vida espera você.

E, nunca se esqueça: “Toda história tem poder (a sua tem mais)”. Viva!

 

Beijo das Irmãs de Palavra!

A verdade absoluta do mundo

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A ALFORRIA DA MENTE

A alforria da mente: livre-se!

 

Ainda que você seja livre para ir e vir, poucas coisas na vida podem libertar seus pensamentos e desejos, enquanto se está preso a dogmas e estereótipos. Isaiah Berlin, que foi um historiador e filósofo russo-britânico, concebeu a liberdade em dois conceitos distintos. Chamou uma liberdade de negativa, aquela em que você está livre dos ditames externos (livre de algo). E a outra, de liberdade positiva: é o autodomínio (livre para se autogerir, a soberania sobre sua própria vida). Detentos, obviamente, não gozam da liberdade negativa. Só que podem, mesmo dentro das prisões, buscar a liberdade positiva. É aí que a literatura entra.

O Paraná é pioneiro no sistema de remição de pena através da leitura. Os detentos que leem livros de ficção e fazem resenhas avaliadas por professores da rede estadual de educação, diminuem os dias atrás das grades; ao mesmo tempo em que aumentam as chances de sairem diferentes dali, porque nas páginas literárias podem enxergar outras vidas. A leitura liberta mentes, você pode alcançar a liberdade que Berlin chamou de positiva. Nós podemos mudar nosso destino!

Esse é um projeto que merece nossos aplausos. Mas, para continuar libertando mentes os livros precisam chegar até as 33 unidades prisionais do estado. Só que nem sempre eles chegam. Pensando neste trajeto, resolvemos encurtar caminhos. Qualquer um pode ajudar! As Irmãs de Palavra idealizaram a campanha “DOE UM LIVRO DE FICÇÃO PARA A PENITENCIÁRIA FEMININA DO PARANÁ”. Em 2 meses, junto com os Amigos de Palavra e tantas outras pessoas, arrecadamos livros. Eles vieram aos montes, mais de 500 exemplares. O que vai ser feito com tanta história? Uma biblioteca na penitenciária feminina de Londrina. Ler muda mesmo o mundo por uma razão: alforria a mente. Livre-se! E dessa liberdade (positiva) TODOS nós precisamos. E então, tudo pode acontecer!

Beijos das Irmãs de Palavra,

A alforria da mente: livre-se!

 

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O MUNDO FANTÁSTICO

O MUNDO FANTÁSTICO

 

Você sai de casa às 7 da manhã, rumo ao trabalho. Diz bom dia, toma cafezinhos e cumpre – uma a uma – a agenda do dia. Não importa, não é disso que estamos falando. Não é o mundo que queremos, não é mesmo?

Nós inventamos aviões, voamos feito pássaro. Subimos o pico Everest, desafiando a gravidade e o escambal! Botamos uma fantasia e saímos por aí, somos Marylin Monroe agora! Nós queremos sonhar, precisamos fantasiar. Nós queremos explodir de desejo e emoção. Queremos mais, muito mais do que fizemos até agora. Queremos um mundo de magia, onde tudo é possível. Nós queremos acreditar.    Inventamos os livros fantásticos. Harry Potter, O Senhor dos Anéis, Crepúsculos, Game of Thrones. No Brasil, autores de fantasia estão cada vez mais em alta. Um time está se firmando e alimentando a mente do leitor. Na verdade, nós sabemos que dragões não existem e que elfos são seres da nossa imaginação. Mesmo assim, nós adoramos tudo isso. E não é porque vamos tropeçar em mulas sem cabeça por aí (se bem que…), é que quando sonhamos e nos aventuramos, nosso espírito se enche de desejo. E cheios de desejo, nós fazemos um mundo melhor. O nosso mundo!

Uma das Irmãs de Palavra (Kelly Shimohiro) acaba de lançar O SOMBRIO CHAMADO – a história da maldição de um destino, pela Editora Novo Século. Você vai viajar para outros planetas e embarcar num mundo fantástico. E então, tudo pode acontecer!

Beijos das Irmãs de Palavra,

O mundo fantástico

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